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Ao falar de santidade, logo nos vêm à mente os santos que a Igreja assim proclamou. Mas a santidade não é algo reservado apenas a algumas pessoas iluminadas. O Vaticano II nos lembra que todo cristão é chamado a ser santo. Jesus, mediante o evangelho das bem-aventuranças, aponta-nos o caminho da santidade e da felicidade.
Os santos se deixaram fascinar pelas bem-aventuranças proclamadas por Jesus. Não duvidaram em dar sua nota alegre para compor o que alguém definiu como "sinfonia dos loucos". Sim, aos olhos da sociedade secularizada do século XXI, as bem-aventuranças são uma proposta para "loucos". Felizes, diz-nos Jesus, se entenderam minhas propostas e conseguirem vivê-las. Felicidade e santidade andam de mãos dadas.
A santidade não só é possível, como já é uma realidade presente entre nós, vivenciada por muita gente. Assim, devemos reconhecer que ela é não apenas algo para o futuro pós-morte - há muitas pessoas que vivem o projeto por Jesus e que podem ser consideradas santas.
Não raro se considera que a busca a santidade quer dizer "fuga do mundo". Muitos pensam que, para se tornar santo, é necessário abandonar as preocupações desta vida e se isolar de tudo o que possa atrapalhar o caminho da espiritualidade. O documento de Aparecida esclarece que, ao participar da missão de Jesus, "o discípulo caminha para a santidade. Vivê-la na missão o conduz ao coração do mundo. Por isso, a santidade não é fuga para o intimismo ou para individualismo religioso, tampouco abandono da realidade urgente dos grandes problemas econômicos, sociais e políticos da América Latina e do mundo, e muito menos fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual"
O santo não vive isolado por causa do seu jeito diferente de viver, mas vive a diferença no coletivo, no meio do povo.
Artigo sobre o evangelho deste Domingo 4/11/2012 - Pe. Nilo Luza
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