segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"Sobre a vida de Santo Agostinho"


Agostinho nasceu no ano de 354, em Tagaste, África do Norte, filho de Patrício, pagão, batizado na hora da morte, e Mônica, de quem recebeu educação cristã.
Agostinho muda-se para Madaura, cidade vizinha a Tagaste, onde inicia seus estudos de Retórica, quando tem seus primeiros contatos com os clássicos latinos. O jovem estudante vê-se obrigado a retornar à terra natal, no ano de 369, onde por um ano entrega-se à ociosidade. Com a ajuda financeira de um amigo, Agostinho vai, então para Cartago e retoma seus estudos. Aos dezenove anos de idade, lê a obra Hortênsio de Cícero e sente-se atraído pela verdade eterna de que trata o livro. Também por esse período, Agostinho faz uma breve leitura das Sagradas Escrituras, mas estava persuadido “de que devia crer mais naqueles que ensinam do que nos emissores de ordens para crer”. Aos vinte anos, Agostinho, racionalista, inicia seu convívio de nove anos com os maniqueus. Também nesse período estuda um pouco de astrologia. Por volta de 384, Agostinho assume uma cátedra em Milão e passa por uma crise cética. Já não vê encanto algum no maniqueísmo. Interessa-se, então, pelo neoplatonismo, particularmente por Plotino e Porfírio, onde encontra o que buscava naquela fase de sua vida: o desprezo pelas paixões e pelos sentidos. Mas Agostinho ainda não estava satisfeito. A filosofia platônica e neoplatônica, sob muitos aspectos, deixavam muito a desejar. Após ouvir a pregação de Ambrósio, bispo de Milão, Agostinho começa a compreender as Sagradas Escrituras e em 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, é o batizado pelo bispo “responsável” por sua conversão. Pouco depois, Agostinho volta para Tagaste desejoso de fundar uma comunidade religiosa. A caminho, porém, Mônica, sua mãe, vem a falecer, em Óstia. Somente em 388 é que Agostinho segue de Roma para Tagaste e realiza seu desejo, fundando uma comunidade dedicada à oração e contemplação. No ano seguinte, morre seu filho Adeodato.
Agostinho, aclamado pelo povo, é ordenado sacerdote em 391, com o propósito de auxiliar o bispo de Hipona, Valério, que já era avançado em idade e cinco anos mais tarde é sagrado bispo de Hipona.
Agostinho morreria trinta e quatro anos depois, deixando-nos um legado de duzentos e trinta e dois livros, contidos em noventa e três obras, onde se pode beber da sabedoria e santidade deste santo filósofo.


ITEP – Instituto Teológico-Pastoral do Ceará
TIP – TRABALHO INDIVIDUAL DE PESQUISA
ORIENTADOR: Prof. Dr. Jan Gerard Joseph Ter Reegen

"SANTO AGOSTINHO" - Vida

"Sobre Santa Mônica"

domingo, 26 de agosto de 2012

"A QUEM IREMOS"


Jesus acabara de deixa claro aos discípulos que só é seu seguidor de verdade quem consegue se alimentar dele, o pão da vida, assimilando e assumindo seu modo de viver. Uma exigência nada fácil, que convocava a um compromisso de fé para toda a vida.
Os discípulos reclamam das "palavras duras" de Jesus. Mas ele não muda o discurso. Se o Espírito é que dá a vida, mudar o discurso e suavizar sua exigência seria trair a missão que o Pai lhe havia confiado. Seguir Jesus é, no fundo, um ato de fé no Deus que se doa e quer ser alimento para todos. Sem a fé, as exigências de Jesus não serão mais que "palavras duras", impossíveis de seguir.

Os discípulos que abandonam Jesus nos levam a pensar nas opções fundamentais que fazemos na vida. Encontramo-nos com Jesus na oração, alimentamo-nos dele na eucaristia, ouvimos sua palavra... Mas e nosso compromisso com Ele? Estamos realmente reconhecendo o Mestre nos acontecimentos, deixando que sua palavra se faça viva em nós? 

Jesus não fez pesquisa de mercado para saber o que deveria anunciar a fim de conseguir o maior número de seguidores. Não pregou a prosperidade material e individual, mas o árduo compromisso para que, construindo comunidades, seus seguidores continuassem a trazer vida para o mundo.

Uma religião suave, de descompromisso com a vida de quem sofre, não é a religião de Jesus. Podemos até torcer suas palavras e suavizar seu discurso, em busca de uma paz interior, de uma consciência tranquilizada. Mas as palavras de Jesus, autenticamente, continuarão a ser como espada afiada, a exigir de nós um"sim" fundamental de vida, e não um "talvez" ou "quem sabe" de uma religião de comodismo.

A afirmação de Pedro é o reconhecimento fundamental de quem em Jesus se encontra a vida sem fim e de que segui-lo com fé e permitir que seu Espírito continue gerando vida para o mundo. Num mundo faminto de pão e carente de vida, queremos professar que ninguém, além de nosso Mestre, pode saciar nossa fome mais profunda. Afinal, a quem poderíamos ir, senão à fonte da vida?


Meditação do Evangelho de Domingo 26/08/2012 pelo Pe. Paulo Bazaglia, ssp

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"AS MULHERES QUE CHORAM"


Jesus chega penosamente à porta Judiciária. Atualmente é um vão de paredes muito

espessas que expande, nas sombras dessa espessura, a sua ogiva esbelta. Do outro lado,

são as ruas sinuosas e movimentadas dos bazares.

No tempo de Jesus, a porta dava para as valas que margeavam as muralhas e para a

planície rochosa onde se erguia o Calvário. De ordinário o cortejo parava nessa porta; a

multidão apinhava-se formigante e curiosa, e lia-se uma última vez a sentença ao

condenado. Quando Jesus desembocou na plena luz da planície, tendo à esquerda, não

longe, o sinistro perfil do Calvário, ergueu os olhos e viu todas as caras hostis da plebe.

Comprime-se esta, acotovela-se, quer ouvir, sobretudo quer ver o rosto e as impressões

do condenado.

Todos os olhares fixam-se com efeito no Cristo: analiza-se-Lhe a palidez, o terror; há

uma curiosidade malsã da multidão que a si própria se convida para o espetáculo do

último suspiro de um condenado. É o que os Atos dos Apóstolos chamarão, a propósito

de São Pedro,

de expectatio plebis: essa espera cruel de todo o povo ante o qual, como

 

em derradeira cena, se produz, se exibe a Vítima.

“Este – clama em voz alta o arauto – é Jesus de Nazaré, agitador e sedutor do povo, e

que se disse Rei dos Judeus. Seus compatriotas, os sacerdotes e os anciãos, entregaramnO

à justiça para ser crucificado

. Ide, lictores, e preparai a cruz”.

Ela está pronta, esmaga já os ombros do paciente. A multidão esbraveja. Jesus vê tudo e

ouve tudo.

Entretanto o cortejo se põe novamente em marcha e dobra à esquerda. Alguns passos

mais, e é a suprema subida de onde já se não torna a descer. Nesse momento

inopinadamente, Jesus fraqueja: será a comoção nova da sentença, o horror natural da

morte, o peso da Cruz que durante a simples parada da leitura pesou mais

esmagadoramente nos ombros curvados? Cai Ele humilhantemente, e desta vez o

levantar é mais custoso.

Já não há Simão Cirineu! A grande multidão que O cerca sente-se burlada: contava com

uma exibição, e vê só um infeliz que treme e desfalece a cada passo; murmura então.

As mulheres são mais compassivas. No ponto em que a estrada dobra para o Calvário,

agruparam-se elas, grupo comovido e que se lamenta. Jesus percebe o som sincero dos

corações partidos, através das blasfêmias de todo um mundo: pára. Ele que nada disse a

Sua Mãe, nada a Simão, nada a Verônica, tem uma palavras de consolação para aquela

piedosa simpatia: “Não choreis por Mim, diz com voz sumida, chorai antes por vós: dia

virá em que direis: Felizes nós se não houvéramos gerado. Está próximo esse dia,

porque se deste modo se trata a lenha verde, pergunto-vos Eu, que se fará da lenha

seca?” (Luc. 23, 31).

Os soldados deixaram-nO dizer: porque Jesus queria falar, Ele é o Mestre quando

cumpre o que seja.

Assim, quem é para lastimar não é o Messias amesquinhado, desfeito e agonizante,

segundo foi escrito e decidido,

Filius Hominis vadit, o Filho do Homem vai: ai, porém,

daqueles que atraiçoam e abandonam o Cristo a morrer por nós.

Deus orienta assim com uma palavra a piedade dos homens. Deve ela ir não às vítimas,

porém aos algozes; não aos perseguidos, mas aos perseguidores; não aos que sobem o

Calvário, mas aos que os fazem subi-lo. São os grandes miseráveis porque, se Deus

permite que assim se trate a lenha verde, a que tem a seiva da Graça, que produz frutos e

que gera os Seus eleitos, que se vai fazer de vós, opressores dos justos, mortos à Graça,

lenha seca e sem vida? Em verdade, Eu vo-lo digo, vós prestais é para o fogo eterno.

Lenha seca e eternamente árida, haveis de ser o pasto eterno de um fogo lento, vingador

e divino, que arderá enquanto tiver um alimento... Ora, vós sois imortais!

Esta palavra do

Cristo consola todas as opressões deste mundo. Delas está o mundo

cheio, e Deus se cala.

Este silêncio de Deus deveria amedrontar os opressores: virá uma hora em que essa

palha seca fugirá louca diante da cólera divina, e esta cólera lhe há de apanhar a menor

felpa, ainda que se fosse esconder no fim do mundo.

Que é a grandeza do mundo diante do poder de Deus? Esses pecadores ambiciosos que

quiseram encher este mundo, quando viviam, hão de mendigar então – e com que

angústia – um buraco nas montanhas para se esconderem: e não o hão de ter.

Assim, até nos últimos abaixamentos Jesus deixa escapar os clarões longínquos da Sua

Justiça derradeira.

Vereis o Filho do Homem, mais tarde, em todo o esplendor de Sua Majestade, dissera

menos autoridade: “Então eles hão de clamar: Montanhas, cai sobre nós. Porque se

deste modo se trata a lenha verde, que se fará com a lenha seca?...”

O lado do Calvário que olha para Jerusalém é muito abrupto. O cortejo teve pois que

contornar à direita a rocha escarpada, onde a rampa era mais suave.

O esforço que fizera Jesus para falar às filhas de Jerusalém esgotara-Lhe o resto de

forças e, no momento de galgar o outeiro, uma terceira, uma última vez Ele cai de rosto

no chão.

Evidente se fazia que quase já só arrastavam um cadáver. Era de recear que talvez Ele

não tivesse sequer alento bastante para chegar ao cimo, deitar-se na Cruz e sentir os

cravos enfiarem-se-Lhe brutalmente na carne morta. A todo custo, cumpria que fosse

alçado vivo na Cruz.

O texto sagrado deixa-nos adivinhar que os soldados tiveram que amparar, quase que

carregar a Vítima até em cima. Era o último instrumento de suplício, antes da

crucifixão. Vivamente o sentiu Jesus; sentiram-no também os que O cercavam e por isto

ainda mais o devem ter desprezado, pois acham que Ele não é corajoso.

[Voluntariamente] não tem aquela energia, aquele arrojo que concederá mais tarde aos

Seus Mártires.

Vai ao suplício a tremer, e esta aparência ou realidade de delíquio são tanto mais

humilhantes quanto Ele se disse o Messias, o Filho de Deus, aquele que existia “antes

que Abraão fosse...”, o restaurador de Israel, o filho de David!

Que amarga irrisão! Como todas estas coisas devem acudir ao pensamento dos

espectadores! ‘Nós esperávamos, dirão os discípulos de Emaús, nós esperávamos nEle:

sim, ontem, porém hoje! Que fim lastimável! Que mísero epílogo àquela vida estranha,

semeada toda de milagres e prodígios! Se era assim que Ele devia acabar, era oportuno

erigir-se em fundador de uma religião nova? Que crédito conferir a um homem que,

depois de ter avançado tanto, morre frouxamente e sem brilho?’

Este caráter da Paixão é inteiramente divino e reservado. Só o comunica Jesus a mui

raros e mui fiéis amigos, aos que já não sabem o que seja a glória deles, mas só vêem a

de Deus.

A humilhação do sofrimento, a fraqueza, o abatimento dos últimos instantes, não ser e

não parecer vigoroso no suplício a fim de que os homens, tão desejosos de honras, nos

desprezem um pouco mais ainda! Em verdade, em verdade, que aquele só a quem tal

seja dado o compreenda se puder, e o ame ardentemente.

 

Qui potest capere, capiat

.

 

Se o cálice me for posto aos lábios, ó Jesus, e os lábios me tremerem; se essa Cruz me

for posta nos braços e os meus braços penderem; se essa amargura me for vertida no

coração e o coração a deixar vasar como dum vaso partido e sem preço, eu bendirei, no

segredo desse coração desprezado de todos, a adorável bondade que terá me feito unirme

Ele perante o Tribunal. No momento de galgar o Calvário, diz com mais tristeza e não 

ainda mais a Vós na ríspida subida do Calvário. Assim seja.


 

Padre Luís Perroy. S. J.
Editora Vozes
1957
IMPRIMATUR
Por comissão especial do Exmo. e Revmo. Sr. Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra,
Bispo de Petrópolis, Frei Desidério Kalver-Kamp, O.F.M Petrópolis, 19-11-1957.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"Reflexão sobre o esforço exagerado e a ganância"

Filho, que tua atividade não esteja em muitas coisas: se te apressares, não estarás isento
de delito; se perseguires, não alcançarás e, se correres, não escaparás.
Há quem se esforça, apressa-se e sofre, e tanto mais fica desprovido.
Há outro, fraco, precisando de ajuda, mais carente de força e rico só em miséria:
o Senhor o observa com benevolência e o reergue de sua humilhação, levantando-lhe a
cabeça, a ponto de muitos ficarem admirados.
Bens e males, vida e morte, pobreza e riqueza, tudo vem de Deus.
A sabedoria, a ciência e o conhecimento da Lei vêm do Senhor; estão junto a ele o amor e
a conduta dos bons.
O erro e as trevas foram criados para os pecadores; os que se comprazem nas más ações,
O dom de Deus permanece com os justos e sua benevolência produzirá bons frutos para
sempre.
Há quem se enriqueça por avareza, mas esta será a sua recompensa:
quando disser: “Agora posso descansar, agora vou desfrutar, sozinho, dos meus bens”,
ele não tem consciência de que o tempo vai passar, a morte vai se aproximar, e ele
morrerá, deixando tudo para outros.
Permanece firme na tua tarefa, ocupa-te bem dela e envelhece cumprindo teus deveres.
Não admires as obras dos pecadores, mas confia em Deus e permanece em teu trabalho.
Pois é fácil, aos olhos de Deus, enriquecer o pobre, num instante.
A bênção de Deus está na recompensa imediata do justo: num instante ela faz aparecer o
seu sucesso.
 Não digas: “Do que é que eu preciso?” e ainda: “Que bens me advirão daqui?”
Não digas: “Basto-me a mim mesmo; de agora em diante, que desgraça me poderá
atingir?”
No dia feliz não te esqueças dos males, e no dia infeliz não te esqueças dos bens.
Pois é fácil para Deus, no dia da morte, retribuir a cada um segundo os seus atos.
O tempo da desventura faz esquecer a imensa riqueza, mas é no fim que as obras são
reveladas
Antes da morte não louves pessoa alguma, pois no seu fim é que se conhece a pessoa.

ECLESIÁTICO 11, 10-20

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"A santa obediência confunde todos os desejos sensuais e carnais"


Elogio das Virtudes
Salve, rainha sabedoria,
o Senhor te guarde por tua santa Irmã, a pura simplicidade!
Senhora santa pobreza,
o Senhor te guarde por tua santa Irmã, a humildade!
Senhora santa caridade,
o Senhor te guarde por tua santa Irmã, a obediência!
Santíssimas virtudes todas,
guarde-vos o Senhor, de quem procedeis e vindes a nós!
Não existe no mundo inteiro homem algum em condições de possuir uma de vós,
sem que ele morra primeiro.
Quem possuir uma de vós e não ofender as demais, a todas possui;
e quem a uma ofender, nenhuma possui e a todas ofende.
E cada uma por si destrói os vícios e pecados.
A santa sabedoria confunde a Satanás e todas as suas astúcias.
A pura e santa simplicidade confunde toda a sabedoria deste mundo e a prudência da
carne.
A santa pobreza confunde toda a cobiça
e avareza e solicitudes deste século.
A santa humildade confunde o orgulho
e todos os homens deste mundo e tudo quanto há no mundo.
A santa caridade confunde todas as tentações do demônio
e da carne e todos os temores carnais.
A santa obediência confunde todos os desejos sensuais e carnais
e mantém o corpo mortificado para obedecer ao espírito e obedecer a seu Irmão,
e torna o homem submisso a todos os homens deste mundo,
e nem só aos homens, senão também a todas as feras
e animais irracionais,
para que dele possam dispor a seu talante, até o ponto que lho for permitido do alto pelo
Senhor (cf. Jo 19,11).

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

ORAÇÃO DA RESTITUIÇÃO


Senhor Jesus, o único Santo,
abra nosso coração à plenitude de teu Amor,
coloca-nos no caminho das Bem-Aventuranças,
dá-nos a graça de restituirmos ao mundo uma
Pessoa Humana Melhor!
Senhor Jesus, bom Mestre, ensina-nos o caminho a seguir neste novo tempo; encha nosso coração de agradecimento por todo o bem que tem feito em nossa família, em nossas atividades e em nós mesmos,
ensina-nos a fazer festa, encantados por teu amor e por tuas maravilhas.
Senhor Jesus, verdadeiro amigo,
dá-nos olhos penetrantes, para esquadrinhar a noite,
dá-nos sabedoria que nasce de tua amizade, para saber discernir o que vem de ti, dá-nos valentia para testemunhar diante da humanidade,
a beleza de seguir os valores do Evangelho.
Senhor Jesus, nosso Irmão, vem em socorro da nossa fragilidade, para que não nos desanimemos nos momentos difíceis,
dá-nos a simplicidade da pomba, para ir entre os povos, e a astúcia da serpente para não sermos subornados pelo mundo consumista e materialista.
Olha-nos com amor, também quando Te esquecemos.
Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor,
Te damos graças porque nos pensou,criou e chamouà inspiração franciscana para iluminar as nossas práticas;
te bendizemos porque mantém vivo em nós o propósito de dar um acabamento melhor ao mundo, seguindo os exemplos de Francisco de Assis.
Te louvamos porque, como Francisco, nos tem dado a graça de te descobrir como verdadeiro tesouro de nossa vida. A Ti o louvor, a bênção e toda a honra.
Amém


ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

"Da imitação de Cristo e desprezo de todas as vaidades do mundo"

Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.
2. A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.
3. Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecle 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.
4. Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura.
5. Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus.

FONTE: Imitação de Cristo

"AS PERFEIÇÕES DE DEUS"



           
 Que és, portanto, ó meu Deus? Que és, repito, senão o Senhor Deus? Ó Deus sumo, excelente, poderosíssimo, onipotentíssimo, misericordiosíssimo e justíssimo.
            Tão oculto e tão presente, formosíssimo e fortíssimo, estável e incompreensível; imutável, mudando todas as coisas; nunca novo e nunca velho; renovador de todas as coisas, conduzindo à ruína os soberbos sem que eles o saibam; sempre agindo e sempre repouso; sempre sustentando, enchendo e protegendo; sempre criando, nutrindo e aperfeiçoando, sempre buscando, ainda que nada te falte.
            Amas sem paixão; tens zelos, e estás tranqüilo; te arrependes, e não tens dor; te iras, e continuas calmo; mudas de obra, mas não de resolução; recebes o que encontras, e nunca perdeste nada; não és avaro, e exiges lucro. A ti oferecemos tudo, para que sejas nosso devedor; porém, quem terá algo que não seja teu, pois, pagas dívidas que a ninguém deves, e perdoas dívidas sem que nada percas com isso?
            E que é o que até aqui dissemos, meu Deus, minha vida, minha doçura santa, ou que poderá alguém dizer quando fala de ti? Mas ai dos que nada dizem de ti, pois, embora seu muito falar, não passam de mudos charlatães. 
Do Livro: CONFISSÕES 

 sAnTo AgOsTiNhO

terça-feira, 14 de agosto de 2012

"SOBRE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE"



SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE
08/01/1894 – 14/08/1941=47anos07meses06dias.
Beatificação 17/10/1971=30anos02meses03dias
Canonização 10/10/1982 = 41anos01mes24dias.
"A Força criativa é o AMOR!".
S. Maximiliano Maria Kolbe - uma vida doada.
Franciscano Conventual - Apóstolo da Imaculada.

Um santo é sempre um dom de Deus para a Igreja e a Humanidade. Maximiliano Kolbe o é de um modo particularmente eloqüente. Escrevia, anos atrás, o historiador Daniel Rops: "Houve sempre necessidade de santos; mas hoje é preciso um tipo especial. Penso em ti, Frei Maximiliano Kolbe, cuja figura exemplar encarna no modo mais profundo a revelação contra o horror de nosso tempo, no qual, como dizia teu Pai São Francisco, 'o Amor não é amado'. Te vejo mártir dos nossos dias, no campo de concentração".
Sacerdote franciscano
Maximiliano nasceu aos 8 de janeiro de 1894, na Polônia, de família pobre e profundamente religiosa. Aos 13 anos entrou no seminário dos Frades Conventuais. Nos estudos, distinguiu-se de forma genial nas ciências e na matemática. Para os estudos de filosofia e teologia foi enviado a Roma, onde se doutorou nessas faculdades com ótimas notas. Ordenado sacerdote em 1918, retornou à Polônia, onde foi designado para lecionar no seminário franciscano, em Cracóvia.
"Imaculada - eis o nosso Ideal!"
A inspiração de toda a sua vida foi a Imaculada, a quem confiava o seu amor por Cristo. No mistério da Imaculada Conceição manifestava-se diante dos olhos da sua alma aquele mundo maravilhoso e sobrenatural da graça de Deus oferecida ao homem. A fé e as obras de toda a vida de Frei Maximiliano indicam que ele entendia a sua colaboração com a graça divina como uma "militância" sob o sinal da Imaculada Conceição. A característica mariana é particularmente expressiva na vida e na santidade de frei Kolbe. Com essa característica foi também todo o seu apostolado, tanto em sua pátria como em terras de missões.
"Duas coroas"
Desde criança, cultivou esse amor por Nossa Senhora, que o presenteou com uma aparição, quando tinha cerca de 9 anos. Na aparição, Nossa Senhora trazia nas mãos duas coroas, uma branca e outra vermelha. Olhando-o com amor, perguntou qual delas preferia. Com a branca ficaria santo, puro e com a vermelha morreria mártir. Maximiliano, então, respondeu que ficaria com as duas.
Fundador da "Milícia da Imaculada"
Segundo o Papa Paulo VI, São Maximiliano foi um dos mais genuínos e modernos apóstolos do culto a Nossa Senhora, vista no seu primeiro, originário, privilegiado esplendor, aquele da Imaculada Conceição. De fato, seu imenso amor e zelo por Maria, levaram-o a instituir, em 1917, o movimento eclesial da "Milícia da Imaculada", que segundo uma plástica definição sua "é uma visão global da vida católica sob uma nova forma, que consiste na união com a Imaculada". Ele viu nela, mais do que uma verdade em que acreditar, uma vida para viver, com a finalidade de operar ativamente com ela, Mãe e Medianeira, convidando todos os homens a converterem-se a Deus e a tornarem-se santos, no cotidiano do próprio dever e no constante dom de si mesmos aos outros, com todo tipo de apostolado possível. A tal objetivo, propuseram a todos os católicos a pessoal e total consagração à Imaculada, como coisa, propriedade e instrumento: ponto de partida para se viver em perfeita comunhão com Deus e ser cristã mente empenhado na Igreja de acordo com o exemplo d'Ela.
Apóstolo pela imprensa
De fato, ele fez da Imaculada o ponto focal de sua espiritualidade e teologia, dando início à publicação da revista "Cavaleiro da Imaculada" e à experiência de Niepakalanow - Cidade da Imaculada - verdadeiro recanto de oração e caloroso posto de trabalho para o homem. Situado a 40 Km de Varsóvia (Polônia), convento chamado Niepakalanow (com sua grande editora equipada com os mais modernos aparelhos tipográficos; com o "Cavaleiro da Imaculada" que em 1922, em sua primeira edição, lançara apenas 5000 exemplares e, em 1939, alcançou a tiragem de quase um milhão; com suas construções modestas para moradia; com suas oficinas para irmãos religiosas trabalhadores, mecânicos, carpinteiros, sapateiros, alfaiates, padeiros; com seu corpo de bombeiros; sua emissora de rádio; com seus quase mil operários, todos religiosos, filhos espirituais de São Francisco de Assis, como Frei Maximiliano) tornou-se uma verdadeira "cidade" de propriedade da Imaculada, porque estava toda voltada ao Seu nome e, em Seu nome, toda voltada para a realização do ambicioso programa formulado por frei Maximiliano: "Conquistar o mundo inteiro, todas as almas, para Cristo, pela Imaculada, usando todos os meios lícitos, todas as descobertas tecnológicas, especialmente no âmbito das comunicações".
Missionário
E pensando assim - "Conquistar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada" - partiu em missão para o Japão, três anos após a fundação de Niepokalanów. Pouco tempo após sua chegada ao Japão e sem saber uma palavra sequer do idioma japonês, publicou o "Seibo no Kishi" ("Cavaleiro da Imaculada") e fundou a "Mugenzai no Sono" (Cidade da Imaculada). Porém, sua permanência aí foi curta. Os superiores exigiram sua presença na Polônia, para retomar a direção de Niepokalanów. A obediência de frei Maximiliano foi imediata, apesar de ter de deixar para trás todos os seus sonhos de fundar cidades da Imaculada na Índia, nos países árabes, na Rússia e em outros países do oriente.
O "baque" da segunda guerra mundial
Veio a guerra e Frei Maximiliano foi preso e mandado para o campo de concentração de Auschwitz, sem nenhuma justificativa. Num campo de concentração em que o homem era privado de toda dignidade, reduzido a um número; em que o desespero acabava por tornar as vítimas dispostas a tudo, a de garantir a própria sobrevivência, Frei Maximiliano exaltou a irredutível dignidade do homem, escolhendo morrer no lugar de um irmão desconhecido, pai de família, aos 14 de agosto de 1941. E fez isso seguindo o exemplo d'Aquele que quis dar a vida por todos nós, para libertar-nos da nossa desumanidade, do mal que age em nós.
Não somente com a sua morte heróica, mas também com toda a sua vida dedicada a um grande ideal, Kolbe nos mostra o quanto a fé pode enriquecer de energia, de bondade, de generosidade, de espirito de sacrifício a vida de um homem. Por isso vemos nele um verdadeiro mártir (testemunha) de Jesus Cristo, mártir de caridade, do amor que salva e que dá vida.
Numa carta, quase prevendo o seu fim neste mundo, frei Maximiliano Kolbe escrevia: "Eu queria ser reduzido a pó, pela Imaculada, e espalhado pelo vento no mundo". Suas cinzas foram de fato espalhadas pelo vento. Os carrascos de Auschwitz não pensavam, certamente, esvaziando os fornos crematórios, que estavam realizando o último sonho desse grande apóstolo. Aquelas cinzas foram levadas pelo vento do Espírito Santo no mundo, suscitando fecundos germes de vida e de renascimento.
Mensagem de esperança e dignidade
Toda a vida de Maximiliano Kolbe está marcada pelo encanto das “duas coroas" (branca e vermelha) que recebeu de Nossa Senhora. O branco e o vermelho, os símbolos da Imaculada e do Espírito Santo, da pureza e do amor, são as cores dessa vida exemplar, a bandeira de uma nova humanidade, mais autêntica e mais fraterna. O nosso mundo, não obstante as conquistas da ciência e da técnica, correm o risco de voltar à barbárie. É como um carro com o motor cada vez mais potente, mas que perdeu a direção e não consegue se manter na estrada. Expõe-se ao perigo de perecer por falta de, significado, por falta de fraternidade, por falta de respeito.
Nessa situação, Frei Maximiliano se eleva como uma bandeira com as cores da pureza (autenticidade) (e do amor fraternidade), mostrando a todos nós o caminho da esperança, daquela esperança que nasce da fé em Deus da fé no homem.

São Maximiliano Maria Kolbe - Vida por Vida

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Oração de Pe. Pio após a comunhão




“Permanecei, Senhor, comigo, porque é necessária a Vossa presença para não Vos esquecer. Sabeis quão facilmente Vos abandono.Permanecei, Senhor, comigo, pois sou fraco e preciso da Vossa força para não cair tantas vezes.Permanecei, Senhor, comigo, porque Vós sois a minha luz e sem Vós estou nas trevas.Permanecei, Senhor, comigo, pois Vós sois a minha vida e sem Vós esmoreço no fervor.Permanecei, Senhor, comigo, para me dares a conhecer a Vossa vontade.Permanecei, Senhor, comigo, para que ouça a Vossa voz e Vos siga.Permanecei, Senhor, comigo, pois desejo amar-Vos muito e estar sempre em Vossa companhia.Permanecei, Senhor, comigo, se quereis que Vos seja fiel.Permanecei, Senhor, comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, deseja ser para Vós um lugar de consolação e um ninho de amor.Permanecei, Jesus, comigo, pois é tarde e o dia declina… Isto é, a vida passa, a morte, o juízo, a eternidade se aproximam e é preciso refazer minhas forças para não me demorar no caminho, e para isso tenho necessidade de Vós.Já é tarde e a morte se aproxima. Temo as trevas, as tentações, a aridez, a cruz, os sofrimentos, e quanta necessidade tenho de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.Permanecei, Jesus, comigo, porque nesta noite da vida, de perigos, preciso de Vós. Fazei que, como Vossos discípulos, Vos reconheça na fração do pão, isto é, que a comunhão eucarística seja a luz que dissipe as trevas, a força que me sustente e a única alegria do meu coração.Permanecei, Senhor, comigo, porque na hora da morte quero ficar unido a Vós, senão pela comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.Permanecei, Jesus, comigo, não Vos peço consolações divinas porque não as mereço, mas o dom de Vossa presença, ah! Sim, vo-lo peço.Permanecei, Senhor, comigo, é só a Vós que procuro, Vosso amor, Vossa graça, Vossa vontade, Vosso coração, Vosso Espírito, porque Vos amo e não peço outra recompensa senão amar-Vos mais. Com um amor firme, prático, amar-Vos de todo o meu coração na terra para continuar a Vos amar perfeitamente por toda a eternidade.
Padre Pio

sábado, 11 de agosto de 2012

"Peso e balança justos, pertencem ao Senhor; todos os pesos, Ele é quem os fez"


Ao ser humano cabem os projetos, mas a resposta pertence ao Senhor. Aos olhos humanos são limpos todos os caminhos, mas é o Senhor quem avalia os espíritos. Revela os Senhor as tuas tarefas, e teus projetos se realizarão. O Senhor fez tudo segundo a sua finalidade: até o ímpio para o dia da desgraça. Todo o soberbo é uma abominação para o Senhor: cedo ou tarde não ficará impune. Pela misericórdia  e a verdade expia-se a culpa, pelo temor do Senhor evita-se o mal. Quando o Senhor agrada a conduta de alguém, ele reconcilia até mesmo com seus inimigos.
Mais vale pouco com justiça, do que muitos lucros sem equidade. O coração humano projeta o caminho, mas é o Senhor que dirige os passos.  Nos lábios do rei se encontram oráculos; sua boca não errará nos julgamentos. Peso e balança justos, pertencem ao Senhor; todos os pesos, Ele é quem os fez. Os reis abominam agir impiamente, pois o trono se firma com a justiça. Os lábios justos é  que agradam aos reis; quem fala com retidão será por eles amado.
A indignação do rei anuncia morte, o sábio, porém,  aplaca a sua ira.
No semblante radioso do rei está a vida, e a sua benevolência é como chuva primaveril.

PROVÉRBIOS 16, 1-15

"Para os que se demoram no vinho e andam procurando bebidas fortes"




 Para quem os ais? para quem os lamentos? para quem as rixas? para quem as queixas?
para quem as feridas sem motivo? Para quem as lágrimas nos olhos?
 – Para os que se demoram no vinho e andam procurando bebidas fortes.
 Não te fascines com o vinho quando envermelha, quando rebrilha no cálice o seu colorido e entra suavemente para dentro...
 No fim morderá como cobra e picará como a víbora.
 Teus olhos verão coisas estranhas e teu coração falará perversidades;
 serás como quem dorme no meio do mar ou está entorpecido junto ao mastro do navio:
 “Espancaram-me e não me doeu! Bateram em mim e não senti! Quando despertarei para pedir ainda mais?”


Provérbios
23, 29-35

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pai, parabéns pelo seu dia e não deixe...

...de explicar para seu filho as consequências de ser cristão;

Pai, explique para seu filhos as consequências de não ser cristão;

Porém fala para ele também sobre o livre arbítrio;

Pai diálogue mais com seu filho, e dedique mais tempo a ele;

Pai dê um bom brinquedo ao seu seu filho, mas brinque com ele também;

Pai explique para seu filho a diferença em ter e ser;

Pai seja referência na vida do seu filho para que seu filho seja referência para seu neto;

Pai faça valer a palavra Pai, sendo um Pai presente, amigo e contagiante;

Pai não tenha medo de chorar na frente do seu filho;

Pai não beba bebida alcoolica na frente seu filho;

Pai, não fume ou se fumar não o faça perto do seu filho;

Pai não entregue seu carro nas mãos de seu filho se le não sabe dirigir;

Pai, fale do Evangelho para seu filho, mas principalmente da pessoa de Jesus Cristo;

Pai, fale pra ele que o Evangelho fala mais sobre demônios do que Deus;

Porém, fala também que as palavras não temas e não tremas aparecem inumeras vezes na bíblia;

Pai, leve seu filho para ver o pôr do Sol e o começar de um novo dia;

Pai, fale para seu filhos sobre o antídoto do amadurecimento que existe nas perdas e derrotas;

Mas fale também do sabor que existe em conquistar uma vitória com todo empenho, garra e determinação;

Pai, ensine ele a enfrentar procelas sozinho, para que ele se encorage, cresça e crie estrutura para as dificuldades da vida;

Por fim, Pai seja o Pai que o seu filho merece...

 

Por: FILHOS ESPIRITUAIS DE PE. PIO





Nossos agradecimentos, obrigado por você que passou por aqui...


10,000
Agradecemos a todos pela marca atingida, foram mais de 10.000 visualizações desde 13/10/2011 data da primeira postagem. Pessoas principalmente do Brasil mas também da Rússia, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Portugal, Filipinas, Espanha, Angola, Indonésia, Ucrânia e Coréia do Sul estiveram por aqui. Esperamos quealgum texto ou artigo lido aqui possa ter trazido algo diferente, possa ter colocado no coração de cada um a vontade e a sede de Deus. Que cada texto lido possa ter aumentado e  enriquecido seu conhecimento sobre a igreja católica, textos ricos e com conteúdo é a prioridade das postagens, mas tudo aquilo que nos leva a uma reflexão sobre a nossa vida, nossas atitudes e principalmente sobre nossa relação com Deus também tem espaço aqui. Ainda é preciso melhorar e muito, e peço a Deus que nos ilumine ainda mais para usar deste instrumento para evangelizar cada vez mais. Peço a Deus que coloque um anjo ao lado de cada pessoa que acessou e que vai acessar e ler estes textos e que Maria passa na frente de todas as dificuldades da vida de cada um.
 O mundo tem priorizado tantas coisas e tem tão facilmente se distanciado de Deus, esperamos que o que você ler aqui te proporcione momentos de paz e tranquilidade e te inspire a voltar para o Senhor o quanto antes...

"Eu sou o Senhor e não mudo jamais, voltai para mim e Eu voltarei para vós...
Livro do Profeta Malaquias
E QUE O NOME QUE ESTÁ ACIMA DE TODO NOME POSSA SER EXALTADO, LOUVADO E REVERENCIADO SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE...

POR: Filhos Espirituais de Pe. Pio

terça-feira, 7 de agosto de 2012

"SÚPLICA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS"




Coração de Jesus, oceano de bondade, fonte perene de misericórdia, dignai-vos atender as minhas orações.

         Coração de Jesus, que tendes vossas delícias em habitar com os filhos dos homens e enchê-los de benefícios, dignai-vos expedir nossas orações. 
         Coração de Jesus, nosso conforto nas aflições, remédio nas moléstias, alívio de todas as misérias, atendei a nossos rogos.
         Coração de Jesus, que pelo impulso de terna e amorosa compaixão, fizestes um milagre nas bodas de Cana, socorrei e curai a pessoa que vos apresentamos.
         Coração de Jesus, que restituístes a vida à filha do chefe da Sinagoga, socorrei e curai nosso doente.
         Coração de Jesus, que enternecido de compaixão pela viúva de Naim vos dignastes ressuscitar seu filho, socorrei e curai nosso doente.
         Coração de Jesus, que com bondade mais que paterna alimentastes cinco mil homens no deserto, com receio que desfalecessem, socorrei e curai nosso doente.
         Coração de Jesus, que mostraste vosso poder e bondade curando toda espécie de enfermidade e languidez, socorrei e curai o doente que vos apresentamos.
        Coração de Jesus, a quem foi concedido todo o poder na terra e no céu, socorrei e curai nosso doente.
        Coração de Jesus, que não gostais de castigar, mas sim perdoar e livrar-nos dos males que nos acabrunham, socorrei e curai nosso doente.
        Pela agonia que sofrestes no Jardim das Oliveiras, ouvi-nos Divino Coração.
        Pelo golpe da lança que recebestes na cruz, atendei-nos Divino Coração.
        Pela vossa clemência e bondade infinita, atendei as nossas súplicas.


ORAÇÃO
Não recuseis, Adorável Coração, a graça que vos pedimos.
Não deixaremos de implorar-vos até ouvirmos estas doces palavras: "Sou a tua salvação. Quero curar-te".
Como podereis repelir nossa súplica, pois acudis a todos?
Recusareis nossos pedidos, sendo o Vosso Coração tão fácil de enternecer?
Maria Santíssima, a mais terna das mães, pelo vosso Coração tão generoso e compassivo, intercedei por nós para que Nosso Senhor nos conceda a graça que lhe pedimos com instância.
Coração de Maria, auxiliai-nos.
Coração de Jesus, atendei-nos.
Amém!
Com aprovação eclesiástica.

Pe. Eustáquio Van Lieshout, ss.cc.

domingo, 5 de agosto de 2012

MÉTODO CURTO E DEVOTO, PARA ASSISTIR COM FRUTO À SANTA MISSA




Era opinião de São João Crisóstomo, opinião aprovadae confirmada por Gregório, no quarto de seus Diálogos, que,no momento em que o padre celebra a Missa, os céus seabrem, e multidões de Anjos descem do Paraíso paraassistir ao santo Sacrifício. São Nilo abade, discípulo domesmo São Crisóstomo, afirma que via, quando este santodoutor celebrava, uma grande multidão daqueles espíritoscelestes assistindo os ministros sagrados em suas augustasfunções.Eis o meio mais adequado para assistir com fruto àSanta Missa: consiste em irdes à Igreja como se fôsseis aoCalvário, e de vos comportardes, diante do altar, como ofaríeis diante do trono de DEUS, em companhia dos SantosAnjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito,que recolhimento são necessários para receber o fruto e asgraças que DEUS costuma conceder àqueles que honram,com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.Entre os hebreus, enquanto se celebravam ossacrifícios da antiga Lei, nos quais se ofereciam apenastouros, cordeiros e outros animais, era coisa digna deadmiração ver com quanto recolhimento, modéstia e silêncioo povo todo acompanhava. E, se bem que o número deassistentes fosse incalculável, além dos setecentosministros que sacrificavam, parecia, no entanto, que otemplo estava vazio, pois não se ouvia o menor ruído, nemum sopro. Ora, se havia tanto respeito e veneração poresses sacrifícios que afinal, não eram mais que uma sombrae figura do nosso, que silêncio, que atenção, que devoçãonão merece a Santa Missa, na qual o próprio CordeiroImaculado, o Verbo de DEUS, se imola por nós?!Bem o compreendia Santo Ambrósio. No testemunhode Cesário, quando ele celebrava a Santa Missa, após oEvangelho virava-se para o povo e o exortava a um piedosorecolhimento e impunha a todos guardar o mais rigorososilêncio, não só proibindo a menor palavra, mas aindaabstendo-se de tossir ou fazer qualquer ruído. E eraobedecido. Quem quer que assistisse à Santa Missa dosanto Bispo, sentia-se tomado de profundo respeito ecomovido até ao fundo da alma, tirando assim grandeproveito e acréscimo de graças.

São Leonardo de Porto Maurício

O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA TEM POR SACERDOTE O PRÓPRIO JESUS CRISTO



Depois de dizer que o Sacrifico da Missa é o mesmoSacrifício da Cruz, e não uma cópia, era de imaginar que não se poderia encontrar prerrogativa melhor. O que o torna, entretanto, mais sublime é o fato de ter como sacerdote o próprio Deus feito homem.Três coisas, certamente são para considerar no santoSacrifício: o Sacerdote que oferece. A Vítima oferecida e a Majestade divina, a quem se oferece. Ora, três considerações:o Sacerdote, que oferece, é um Homem-DEUS, JESUSCRISTO: a vítima é a vida de um DEUS; e não se oferece a outrem senão DEUS.Reanimai, portanto, a vossa fé, e reconhecei no padre quecelebra, a pessoa adorável de Nosso Senhor JESUS CRISTO.É Ele o principal oferente, não só porque instituiu este santoSacrifício, e lhe dá, por seus méritos, a eficácia, mas porque sedigna, em cada Santa Missa e para nosso benefício mudar opão e o vinho em seu santíssimo Corpo e preciosíssimo Sangue.Eis porque a maior excelência da Santa Missa consiste emter por Sacerdote um DEUS feito Homem. E quando virdes ocelebrante no altar, sabei que sua maior dignidade é ser oministro deste Sacerdote invisível e eterno que é nossoRedentor. Daí vem que o Sacrifício não deixa de ser agradável aDEUS, ainda que o padre celebrante seja um pecador, vistoque o principal oferente é CRISTO Nosso Senhor, e o padreseu simples representante.Do mesmo modo, aquele que dá esmola pela mão dumservidor, é verdadeiramente o principal autor do benefício, eainda que o servo fosse um celerado, se o patrão é um justo, aesmola é santa e é meritória.Bendito seja DEUS que nos deu um Sacerdoteinfinitamente santo, a própria Santidade, o qual oferece ao PAIEterno este divino Sacrifício, não só em todo lugar, pois hoje afé está difundida em toda parte, mas também em todo tempo,todos os dias e mesmo a toda hora, graças a DEUS, o sol selevanta para outras regiões, quando pra nós desaparece. Atoda hora, portanto em qualquer parte da Terra, esteSantíssimo Sacerdote oferece seu Corpo, seu Sangue, todo oSer ao PAI, por nós, e o faz tantas vezes quantas Missas secelebram em todo o Universo.Que tesouro imenso! Que mina de inestimáveis riquezaspossuímos na Igreja de DEUS! Felizes de nós se pudéssemosassistir devotamente a todas as Santas Missas! Que capital deméritos amontoaríamos! Que abundância de graças nesta vida,e que grau de glória na outra nos proporcionará a devota eamorosa assistência a tantas Santas Missas!Mas que digo? Assistência? Os que assistem a Missa àSanta Missa não fazem apenas o ofício de assistentes, mastambém o de celebrantes e pode-se chama-los sacerdotes:Fecisti nos DEO nostro regnun et sacerdotes (Apoc 5,10). Osacerdote que oficia é como o ministro público da Igreja inteira,é o mediador de todos os fiéis, e especialmente daqueles queparticipam da Santa Missa, junto do Sacerdote invisível que éJESUS. Com CRISTO, ele oferece ao Eterno PAI, em seuNome e em nome de todos, o resgate precioso da Redençãodos homens. Não está, porém, sozinho nesta santa função.Todos os que assistem a Santa Missa, concorrem com ele nooferecimento do Sacrifício. Assim, voltado para os fiéis, osacerdote diz: Orate, fratres, ut meum ac vestrum sacrificium acceptabile fiat:“Orai, meus irmãos, para que o meu sacrifício, que é também o vosso, seja agradável a DEUS”.Estas palavras, que o sacerdote profere, é para nos dar a entender que, conquanto desempenhe ele o papel de ministroprincipal, todos, que ali assistem, com ele oferecem a grandeVítima. Quando assistis à Santa Missa, fazeis, portanto, decerto modo, o ofício de sacerdote.Que dizeis agora? Ousaríeis ainda assistir à Santa Missa,sentados, tagarelando, olhando para um e outro lado, econtentando-vos de recitar, bem ou mal, umas preces vocais,sem levar em conta o ofício de tanta responsabilidade queexerceis, o ofício de sacerdote?Ah! não posso evitar de exclamar aqui: Ó mundoinsensato, que nada compreende de tão augustos mistérios.Como é possível permanecer ao pé dos altares com oespírito distraído e o coração dissipado, num momento em queos Anjos e os Santos se absorvem em admiração e temo àvista de tão maravilhosa obra!




São Leonardo de Porto Maurício - OFM

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"ALGUMAS FRASES DE SANTO AGOSTINHO"




"A amizade entre as pessoas torna-se querida pelo vínculo suave que une muitas almas numa só."
"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal."
"A boa consciência conduz à esperança. A má consciência, ao desespero."
"A boa ordem se impõe pela disciplina."
"A busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade."
"A caridade é como o andar do espírito. Se tens dois pés, não coxeies. Ama a Deus e ama a teu próximo."
"A castidade da alma é o amor ordenado que submete o inferior ao superior."
"A certeza dada pela luz divina é maior do que a que é dada pela luz da razão natural."
"A esperança é o fermento do amor."
"A fé abre a porta ao conhecimento. A incredulidade a fecha."
"A fé é tão necessária para a vida como a raiz é para a árvore."
"A fé é um grau de conhecimento. O conhecimento é o auge da fé."
"A felicidade do homem consiste em crer no que Deus promete. A de Deus, em dar ao homem o prometido."
"A ignorância mais refinada é a ignorância da própria ignorância."
"A Igreja avança em sua peregrinação através das perseguições do mundo e das consolações de Deus."
"A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos pecados, a fim de viver com Cristo, cuja graça nos salvou."
"A lei, ao proibir o pecado, de alguma forma o reforça. A proibição aumenta o desejo de pecar, quando o amor não é suficientemente forte para superar a atração do desejo pecaminoso."
"A medida do amor é amar sem medida."
"A oração é a afetuosa expansão do espírito para Deus."
"A oração é mais gemido que palavrório, sentimento interior que enxurrada de palavras."
"A palavra de Deus converte-se em teu inimigo quando tu és amigo da perversidade."
"A soberba gera divisão. A caridade, a comunhão."
"A verdade da beleza de uma árvore em flor se esconde na fealdade de suas raízes."
"A verdade é o alimento da alma."
"A verdade não é minha nem tua, para que possa ser tua e minha."
"A verdadeira força consiste em ter a coragem de agir quando se tem fortes medos, dúvidas ou desejos alternativos."
"A vida da vida mortal é a esperança da vida imortal."
"A vida é uma passagem do infinito donde saímos para o infinito aonde vamos."
"A virgem o gerou em seu seio; geremo-lo em nosso coração. Não sejamos estéreis. Sejamos férteis para o Senhor."
"A virtude é a ordem do amor."
"A vocação de ensinar é uma vocação perigosa."
"Aceita tua imperfeição. É o primeiro passo para alcançares tua perfeição."
"Aceita-te como homem: isso é humildade."
"Ainda que fujas do campo para a cidade, ou da rua para tua casa, tua consciência vai sempre contigo. De tua casa só podes fugir para teu coração. Porém, para onde fugirás de ti mesmo?"
"Ama apaixonadamente o conhecimento."
"Ama e faz o que quiseres."
"Amamos indevidamente o que Deus nos dá quando, por causa disso, nos esquecemos de Deus."
"Amando a Deus nos tornamos divinos; amando ao mundo nos tornamos mundanos."

Por: Filhos Espirituais de Pe. Pio

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