quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"O POETA MAIS LIDO"

Poeta! Se os teus livros fossem vendidos diariamente aos milhares; se o teu nome fosse consagrado pro todas as academias r tua fama proclamada por todos os jornais, cinemas e agentes de publicidade, nem mesmo assim serias o primeiro entre os poetas do mundo! 

Sabes meu amigo, qual é, afinal, o poeta mais lido e mais citado no mundo inteiro? É um poeta judeu! 

- Judeu? 

- Sim, é um poeta judeu! É Davi! Os seus salmos, transbordantes de poesia e inspirados na verdade divina, foram incluídos pela Igreja Católica no ritual da missa. Milhões e milhões de cristãos repetem todos os dias, a cada momento, em todos os recantos do mundo, os versos admiráveis do poeta judeu! 


- Histórias dos salmos de Davi 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"CURIOSIDADE SOBRE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS"




Nossa Senhora das Graças

Esta é a curiosa história de Catarina de Labouré, cujo nome era Zoé e Catarina, seu nome como religiosa. Foi certa vez visitar as filhas de São Vicente e encontra no parlatório o retrato do Padre que vira uma vez em sonhos a chamá-la; e era justamente o seu fundador, Vicente de Paulo. No ano de 1830, nas vésperas da festa de São Vicente de Paulo, a jovem Noviça, por volta de onze e meia da noite, ouve três vezes o seu nome. "Catarina! Catarina! Catarina!..." Catarina assustada, senta-se no leito, e diz: "Estou te conhecendo, és meu Anjo da Guarda!" E o menino lhe diz o seguinte:

"Vem a Capela, que Nossa Senhora te espera!" Catarina, teve um momento de hesitação... e disse: "Não posso, vou acordar todo mundo!" Porém o menino a tranquilizou... "Não tenhas medo, todos estão dormindo, vem, eu te acompanho, Catarina!" Então respondeu: "Está bem, vamos." Após terem atravessado os corredores, onde luzes se acendiam e as portas se abriam sozinhas, chegam à Capela, onde derrepente, já pela meia noite, o menino exclama. "Olha Nossa Senhora!" No mesmo instante, Catarina escuta, do lado da epístola, um ligeiro ruído como que roçagar de um vestido de seda e uma Dama muito bela, senta-se defronte do altar.

Catarina se ajoelha, apoia-se em seu regaço, a Dama afaga-se e fala: "Catarina, em qualquer sofrimento, venha falar ao meu coração. Receberás tudo o que precisamos. Filha confio-te uma missão, não tenhas medo; conta tudo ao Padre encarregado, de guiar-te. Desgraças desabarão sobre a França, o trono será derrubado, Catástrofes abalarão o mundo; Eu estarei contigo. Deus e São Vicente protegerão as duas comunidades: a dos Padres e as Irmãs de São Vicente." E foi assim que tudo aconteceu. Catarina não soube dizer por quanto tempo ficou junto Dela, que desapareceu como uma sombra.

No dia 27 de novembro de 1830, às 5 horas da tarde, a comunidade rezava na Capela. Nossa Senhora manifestou-se novamente a Catarina. Apareceu à direita, justamente no lugar onde se encontra hoje, o altar chamado da Virgem do Globo, onde existe uma imagem de mármore, tentando reproduzir o que a Noviça viu. O Globo que vês, representa o mundo inteiro. Em seguida, seus dedos encheram-se de anéis de pedras cintilantes que a inundavam de luz. E as mãos da Senhora, carregadas das graças sugeridas pelos raios, abaixaram-se e estenderam-se como se vê na medalha, e a vidente ouviu. "Estes raios, são símbolos das graças que eu derramo sobre aqueles que as suplicam. Fazei cunhar uma medalha com minha figura de um lado, e do outro, o M do meu nome, encimado por uma cruz, tendo embaixo dois corações, um coroado de espinhos e o outro, atravessado por uma lança. Todos que a usarem com fé, receberão grandes graças. Catarina foi ao Padre Aladel, seu confessor, e contou-lhe tudo... "Padre, Nossa Senhora me apareceu... Padre, precisavas ver que lindas as graças contidas em suas mãos." Porém, padre Aladel custou a convencer-se de tal visão, e disse: "Minha filha, calma, sejamos prudentes. Por enquanto, guardaremos segredo." Depois de algum tempo, Padre Aladel foi procurar o Arcebispo de Paris e contou-lhe tudo. O Arcebispo disse: "Deus o abençoe, Padre Aladel" O Padre então contou: "Sr. Arcebispo, após a narração do ocorrido e mediante a tantas graças que vêm sendo derramadas em nossas comunidades, peço a Vossa Eminência a autorização para que sejam mandadas cunhar as medalhas conforme vontade de Nossa Senhora". O Arcebispo, depois de ouvir o Padre atentamente, disse: "Mandaremos cunhá-las logo e trataremos de distribuí-las para que todos as usem. Vá em paz e que a Virgem o guarde. A comunidade, conhecendo a medalha e seus efeitos milagrosos, aos poucos foi difundido à devoção a Nossa Senhora das Graças, que se espalhou pelo mundo.

"ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS"


Súplica:
Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém – (Rezar 3 Ave Maria) – Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Oração Final:
Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado filho a humildade, a caridade, a obediência, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, a castidade, uma santa vida e uma boa morte.
Amém.

domingo, 25 de novembro de 2012

"REINOS INCOMPATÍVEIS"


A preparação do reino de Deus é o eixo central da mensagem da encarnação. A morte de Jesus tem tudo que ver com sua vida, com sua crítica aos valores do reino do mal, presentes no processo político e econômico de sua época, mas também no social e religioso. Sua atenção com os sofredores e sua denúncia das estruturas construídas pelo poder de opressão levam-no à cruz. 

O diálogo de Jesus com Pilatos é dos mais ricos da história da humanidade. Frente a frente, dois impérios: um que usava o poder da opressão e matava ao menor movimento de desobediência; o outro, com poder do lava-pés. São dois reinos, não na velha acepção de um reino para esta vida e outro para depois da morte. Não. Os dois convivem aqui e agora. No reino dos césares, a ganância, a falsidade, a opressão, a prepotência, o lucrar a qualquer preço e acima de tudo. No reino de Cristo, a prática de Jesus, o poder a serviço do fraco, do abandonado, a busca da verdade, a humilde dedicação ao outro. Não podemos entender a nossa vida de sofrimentos como o banco de espera para a outra vida. Seria cruzar os braços diante das injustiças que campeiam ao nosso lado, seria fugir, impotentes ante os poderes do reino do mal. Construir o reino com novos valores é tarefa e responsabilidade que todos recebemos no batismo. É a vocação dos cristãos leigos e leigas. O Vaticano II nos ensina: "Aos leigos compete, por vocação própria, buscar o reino de Deus" (LG 31). Ordenar as coisas segundo Deus significa não só viver segundo os valores do reino, mas buscar sempre que o mundo aprenda com o nosso exemplo. Mais diretamente, o Papa VI afirma que o espaço evangelizador próprio dos cristãos leigos e leigas "é o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e econômica, como também da cultura [...], o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento". (EN 70). 

Fazer o tecido humano da sociedade responder aos valores do reino, eis a tarefa dos cristãos leigos e leigas.


Carlos Signorelli - Comnetário sobre o Evangelho deste Domingo 25/11/2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"SOBRE SÃO CLEMENTE"



Clemente foi o quarto Papa da Igreja de Roma, ainda no primeiro século.

Vivia em Roma e foi contemporâneo de São João Evangelista, São Felipe e São Paulo, do segundo era um de seus colaboradores e do último, um discípulo.

Depois, inclusive, Paulo o citou em seus escritos.

A antiga tradição cristã o apresenta como filho do senador Faustino da família Flavia, parente do imperador Domiciano.

Mas foi o próprio Clemente que registrou sua história, ao assumir o comando da Igreja, sabendo do perigo que o cargo representava para sua vida.

Pois era uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.

Governou a Igreja por longo período, do ano 88 ao 97, no qual levou avante a evangelização com firmemente centrada nos princípios da doutrina.

Enfrentou as divisões internas que ocorriam.

Foi considerado o autor da célebre Carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam se desligar do comando único da Igreja.

Através da Carta, Clemente I os animou a perseverarem na fé, na caridade ensinada por Cristo e participarem da união com a Igreja.

Restabeleceu o uso da Crisma, seguindo a tradição de São Pedro e instituiu o uso da expressão "Amém" nos ritos religiosos.

Com sua atuação séria e exemplar converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente.

Fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos.

Graças a Domitila muitos deixaram de sofrer ou, pelo menos, tiveram nela uma fonte de conforto e solidariedade.

Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia.

A essa altura assumiu como Papa, Evaristo.

Enquanto nas terras do exílio Clemente I encontrou mais milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra.

Passou a encoraja-los de perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos.

A notícia chegou ao novo imperador Trajano que irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses.

Depois, como recebeu a recusa, mandou joga-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço.

Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirologio Romano.

O corpo do Santo Papa Clemente I, no ano 869, foi levado para Roma pelos irmãos missionários Cirilo e Metódio, também venerados pela Igreja, e entregue ao Papa Adriano II.

Em seguida numa comovente solenidade conduzido para o definitivo sepultamento na igreja dedicada à ele.

Na cidade de Collelungo, nas ruínas da propriedade de Faustino, seu pai, foi construída uma igreja dedicada à São Clemente I.

A sua celebração ocorre no dia da sua morte.

São Clemente I, rogai por nós!

"ORAÇÕES DE SANTA IRMÃ FAUSTINA"


"Amor Eterno, chama pura, ardei sem cessar no meu coração e divinizai todo o meu
ser de acordo com a Vossa eterna predileção, pela qual me chamastes à existência
e convocastes à participação na Vossa felicidade eterna" (Diário, 1523).

"Ó Deus misericordioso, que não nos desprezais, mas nos cumulais sem cessar com as Vossas graças! Vós nos tornais dignos do Vosso Reino e, em Vossa bondade, preencheis com homens os lugares deixados pelos anjos ingratos. Ó Deus de grande misericórdia, que afastastes o Vosso santo olhar dos anjos revoltados e o voltastes para o homem contrito,  seja dada honra e glória à Vossa insondável misericórdia" (Diário, 1339).

"Ó Jesus estendido na cruz, suplico-Vos, concedei-me a graça de sempre, em toda parte e em tudo cumprir fielmente a Santíssima vontade de Vosso Pai. E, quando essa vontade de Deus me parecer penosa e difícil de cumprir, então suplico-Vos, Jesus, que das Vossas Chagas desça para mim força e vigor, e que a minha boca repita: Seja feita
a Vossa vontade, Senhor.  (...) Jesus cheio de compaixão, concedei-me a graça de me esquecer de mim mesma, a fim de viver inteiramente para as almas, ajudando-Vos na obra da salvação, segundo a santíssima vontade de Vosso Pai..." (Diário, 1265).

"Desejo transformar-me toda em Vossa misericórdia, para tornar-me o Vosso reflexo vivo, ó meu Senhor! Que a Vossa misericórdia, que é insondável e de todos os atributos de Deus o mais sublime, se derrame do meu coração e da minha alma sobre o próximo.
Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam misericordiosos, de modo que eu jamais suspeite nem julgue as pessoas pela aparência externa, mas perceba a beleza interior dos outros e possa ajudá-los.
Ajudai-me, Senhor, para que os meus ouvidos sejam misericordiosos, de modo que eu esteja atenta às necessidades dos meus irmãos e não me permitais permanecer indiferente diante de suas dores e lágrimas.
Ajudai-me, Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa, de modo que eu nunca fale mal dos meus irmãos; que eu tenha para cada um deles uma palavra de conforto e de perdão.
Ajudai-me, Senhor, para que as minhas mãos sejam misericordiosas e transbordantes de boas obras, nem se cansem jamais de fazer o bem aos outros, enquanto, aceite para mim as tarefas mais difíceis e penosas.
Ajudai-me, Senhor, para que sejam misericordiosos também os meus pés, para que levem sem descanso ajuda aos meus irmãos, vencendo a fadiga e o cansaço (...)
Ajudai-me, Senhor, para que o meu coração seja misericordioso e se torne sensível
a todos os sofrimentos do próximo. (...)
Ó meu Jesus, transformai-me em Vós, porque Vós tudo podeis" (Diário, 163).

"Rei de Misericórdia, guiai a minha alma" (Diário, 3).

"Ó Jesus, Deus eterno, agradeço-Vos pelas Vossas inúmeras graças e benefícios.
Que cada batida do meu coração seja um novo hino de ação de graças para Convosco,
ó Deus! Que cada gota do meu sangue circule por Vós, Senhor. A minha alma é um só hino de adoração da Vossa misericórdia. Amo-Vos, Deus, por Vós mesmo" (Diário, 1794).

"Ó Jesus, desejo viver o momento presente, viver como se este dia fosse o último da minha vida: aproveitar cuidadosamente cada momento para a maior glória de Deus; fazer uso de cada circunstância, de tal maneira, que a alma possa tirar proveito. Olhar para tudo do ponto de vista de que nada suceda sem a Vontade de Deus. Deus de insondável misericórdia, envolvei o mundo todo e derramai-Vos sobre nós, pelo compassivo Coração de Jesus" (Diário, 1183).

"Ó Deus de grande misericórdia, bondade infinita, eis que hoje a Humanidade toda clama do abismo da sua miséria à Vossa misericórdia, à Vossa compaixão, ó Deus,
e clama com a potente voz da sua miséria. Ó Deus clemente, não rejeiteis a oração dos exilados desta Terra. Ó Senhor, bondade inconcebível, que conheceis profundamente a nossa miséria e sabeis que, com nossas próprias forças, não temos condições de nos elevar até Vós, por isso Vos suplicamos: adiantai-Vos ao nosso pedido com a Vossa graça e aumentai em nós sem cessar a Vossa misericórdia, a fim de que possamos cumprir fielmente a Vossa santa vontade durante toda a nossa vida e na hora da morte. Que o poder da Vossa misericórdia nos defenda dos ataques dos inimigos da nossa salvação, para que aguardemos com confiança, como Vossos filhos, a Vossa vinda última, dia que somente Vós conheceis..." (Diário, 1570).


 

 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"SOBRE A PACIÊNCIA"


Senhor Jesus, desde que passaste por este mundo tendo a paciência
como vestimenta e distintivo, ela é a rainha das virtudes e a pérola
mais preciosa de tua coroa.
Dá-me a graça de aceitar com paz a essencial gratuidade de Deus, o caminho desconcertante da Graça e as emergências imprevisíveis da Natureza.
Aceito com paz a marcha lenta e ziguezagueante da oração, e o fato de que o caminho para a santidade seja tão longo e difícil.
Aceito com paz as contrariedades da vida e as incompreensões de meus irmãos, as enfermidades, a própria morte e a lei da
insignificância humana; quer dizer, que após a minha morte tudo seguirá igual como se nada tivesse acontecido.
Aceito com paz o fato de querer tanto e poder tão pouco e que, com grandes esforços, hei de conseguir pequenos resultados.
Aceito com paz a lei do pecado, isto é: faço o que não quero e deixo de fazer aquilo que eu gostaria de fazer.
Deixo em paz, em tuas mãos, o que deveria ser e não fui, o que
deveria ter feito e não fiz.
Aceito com paz toda a impotência humana que me envolve e me
limita.
Aceito com paz as leis de precariedade e da transitoriedade, a lei da mediocridade e do fracasso, a lei da solidão e da morte.
Em troca de toda esta entrega, dá-me a Tua Paz, Senhor.

Texto de Ignacio Larrañga

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"São Roque e Companheiros"




Com alegria celebramos a santidade destes Jesuítas que deram a vida pela fé, amor e esperança em Jesus Cristo, são eles: Roque González e seus companheiros Afonso Rodríguez e João del Castillo.

Roque González nasceu em Assunção do Paraguai, em 1576, e estudou com os Padres Jesuítas, que muito ajudaram-no a desenvolver seus dotes humanos e espirituais.

O coração de Roque González sempre se compadeceu com a realidade dos indígenas oprimidos, por isso ao se formar e ser ordenado Sacerdote do Senhor, aos 22 anos de idade, foi logo trabalhar como padre diocesano numa aldeia carente. São Roque, sempre obediente à vontade do Pai do Céu, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, com 33 anos, e acompanhado com outros ousados missionários, aceitou a missão de pacificar terríveis indígenas.

São Roque González fez de tudo para ganhar a todos para Cristo, portanto aprendeu além das línguas indígenas, aprofundou-se em técnicas agrícolas, manejo dos bois e vários outros costumes da terra. Os Jesuítas - bem ao contrário do que muitos contam de forma injusta - tinham como meta a salvação das almas, mas também a promoção humana, a qual era e é a consequência lógica de toda completa evangelização.

Certa vez numa dessas reduções que levavam os indígenas para a vida em aldeias bem estruturadas e protegidas dos
colonizadores, Roque González com seus companheiros foram atacados, dilacerados e martirizados por índios ferozes fechados ao Evangelho e submissos a um feiticeiro, que matou o corpo mas não a alma destes que, desde 1628, estão na Glória Celeste.

Em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os três primeiros mártires sul-americanos: São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João del Castillo.

São Roque González e companheiros mártires, rogai por nós!



domingo, 18 de novembro de 2012

"ANÚNCIO DE ESPERANÇA"


Final de ano litúrgico. Podemos perceber sinais de coisas novas e de mudanças  promissoras. É a conclusão de uma velha estação e o início de uma nova , carregada de promessas. É o perfume de um mundo novo que vai brotar: perfime de esperança e alegria.

Não, não chegou a hora de as estrelas, o sol e a lua despencarem do céu. Contudo, algo precisa cair ou ser indireitado, a fim de que se cumpra a profecia do Senhor não apenas no final dos tempos, como também aqui e agora. Pois a catástrofe, a destruição e a transformação não são tão somente acontecimentos conclusivos da história. São processos contínuos, que vão ocorrendo todos os dias.

E não se trata de "desgraças", e sim de conquistas, vitórias e novas etapas da caminhada humana.

Se por enquanto não vão cair estrelas do céu, precisam cair nosso orgulho e nossa falsa segurança de que a salvação está garantida para nós só porque, aos domingos, fazemos nossa profissão de fé da boca para fora.

Se ainda não cairá o sol, precisam cair os tronos abusivos, erguidos pelos mais fortes sobre as costas dos mais fracos. Nem deve sobrar pedra sobre pedra de tudo aquilo que construímos à revelia da justiça e do amor.

Se ainda não cairá a lua, precisa cair o egoísmo, que nos torna incensíveis aos problemas do faminto, do desempregado, daquele que luta por um pedaço de chão e pelos seus direitos mais elementares.

Então, o jeto não é lamentarmos a "queda das estrelas" ou o fim de nosso egoísmo. O jeito é aliar-nos com nossos irmãos e com o próprio Deus das promessas, a fim de darmos conta de todos os nossos compromissos de cristãos.


Pe. Virgílio, ssp - Comentário sobre o Evangelho deste Domingo 18/11/2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"SANTO ALBERTO MAGNO"



Santo Alberto Magno - 15 de Novembro

Santo Alberto Magno Celebramos neste dia a santidade de um grande santo da nossa Igreja, o qual foi digno de ser intitulado de Magno (Grande). Nascido na Alemanha em 1206, numa família militar que desejava para Alberto a carreira militar ou administrativa.

Soldado do Senhor e administrador do Reino de Deus, devotíssimo da Virgem Maria, Santo Alberto optou pelos desejos do coração de Deus, por isso depois de estudar ciências naturais em Pádua e Paris entrou na família Dominicana em 1223, a fim de mergulhar nos estudos, santidade e apostolado. Como consequência da sua crescente adesão ao Reino, foram aumentando os trabalhos na "vinha do Senhor", por isso na Ordem Religiosa foi superior provincial e mais tarde, nomeado pelo Papa, Bispo de Ratisbona, num tempo em que somente um santo e sábio poderia estabelecer a paz entre os povos e cidades, como de fato aconteceu.

Santo Alberto Magno era um apaixonado e vocacionado ao magistério (teve como discípulo São Tomás de Aquino); foi dispensado do Episcopado, para na humildade e pobreza continuar lecionando, pregando e pesquisando e dominando com tranquilidade os assuntos sobre mecânica, zoologia, botânica, metereologia, agricultura, física, tecelagem, navegação e outras áreas do conhecimento, os quais inseriu no seu caminho de santidade: "Minha intenção última, escrevia, está na ciência de Deus". Suas obras escritas encheram 38 grossos volumes e com o testemunho impregnou toda a Igreja de santidade e exemplo de quem soube viver com equilíbrio e graça a fé que não contradiz a razão.

Entrou no Céu em 1280, proclamado Doutor da Igreja e Patrono dos cultores das ciências naturais.

Santo Alberto Magno, rogai por nós!

http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?&dia=15&...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

"A RAÇA DOS FILHOS DE DEUS"


Filhos de Deus. - Portadores da única chama capaz de iluminar os caminhos terrenos das almas, do único fulgor em que nunca se poderão dar escuridões, penumbras ou sombras. - O Senhor serve-se de nós como tochas, para que essa luz ilumine... De nós depende que muitos não permaneçam em trevas, mas andem por caminhos que levam até à vida eterna. (Ignacio Loyola)

Iesus Christus, Deus Homo, Jesus Cristo, Deus-Homem! Eis uma das magnalia Dei, uma das maravilhas de Deus em que temos de meditar e que precisamos agradecer a este Senhor que veio trazer a paz na terra aos homens de boa vontade, a todos os homens que querem unir a sua vontade à Vontade boa de Deus. Não só aos ricos, nem só aos pobres! A todos os homens, a todos os irmãos! Pois irmãos somos todos em Jesus: filhos de Deus, irmãos de Cristo. E sua Mãe é nossa Mãe.

Na terra, há apenas uma raça: a raça dos filhos de Deus. Todos devemos falar a mesma língua: a que nosso Pai que está nos Céus nos ensina, a língua dos diálogos de Jesus com seu Pai, a língua que se fala com o coração e com a cabeça, aquela que estamos usando agora na nossa oração. É a língua das almas contemplativas, dos homens que são espirituais por se terem apercebido da sua filiação divina; uma língua que se manifesta em mil moções da vontade, em luzes vivas do entendimento, em afetos do coração, em decisões de retidão de vida, de bem-fazer, de alegria, de paz. 

FILHOS ESPIRITUAIS DE PE. PIO

domingo, 11 de novembro de 2012

"A OFERTA DA VIDA"

Jesus está no tempo de Jerusalém, o centro do poder político e religioso de seu tempo. Aí se torna ainda mais evidente o contraste entre as lideranças do povo (os doutores da Lei) e as viúvas, que representavam as pessoas mais pobres e desprotegidas da sociedade. 

Jesus vê os corações das pessoas, indo além das aparências. Ele vê o que está no mais profundo das decisões que tomamos e das ações que praticamos. Vê a vaidade, o vazio de quem faz as coisas apenas para aparecer. Vê a maldade de quem, usando a religião, explora a fé do povo, tal como os doutores da Lei. Estes, de fato, deviam proteger as viúvas, mas acabavam cobrando pelo serviço uma quantia tal, que as viúvas muitas vezes tinham de lhes entregar até a própria casa. 

Jesus vê o coração dos ricos e sua esmola, e vê o coração da pobre viúva e sua fé. Pois o que para os ricos era esmola, algo de supérfluo, para a viúva era tudo que ela possuía para viver, uma aposta de vida de um abandono total nas mãos de Deus. Depositando aquelas duas moedinhas, a viúva na verdade estava depositando em Deus toda a sua vida e demonstrando, enfim, o que é, de fato, entregar-se totalmente a Deus, em vez de simplesmente confiar no próprio poder e riqueza. Somos hoje questionados sobre as intenções que trazemos no nosso coração. Se podemos enganar os outros e a nós mesmos, com Deus nosso encontro só pode ser franco e sincero, sem máscaras e tapeações. Senão nunca será um encontro. 

Somos igualmente questionados sobre a crueldade de prática que revestidas de religiosidade, não fazem mais que explorar a fé das pessoas simples e sinceras. É fundamental que cada cristão colabore na manutenção de sua comunidade de fé e sobretudo na promoção de seus membros mais necessitados. Mas o elogio de Jesus ao gesto da viúva nos leva a perguntar: é justo uma religião tirar de uma pessoa pobre tudo o que ela tem para sobreviver? Não bastam boas intenções. Mas as boas intenções são a primeira condição para viver autenticamente a religião.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp - Comentário sobre o Evangelho deste Domingo 11/11/2012

sábado, 10 de novembro de 2012

"MANTER A UNIDADE NA HUMILDADE"

Portanto, pelo conforto que há em Cristo, pela consolação que há no amor, pela comunhão no Espírito, por toda ternura e compaixão, levai à plenitude minha alegria, pondo-vos acordes no mesmo sentimento, no mesmo amor, numa só alma, num só pensamento, nada fazendo por compaixão e vanglória, mas com humildade, julgando cada um os outros superiores  a si mesmo, nem cuidando cada um só do que é seu, mas também do é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele, estando em forma de Deus não usou de seu direito de ser tratado como um deus mas se despojou, tomando a forma de escravo. Tornando-se semelhante aos homens e reconhecido em seu aspecto como um homem abaixou-se, tornando-se obediente até a morte, à morte de cruz. 

Por isso Deus soberanamente o elevou e lhe conferiu o nome que está acima de todo nome, a fim de que ao nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, sobre a terra e debaixo da terra, e que toda língua proclame que o Senhor é Jesus Cristo para a glória de Deus Pai.


FILIPENSES 2, 1-11 Bíblia de Jerusalém

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"ELE COLOCOU DIANTE DE TI O FOGO E A ÁGUA"

Não digas: "É o Senhor que me faz pecar", porque ele não faz aquilo que odeia.

Não digas: "É ele que me faz errar", porque ele não tem necessidade de homem pecador. O Senhor odeia toda espécie de abominação e nenhuma é amável para os que o temem. 

Desde o princípio ele criou o homem e o abandonou nas mãos de sua própria decisão. Se quiseres, observarás os mandamentos para permanecer fiel ao seu prazer. Ele colocou diante de ti o fogo e a água; para o que quiseres estenderás tua mão. Diante dos homens está a vida e a morte, ser-te-á dado o que preferires. É grande, pois, a sabedoria do Senhor, ele é todo poderoso e vê tudo.

Seus olhos vêem os que o temem, ele conhece todas as obras do homem. Não ordenou a ninguém ser ímpio, não deu a ninguém licença de pecar.


ECLESIÁSTICO 15, 11-20 Bíblia de Jerusalém


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"ORAÇÃO DE DAVI"


Então o rei Davi entrou e ficou diante de Iahweh, e disse: "Quem sou eu, Senhor Iahweh, e qual é a minha casa para que me trouxesses aqui? Mas isso ainda é pouco aos teus olhos, Senhor Iahweh. Tu falaste em favor da casa do teu servo para um futuro distante. Essa é lei do homem, Senhor Iahweh. Que mais poderá ainda dizer-te Davi, pois tu mesmo conheces o teu servo, Senhor Iahweh. Por causa da tua palavra e por isso és grande, Senhor Iahweh: ninguém há com tu, e não existe outro Deus além de ti somente, como ouviram os nossos ouvidos. Como o teu povo Israel, há outro povo na terra a quem um deus tivesse ido resgatar para fazer dele o seu povo, para dar-lhe um nome e realizar em seu favor tão grandes e terríveis coisas, expulsando diante do teu povo, que resgataste do Egito, nações e seus deuses? Estabeleceste o teu povo Israel para que ele seja para sempre os eu povo, e tu, Iahweh, tu te tornaste o seu Deus. Agora, Iahweh Deus, guarda para sempre a palavra que disseste a teu servo e à sua casa, estabelece-a para sempre e age como disseste. O teu nome será exaltado para sempre, e dirão: Iahweh dos Exércitos é Deus sobre Israel. A casa do teu servo Davi subsistirá na tua presença. Porque foste tu, Iahweh dos Exércitos, Deus de Israel, que fizeste esta revelação ao teu servo: Eu te edificarei uma casa. Então o teu servo teve a coragem de te dirigir esta oração. Sim, Senhor Iahweh, és tu que és Deus, as tuas palavras são verdades e tu disseste ao teu servo, para que ele permaneça sempre na tua presença, porque és tu, Senhor Iahweh, que tens falado, e é pela tua benção que a casa do teu servo será abençoada para sempre."


2Samuel 7, 18-29
Bíblia de Jerusalém

"PARA AJUDAR NO EXAME DE CONCIÊNCIA"


1º Mandamento "Amar a Deus sobre todas as coisas" 
►Costumo ser o centro das situações, deixando que meus interesses, pensamentos e atitudes tomem o lugar de Jesus, na minha vida?
►Rejeito, ignoro e considero ultrapassadas as orientações de Deus e da igreja? 
►Desespero-me nas dificuldades, desconfiando da fidelidade e misericórdia de Deus?
►Busco resposta ou consolo no espiritismo (reencarnação), benzedeiras, superstições, esoterismos, feitiçarias, uso de amuletos, tarô, nova era e outras coisas?
►Participo de seitas ou outras crenças, sem levar realmente a sério a igreja Católica, única instituída por Jesus Cristo?
►Valorizo mais o trabalho e me preocupo mais com o dinheiro do que com Deus?
►Contribuo com o dízimo fiel e mensalmente na minha paróquia, ou dou qualquer quantia, por obrigação, deixando de expressar de forma concreta meu reconhecimento pelas graças recebidas?
ATO DE CONTRIÇÃO
Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, por Vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o inferno. Mas proponho firmemente, comm o auxílio de vossa divina graça, e pela poderosa intercessão de vossa Mãe Santíssima, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas, por vossa infinita misericórdia. Amém.
Paróquia do Mártir São Sebastião - Varginha - MG

domingo, 4 de novembro de 2012

"A VIDA DE SANTIDADE"

Ao falar de santidade, logo nos vêm à mente os santos que a Igreja assim proclamou. Mas a santidade não é algo reservado apenas a algumas pessoas iluminadas. O Vaticano II nos lembra que todo cristão é chamado a ser santo. Jesus, mediante o evangelho das bem-aventuranças, aponta-nos o caminho da santidade e da felicidade. 

Os santos se deixaram fascinar pelas bem-aventuranças proclamadas por Jesus. Não duvidaram em dar sua nota alegre para compor o que alguém definiu como "sinfonia dos loucos". Sim, aos olhos da sociedade secularizada do século XXI, as bem-aventuranças são uma proposta para "loucos". Felizes, diz-nos Jesus, se entenderam minhas propostas e conseguirem vivê-las. Felicidade e santidade andam de mãos dadas. 

A santidade não só é possível, como já é uma realidade presente entre nós, vivenciada por muita gente. Assim, devemos reconhecer que ela é não apenas algo para o futuro pós-morte - há muitas pessoas que vivem o projeto por Jesus e que podem ser consideradas santas. 

Não raro se considera que a busca a santidade quer dizer "fuga do mundo". Muitos pensam que, para se tornar santo, é necessário abandonar as preocupações desta vida e se isolar de tudo o que possa atrapalhar o caminho da espiritualidade. O documento de Aparecida esclarece que, ao participar da missão de Jesus, "o discípulo caminha para a santidade. Vivê-la na missão o conduz ao coração do mundo. Por isso, a santidade não é fuga para o intimismo ou para individualismo religioso, tampouco abandono da realidade urgente dos grandes problemas econômicos, sociais e políticos da América Latina e do mundo, e muito menos fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual"

O santo não vive isolado por causa do seu jeito diferente de viver, mas vive a diferença no coletivo,  no meio do povo.

Artigo sobre o evangelho deste Domingo 4/11/2012 - Pe. Nilo Luza

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FUNDAMENTOS BÍBLICOS SOBRE REZAR PARA OS MORTOS



doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição: cf. Tobias 12,12;  1,18-20; Mateus 12,32 e 2 Macabeus 12,43-46, e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

Porque os Católicos rezam Pelos Mortos
Porque nós Católicos rezamos pelos mortos? Porque a Bíblia ensina que é santo e salutar o pensamento de rezar pelos mortos.
No 2º livro dos Macabeus, capítulo 12, versículos 43 a 46: “(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Ele considerava que aos falecidos na piedade está reservada uma grandíssima recompensa. SANTO E SALUTAR ESSE PENSAMENTO DE ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”.
Por isso, São Paulo, na 2ªEpístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.(2 Tm 1,18)
Nota: Comparando os vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers.19 do cap.4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere“à casa” e“à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia.
Mais uma oração pelos mortos: “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepulta-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”.(Tobias 12,12)
Lendo o livro de (Jó 1,18-20) podemos ver que seus filhos foram purificados pelo sacrifício oferecido pelo seu pai. Como duvidaremos de que nossas oferendas pelos mortos lhes proporcionem alívio? Portanto demos nossos sufrágios àqueles que já se foram e por eles ofereçamos nossas preces.
Ler ainda na Bíblia: (1 João 5,16-17) (Eclesiástico 38,16-24) (Tobias 4,18)
Portanto, os católicos rezam pelos mortos, porque, com a Bíblia e toda a tradição, desde os tempos apostólicos, crêem na existência do Purgatório.
Se os mortos não interessam pelos vivos, como se explica que aquele rico nos tormentos do inferno suplicasse a Abraão que enviasse Lázaro a seus cinco irmãos ainda vivos, para convencê-los a mudar de vida e evitar de virem, por sua vez, àquele local de tormento? (Lucas 16,27). Como podia Abraão ignorar o que se passava aqui na terra, visto que sabia terem os vivos Moisés e os profetas, isto é, seus livros, e que seguindo-se escapariam aos tormentos do inferno? Não sabia ele que o rico tinha vivido em delícias e que Lázaro, o pobre, vivera na penúria e sofrimento? Com efeito, disse: “- Filho, lembra-te de que recebestes teus bens em vida, e Lázaro por sua vez os males” (Lucas 16,25). Abraão estava pois a par dos fatos concernentes aos vivos, não aos mortos. Pode ser que estes fatos ele não podia os ter conhecido no momento em que ocorreram, mas após o falecimento dos dois, e sob as indicações do próprio Lázaro.
Condições do relacionamento entre os mortos e os vivos:
Convenhamos pois que os mortos ignoram os acontecimentos daqui da terra, pelo menos no momento mesmo em que eles se realizam. Podem vir a conhecê-los mais tarde, por aqueles que vão ao seu encontro, uma vez mortos. Por certo, não ficam conhecendo tudo, mas somente aquilo que lhes for autorizado de ser revelado e que eles tem necessidade de conhecer.
Os anjos, que velam sobre as coisas desse mundo, podem também lhes revelar alguns pontos julgados convenientes a cada um por aquele que tudo governa. Pois se os anjos não tivessem o poder de estarem presentes na morada dos vivos como na dos mortos, o senhor Jesus não teria dito: “Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão.” (Lucas 16,22). Eles estão ora na terra ora no céu, visto que foi da terra que levaram aquele homem que Deus quis lhes confiar.
As almas dos mortos podem ainda conhecer, por revelações do Espírito Santo alguns acontecimentos aqui da terra, cujo conhecimento lhes é necessário. Não somente fatos passados ou presentes, mas até futuros. É assim que os homens – não todos – conheceram durante a sua vida mortal, não a totalidade das coisas, mas aquelas que a providencia divina julgava bom lhes revelar.
A sagrada escritura atesta que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi arrebatado ao paraíso (1 Coríntios 12,2). E o profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul ainda vivo e lhe predisse o futuro (1 Samuel 28,15-19). É verdade que alguns negam que tenha sido Samuel que apareceu, pois sua alma era refratária a tais procedimentos mágicos, como dizem. Foi conforme julgam, outro espírito, suscetível a essa arte maléfica que se revestiu de imagem semelhante a ele. Ora, o livro do Eclesiástico, atribuído a Jesus ben sirac ( que por causa de certas semelhanças de estilo podia ser mesmo de Salomão), relata-nos em elogio dos patriarcas que “Samuel profetizou mesmo depois de morrer” (Eclesiástico 46,23).
Mas há outro texto que convida a admitir esse envio de mortos aos vivos: a passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34,5) e que apareceu vivo, como lemos no evangelho, com Elias que não morreu.(Mateus 17,3).
Como não sabemos exatamente o que acontece depois dessa vida, oramos pelos que morreram confiando na misericórdia do Deus que é Pai dos vivos e dos mortos. Não achamos perda de tempo, como alguns evangélicos dizem, nem inutilidade orar por um falecido porque cremos na comunhão dos santos e sabemos que Deus está em tudo e em todos, inclusive naqueles que já morreram. Nisso discordamos de outras igrejas que não acham necessário orar pelos mortos – ler (Apocalipse 6,9-11)
Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram.

Fonte: “As diferenças entre igreja católica e igrejas evangélicas”
Editora Com Deus – SP
Autor: Jaime Francisco de Moura

PORQUE REZAR PELOS FALECIDOS?



PORQUE REZAR PELOS FALECIDOS?
 Em cada Eucaristia, rezamos por aqueles que morreram com o sinal da fé. Porém, uma data especial é dedicada no calendário para a lembrança de todos os irmãos da chamada Igreja Padecente: 2 de novembro.
Foram os monges beneditinos da Abadia de Cluny, na Franca que, no ano de 998, com o Santo Odilon, começaram a realizar internamente, em seu mosteiro, uma celebração por todos os fiéis defuntos. No ano de 1311, Roma a sancionou oficialmente para toda a Igreja.
Nesse dia, peçamos especialmente pêlos irmãos que estão em seu momento de purificação final para poderem comparecer na presença de Deus – purgatório. Qual seria, porém, o sentido de se rezar pêlos mortos?
É muito simples: a amizade que temos pelas pessoas que amamos não se encerra com a morte destas.
Ao contrário, os laços ampliam-se após sua partida, pois agora elas estão junto a Deus, num outro plano, livres das barreiras inerentes à matéria. Portanto, neste dia, rogamos aos finados e eles intercedem por nós junto a Deus.
O apóstolo Paulo assim diz: “ele será salvo por meio do fogo”, querendo se referir à possibilidade de uma purificação após a morte (cf. 1 Cor 3,15).

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas e para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”.
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação

QUAL O SIGNIFICADO DO DIA DE FINADOS?


Celebrado no dia 2 de Novembro, finados é o dia em que as pessoas cultuam os mortos. Para tanto, visitam os cemitérios, rezam por seus entes queridos que morreram e lembram deles com saudades. O termos "finados" deriva de "finar", que significa falecer, morrer, terminar. 

QUEM INSTITUIU A CELEBRAÇÃO DE FINADOS?

Foi a igreja Católica, no século décimo, com o objetivo de intensificar as orações pelos falecidos e de professar a fé no Deus da vida, que em Jesus venceu a morte (cf. Rm 6, 8-11) e, com a sua segunda e gloriosa vinda, a destruirá para sempre. (cf. 1Cor. 15, 26). 

O QUE OS CRISTÃOS ENTENDEM POR "MORTE"? 

A morte, para os cristãos é o fim da vida vivida neste mundo. Ela separa a alma do corpo: o corpo volta ao pó e mistura-se com a terra, enquanto que a alma vai para Deus. Quando chegar o tempo determinado por Deus (cf. 1Tes 4, 16; Jo 6, 39-40; 44-54; 11, 24-27), alma e corpo voltarão a se juntar para o julgamento final (cf. Mt 25, 31-46).

Padre Cristovam Lubel


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