sexta-feira, 28 de junho de 2013

A conversão dos judeus

A Santa Escritura nos assinala um grande acontecimento que se nos mostra entrelaçado na guerra que o Anticristo desencadeará contra a Igreja: a conversão dos judeus.
Deixamos este assunto de lado até aqui para tratá-lo com mais detalhes. Além disso, aqui ele estará muito bem colocado, pois a conversão dos judeus nos é apresentada como fruto da pregação de Elias.
O povo judeu é o ponto em torno do qual gira a história da humanidade. Ele recebeu o toque de Deus na pessoa de Abraão de onde saiu. É, antes da vinda de Nosso Senhor, o povo sacerdotal por excelência, cujo estado, no testemunho de Santo Agostinho, é inteiramente profético; dele nasceu a Santíssima Virgem e o Salvador do mundo; ele formou o núcleo da Igreja nascente. Todos esses privilégios fazem da raça judia uma raça excepcional cujos destinos são misteriosos.
Por uma inversão estranha e lamentável, no momento em que ela produz o Salvador do mundo, a raça eleita, a raça bendita entre todas merece ser
condenada. Recusa reconhecer, em sua humildade, Aquele em quem ela não sabe adorar as grandezas invisíveis. Parece que Deus quis mostrar assim que não há nada da carne e do sangue na vocação do cristianismo, já que aqueles mesmos a quem pertencia o Cristo, segundo a carne (Rm 9, 5), são rejeitados por causa de seu orgulho tenaz e carnal.
Será uma condenação definitiva? Permanecerão presas de Satã excluídos do resto do mundo pela cruz do Senhor? Deus não permita! Deus prepara supremas misericórdias para o povo que foi seu. A esse povo, a quem foi dito: "Não sois mais meu povo", será dito um dia: "Vós sois os filhos do Deus vivo". (Os 3, 4-5). Depois de ter ficado longos anos sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem altar, os filhos de Israel procurarão o Senhor seu Deus; e isso acontecerá no fim dos tempos. (Id. III, 4, 5)
Elias será o instrumento dessa volta maravilhosa. "Eu vos enviarei, diz o Senhor em Malaquias, o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E ele voltará o coração dos pais para os filhos, o coração dos filhos para os pais" (Ml 4, 5-6).
Quer dizer, restabelecerá a harmonia dos mesmos amores, das mesmas adorações entre os santos antepassados do povo judeu e seus últimos descendentes.
São Paulo insiste por sua vez sobre esse acontecimento tão consolador. Ele vê na condenação dos Judeus a causa ocasional da vocação dos Gentios. Depois acrescenta: "Porque eu não quero, irmãos, que vós ignoreis este mistério, que uma parte de Israel caiu na cegueira até que tenha entrado a plenitude das nações e então todo Israel se salve" (Rm 11, 25).
Tal é o desígnio de Deus. É preciso que toda a gentilidade entre na Igreja; e que, quando terminar o desfile das nações, Israel entre por sua vez. Este será o grande jubileu do mundo; a graça se espalhará por torrentes. Tomando as profecias ao pé da letra, todos os judeus que então estiverem vivos, ainda que numerosos como as areias do mar, serão salvos até o último (Rm 9, 27).
Para compreender os frêmitos profundos que esse grande acontecimento fará correr pelo mundo, é preciso usar as figuras proféticas pelas quais Deus houve por bem anunciá-lo.
O povo judeu entrando na Igreja, é Esaú se reconciliando com Jacob. Com que ternura! "Correndo ao encontro de seu irmão, Esaú abraçou-lhe o pescoço e beijando-o, chorou".
Mas é sobretudo José reconhecido por seus irmãos que é o verdadeiro símbolo de Jesus reconhecido por seus irmãos, os judeus! Outrora venderam-no e crucificaram-no e agora uma imperativa necessidade de verdade e de amor leva-os a seus pés no fim dos tempos. Que encontro! Que espetáculo! Jesus, com todo o brilho de seu poder, desvendando aos judeus os tesouros de seu coração, e lhes dizendo: "Eu sou José, eu sou Jesus a quem vós vendestes!" (Gn 45).
Abri enfim o Evangelho, na página do filho pródigo (Lc 15). Esse pródigo que vem de tão longe são os pobres gentios entrando na Igreja. Os judeus são representados pelo filho mais velho, ciumento, egoísta, que se obstina em permanecer de fora porque seu irmão foi recebido em casa. O pai sai e lhe faz instantes rogos, coepit illum rogare. Esse desnaturado recusa escutar o pai; mas por fim o escutará, entrará e essa entrada trará alegria dobrada à casa paterna.
Não, não se pode imaginar qual será a alegria da Igreja quando ela abrir seu seio de mãe aos filhos de Jacó. Não se pode imaginar as lágrimas, os transportes de amor destes quando for retirado o véu de seus olhos, reconhecerem seu Jesus. Qual será o momento preciso deste grande acontecimento? Esta é a dificuldade. Sem pretender resolvê-la, esperamos esclarecê-la um pouco.

Pe. Emanuel André - O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS

A alegoria da casa na rocha: Existências sólidas




Viver é uma aventura. Cada um é convidado a dar um sentido profundo a seus dias e tentar responder, da melhor maneira possível, os apelos que a vida costuma fazer. Somos corpo e espirito, homem e mulher, poço de desejos e anseios, sadios e doentes. Uns nascem no seio famílias bem constituídas e outros, ao Deus-dará. Em todas essas situações as pessoas se dão conta de que precisam dar um sentido belo ao viver, precisam apoiar seus projetos sobre a rocha.
Uns consideram rocha a total lisura. No trabalho, na convivência com as pessoas, no trato dos negócios são profundamente honestos e, desta forma, pessoas que inspiram respeito e deferência. A rocha do amor sólido,  base do casamento. Um rapaz conhece uma moça e vice-versa. Auscultam os desejos profundos de um e de outro. Inteiram-se da história precedente de um e de outro. Fazem profunda experiência de bem querer. Resolvem unir seus destinos com um sim, uma promessa de bem querer de verdade. Constroem sua casa sobre a rocha. Nessa casa sólida fazem o projeto de acolher os filhos que Deus quiser lhes conceder, fazendo de suas casas lares impregnados de calor e de fé.
Há profissionais, como por exemplo médicos, que se orientam para este tipo de profissão a partir de um chamamento forte. Têm vocação para se debruçar sobre corpos enfermos e mentes doentes e, para além de qualquer interesse por lucros, são pessoas que fazem de suas vidas um hino de dedicação e um cântico de verdadeiro amor. Constroem sua existência sobre a rocha.
Há pessoas que são religiosas por tradição. Há outras que vivem uma fé profunda. Sua vida é uma extensão do batismo. Estão sempre num empenho de morrer a si mesmas e nascer para o mundo novo. São pessoas que cultivam uma delicadeza de consciência de tal forma que não deixam-se entorpecer. Sempre delicadas e assim conservam uma consciência atenta aos mínimos desejo do Senhor. São pessoas que se acostumaram a caminhar na presença do Senhor. Vivem sempre em estado de desejo. Não se deixam levar pela mesmice, pela rotina. Estão sempre vigilantes, com lâmpadas acesas esperando a volta ou a passagem do Esposo. São pessoas atentas aos apelos da Igreja que, guiada pelo Espírito, propõe sempre caminhos novos. Pessoas que constroem sua casa sobre a rocha da fé, que é a confiança inabalável no Senhor. T

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Sacro Rompimento

FONTE: http://catolicoscomfe.blogspot.com.br/

Outro dia eu conversava no messenger com um amigo italiano e ele mencionou que na cidade de Ravenna há importantes igrejas cristãs construídas pouco mais de 400 anos depois de Cristo – ou seja, um piscar de olhos (em termos históricos) depois da passagem de Jesus pela terra.

 Ele lembrou em seguida que o Santo Sudário estava mais uma vez sendo exposto ao público na Catedral de São João Batista em Turim, como acontece periodicamente. E aproveitou para contar a teoria de uma historiadora dos Arquivos Secretos do Vaticano, Barbara Frale, que postula que o grande segredo dos templários era que sua ordem venerava a figura de Cristo no Sudário – sendo que seus integrantes juravam contornar as tentações do poder mantendo-se fiéis à humanidade de Jesus estampada muito literalmente no lençol de Turim.

 Eu acompanhava interessadíssimo a história e ponderava a beleza de suas implicações, quando meu amigo [católico] interrompeu sua exposição para perguntar: 

– E vocês, protestantes, o que pensam do Sudário?

 Respondi sem pensar, mas fiquei imediatamente estarrecido diante do rigor da resposta:

 – Nada que aconteceu antes de 1500 nos interessa – eu disse. 

E completei, apenas em parte ironicamente:

 – Nem mesmo Jesus, coitadinho.

 E se conto a história dessa conversa é porque não consigo deixar de pensar no que disse. Nada que aconteceu antes de 1500 nos interessa.

 Foi necessária essa precisa articulação da ideia para eu entender que o rompimento sonhado e efetuado pelos protestantes não foi apenas com a Igreja Católica, mas com a própria História. Nosso método para corrigir mil e quinhentos anos de cristandade foi ignorá-los. Consequentemente, nossa relação com a História é ainda hoje precisamente oposta à do catolicismo, que vive (e na verdade depende de) uma contínua ligação ela.

 No que diz respeito a nós, precisamente nada aconteceu no cristianismo (e portanto no mundo) entre a conclusão do Novo Testamento e as indignações de Lutero e as paixões dos anabatistas. Se dependesse de nós, esses 1500 anos intermediários seriam apagados das atas ou, no máximo, mantidos como embaraçosa nota de rodapé – monumento ou advertência contra o obscurantismo que a luz da Reforma tratou de expor e reparar.

 Em termos muito reais, é esse rigoroso rompimento, essa cirúrgica remoção, que aplicamos à narrativa do movimento cristão. Nosso verdadeira filiação, queremos crer, é com a igreja vitoriosa e impoluta do livro de Atos, não com a estrutura corrupta e vendida que dominou a cristandade antes que aparecêssemos para denunciá-la. Decidimos que esse período intermediário, que ao mesmo tempo desconhecemos e abominamos, deve ser desconsiderado – porque a herança de Cristo só passou a ser eficazmente defendida quando entramos em cena para honrá-la como convém.

 Em conformidade com isso, fazemos questão de não confessar – e fazemos isso ignorando-os – qualquer continuidade com as vidas dos mártires e dos santos, com os assombros do medievo, com as Cruzadas e peregrinações, com a subversão descalça de São Francisco, com os fogos da Inquisição e as lancetas da penitência, com a paixão medieval pelos pobres e a obsessão medieval pelos símbolos; nada sabemos e nada queremos saber sobre a adoração de relíquias, a função dos gárgulas, os diferentes ritos latinos, as estações da cruz, os cinco mistérios gloriosos, os círculos do rosário ou o segredo da construção de catedrais. Nada temos em comum e nada queremos ter com Teodorico e Teodora, com Catarina de Siena, com São João da Cruz, com Elredo de Rievaulx, com Tomás de Aquino, com Santa Luzia, com Carlos Magno, com Teresa de Ávila. Nosso Deus é o de Abraão, Isaque e Jacó, mas – pelo amor de Deus – não é o Deus de Joana d’Arc, de Giotto, de Gregorio I e de Dante Alighieri. Rejeitamos todas as imagens, todo acender de velas, todo pagamento de promessa, todos os intermediários não autorizados, todo penduricalho, todo Sagrado Coração, toda veneração transgressora.

 Igrejas com mais de 500 anos são para nós uma contradição em termos. Não temos qualquer relação com essa história. Ela não nos pertence. Temos raiva de quem sabe. A veneração do Sudário, para falar de outro marco que desconhecemos, é demonstração de rebeldia, ignorância e credulidade. Nada tem a ver, por certo, com a verdadeira fé.

 Nosso rompimento com o passado está tão entranhado na nossa postura que, à parte [alguns] dentro das chamadas denominações históricas, vivemos completamente à parte de qualquer relação de continuidade até mesmo com a tradição protestante ou evangélica. Nem mesmo esses 500 anos de protestantismo nos interessam. Não sabemos o que disseram ou fizeram Lutero, Calvino, Knox, Wesley ou mesmo Billy Graham; nada conhecemos sobre os primórdios dos metodistas ou da relação dos batistas norte-americanos com a Guerra da Secessão. O passado evangélico é um lugar que não existe. Tudo que queremos ouvir é o presente pregador oferecendo neste instante a prosperidade para o momento presente.

 A primeira e mais grave consequência desse rompimento com o passado é o esvaziamento simbólico dos nossos espaços interiores e exteriores. Quando descartamos as linguagens cristãs da antiguidade e da era medieval (como se fossem mais ambíguas e questionáveis do que a nossa), exterminamos do coração da fé todo mito, toda metáfora e todo assombro. Só nos resta a superfície, a aparência da aparência de uma existência espiritual.

 O utilitarismo que nos caracteriza é explicado por essa alienação com a alma das coisas, porque em nosso isolamento passamos a ver as coisas como ferramentas, os lugares como facilidades e as pessoas como números.

 Essa devastação de nosso ambiente simbólico fica patente na arquitetura de praticamente qualquer templo [uso o termo com moderado sarcasmo] evangélico contemporâneo. Uma casa fala do que está cheio o coração, e nada há nas paredes de um templo evangélico que dê indício de riqueza interior ou de qualquer compromisso com a história. Tratam-se de edifícios assépticos, indistintos, utilitaristas – e essas suas qualidades falam por nós e de nós. Retirem-se apenas os bancos, e o que resta tem o apelo de um salão de churrascaria, o caráter de um piso de indústria ou almoxarifado; a sala de espera de uma repartição pública terá inevitavelmente mais alma, mais ornamento e mais conteúdo simbólico. Via de regra não há no edifício evangélico sequer uma cruz ou crucifixo, porque nosso distanciamento simbólico se estende até mesmo a Jesus. Nada queremos com o Jesus histórico que percorreu a Palestina ou os evangelhos, nem com o Filho de Deus que tocou a cruz, de onde poderia nos intimidar; só queremos saber do Cristo invisível, que não tem como nos constranger com seu olhar, e que habita o céu, de onde pode incessantemente nos favorecer. Desconhecemos a noção de que lugares possam se tornar imbuídos de significado (e portanto de valor), pelo que vendemos sem pestanejar a propriedade em que nos reuníamos para construir templo maior ou mais conveniente em outro lugar.

 Nenhuma outra nação encarna essa dissociação com a história de modo mais formidável do que os Estados Unidos, país evangélico por excelência, e que em conformidade com essa vocação opera de modo a ignorar deliberadamente qualquer outra história (e portanto qualquer outro valor) que não seja a sua. Os aspectos bélicos e mercantilistas da missão civilizadora/evangelizadora dos Estados Unidos explicam-se por esse rompimento radical com a história de outros povos e culturas. Os norte-americanos se compadecem grandemente de países que não são os Estados Unidos – lugares pagãos como a Namíbia, a Itália, a União Soviética e o Sri-Lanka – e tomaram sobre os ombros a tarefa de salvar o mundo, estendendo a todos a sombra redentora da sua bandeira. Intuem que os povos só serão de fatos redimidos quando forem liberados por seus exércitos, ou quando encontrarem a luz do valor supremo do poder de compra. Nisso são impulsionados pela dó que têm dos povos que não compartilham de suas datas cívicas; representam o primeiro império da história impelido pela sinceridade da sua compaixão.

 Outra consequência da dissociação evangelical com as raízes da história é que nos tornamos um povo que não tem a quem prestar contas. Não só os erros da Igreja Católica não nos dizem respeito; também não queremos ser julgado pelas imprudências de Lutero, pelas imoderações de Calvino, pelos exageros dos missionários entre os índios, pelas omissões dos cristãos na Alemanha nazista, pela desfiguração de culturas confrontadas com o capitalismo cristão, pelo usurpação de recursos ambientais que pertenciam muito claramente a todos. Na verdade nossa dissociação com o passado é tamanha que não queremos ser responsáveis pelo que nós mesmos fizemos em nosso próprio tempo de vida. Erigimos dessa forma, e com a assombrosa conivência de Deus, um reino de impunidade.

 Em retrospecto, não é de estranhar que o capitalismo industrial e o protestantismo sejam gêmeos nascidos no mesmo berço. Como gentilmente diagnosticado por Marx, a consequência mais incontornável do capitalismo é a alienação – alienação que, para o bem ou para o mal, acabou determinando todos os aspectos do desenvolvimento cultural, social e econômico que veio depois. Não é exagero supor que a alienação capitalista só tenha se tornado possível a partir da alienação anterior, o sacro rompimento do movimento protestante com a história prévia do movimento que se levantaram para reparar.

 Justamente por desconhecermos a história, raramente paramos para avaliar o que perdemos nessa transação de adquirir o futuro vendendo nossa parte da herança com o passado. Gostaria de mencionar uma única baixa que tomo por especialmente representativa do prejuízo como um todo: a perda da capacidade de ajoelhar-se diante das coisas.

 Ao contrário do que católicos costumam fazer, os evangélicos absolutamente não se ajoelham diante de coisas (digamos, cruzes, imagens ou lugares sagrados). Aprendemos e confessamos que o verdadeiro crente deve dobrar-se apenas diante do Deus invisível ou do Cristo (invisível), seu sócio e representante autorizado.

 O paradoxo está em que quando se ajoelham diante de imagens ou de relíquias ou capelas os católicos estão fazendo confissão oposta à que atribuímos a eles. Enquanto se dobram diante do que é meramente material, estão reconhecendo tacitamente que os objetos por si mesmos não se bastam e não se explicam; estão confessando que as coisas não se esgotam em sua utilidade imediata e não se constituem na definição última da realidade. Devidamente instruídos pela mentalidade medieval, eles intuem que o valor das coisas não está em sua função utilitária, mas em sua função simbólica. As coisas apontam para outra realidade; as coisas remetem.

 Ajoelhar-se diante das coisas, incrivelmente, é colocar as coisas no seu devido lugar – porque ao fazê-lo reconhecemos simultaneamente a sua insuficiência, sua condição de emblema de uma realidade impalpável, transcendente e superior. Nós, que nunca beijamos os pés de uma Maria ou deixamos os joelhos tocar o mármore frio diante de um Crucificado, desconhecemos por completo esse assombro. Somos paupérrimos de conteúdo simbólico e virgens de transcendência; porque nos recusamos a tocar o material, somos privados da realidade intangível a que as coisas silenciosamente remetem.

 E precisamente nós de herança protestante, que não nos ajoelhamos diante de coisas, somos os que alçaram sacrilegamente as coisas a um patamar de valor que muito claramente as coisas não têm. Somos os inventores e os contínuos promotores do capitalismo industrial que gerou os holocaustos do neoliberalismo contemporâneo; aperfeiçoamos a ciência do lucro, engendramos o culto da performance e evangelizamos o mundo com a terrível nova de que ser livre é ter a capacidade de adquirir. Vivemos em torres de ganância, oramos por prosperidade material, decretamos o insucesso financeiro dos nossos inimigos, dedicamos a vida a angariar os bens de que não iremos precisar – e chamamos o que eles fazem de idolatria.

Incorporado por PAULO BRABO

Fonte 
Bacia das Almas

domingo, 23 de junho de 2013

Quem é Jesus para mim?

Jesus continua a nos interrogar também hoje: Quem sou eu para você? Trata-se de pergunta intrigante à qual nem sempre conseguimos dar a resposta adequada. E a resposta mais adequada não consiste nas palavras que aprendemos no catecismo, mas, sim, no compromisso que firmamos como projeto de Cristo.
Não basta dizer que Jesus é um profeta ou um grande personagem que nasceu e viveu há dois mil anos. É preciso fazer  nossa a resposta de Pedro: Jesus é o Messias de Deus. Isso significa acreditar que ele é o Filho de Deus, o ungido pelo Espírito para uma missão. Encarnando-se no seio de Maria, Deus, em Jesus, veio morar entre nós.
Quando respondemos sabiamente e nos comprometemos com Jesus, mostramo-nos dispostos a assumir a cruz do dia a dia. Olhamos sempre adiante com otimismo e não nos amedrontamos com as dificuldades que surgem diante de nós. Jesus não foi ao encontro da cruz; ela veio até ele à medida de sua fidelidade ao Pai.
Também nós não precisamos invetar cruzes para demonstrar nossa fidelidade ao Pai, basta assumir a cruz do compromisso de discípulos e missionários.
Quando confessamos que Jesus é o ungido e o enviado de Deus, reconhecemos que ele não é um sonhador sem base na realidade, mas o autêntico "reformador" da humanidade, com programa claro e objetivo, capaz de transformar de verdade a comunidade e a sociedade. Aceitá-lo significa deixar de lado a injustiça, o ódio, a violência e tudo aquilo que fere a dignidade humana. 
A pergunta de Jesus é dirigida a todos, mas a resposta só é possível aos que estão dispostos a segui-lo, partilhando com ele o caminho que leva à cruz. Aquele que nos interroga - e ao qual muitas vezes nos recusamos a responder para não nos comprometer - é justamente aquele que nos salva, aquele do qual depende nosso destino.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o Evangelho deste domingo, 23/06/2013

Oração da Jornada Mundial da Juventude

Ó Pai, enviaste o teu Filho eterno para salvar o mundo e escolhestes homens e mulheres para que, por ele, com ele e nele,proclamassem a boa-nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no terceiro milênio.
Ó Cristo, redentor da humanidade, tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em tua oferta pascal,nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro Filial com o Pai. Os jovens que se alimentam da eucaristia, te ouvem na Palavra e te encontram no irmão, necessitam de tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, com esplendor da tua verdade e com fogo do teu amor, envia a tua luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo. Amém

São José Cafasso

São José Cafasso - Dia 23 de junho

O santo de hoje nasceu em Castelnuevo, Itália, no ano de 1811, onde também nasceu o grande São João Bosco. José Cafasso, desde criança, sentiu-se chamado ao sacerdócio, que foi se tornando cada vez mais forte no decorrer de sua vida com Deus.

Assim, entrou para a formação sacerdotal e se tornou padre aos 23 anos, destacando-se no meio de tantos por seu amor aos pobres e zelo pela salvação das almas. Depois de comprovado e dedicado trabalho na Igreja de São Francisco em Turim, José assumiu, com toda sua bagagem de pregador, confessor e iluminado diretor espiritual, a função de reitor e formador de novos sacerdotes.

Dom Bosco foi um dos vocacionados que desfrutou das formações e aconselhamentos deste santo, pois como um sacerdote sintonizado ao coração do Cristo Pastor, sabia muito bem colocar sua cultura eclesiástica, dons e carismas a serviço da salvação do próximo.

Dentre tantos ofícios assumidos por este homem incansável, que foi para o Céu em 1860, despontou José Cafasso na evangelização dos condenados à forca, tanto assim que ficou conhecido com o “Santo da Forca”.


Fonte: Facebook

sábado, 22 de junho de 2013

Viver com simplicidade



Num dos versículos da segunda carta aos Coríntios proclamada na liturgia de ontem líamos: “E quando, estando entre vós, tive alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindo da Macedônia supriram minhas necessidades. Em todas as circunstâncias, cuidei e cuidarei de não ser pesado a vós”(2Cor 11, 9). Paulo se contenta com o mínimo e não deseja ser peso para seus ouvintes que, ao que parece, não estão muito dispostos a serem generosos em seus dons. Paulo leva uma vida digna e frugal, simples, modesta. No trecho do Sermão da Montanha Jesus faz uma séria advertência: “Não junteis tesouros aqui na terra onde a traça e ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam”. Estamos diante do desejo desmedido de ganhar e guardar. Vivemos uma sociedade da competição e do lucro, da complicação da vida por causa da competição e do desejo do ter.

Muito se tem escrito e refletido sobre a necessidade de reduzir nossas exigências e desejos materiais. Vivemos num processo de complicação da vida. Se tivermos coragem será possível viver com maior simplicidade, mesmo nas grandes cidades. Compramos muito. Compramos roupas demais, bebidas demais, coisas demais. As coisas perdem sua validade. Consumimos. Não temos tempo de apreciar o perfume de um vinho, porque temos a adega cheia de garrafas. Não “curtimos” as pessoas porque o face-book está lotado de mensagens. Respondemos sem colocar afeto nas palavras que formulamos, sem “degustar” a riqueza do outro. Perdemo-nos em detalhes completamente dispensáveis e perdermos a visão do conjunto, porque “queremos” demais. Exigimos coisas das quais nem nos lembramos posteriormente. As pessoas precisam ir além do ter e da competição. Precisam apreciar um por-de-sol, uma paisagem bonita pela paisagem, um rio pela beleza do rio. Não podemos querer comprar o terreno para construir uma casa para nós, para nós…para nós…

Liberdade, poesia, busca do Absoluto, tentar descobrir o tesouro do evangelho escondido no campo ou buscar a pérola preciosa que não se compra com dinheiro, nem com poder ou prestígio. “Porque onde está o teu tesouro, aí está o teu coração”.T

Tribulações e esperanças do ministério

Trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila, para que esse incomparável poder seja de Deus e não de nós. Somos atribulados por todos os lados, mas não esmagados; postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses; perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados. Incessantemente e por toda a parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Com efeito, nós, embora, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, a fim de que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa carne mortal. Assim a morte trabalha em nós; a vida, porém, em vós.
Por conseguinte, tendo o mesmo espírito de fé a respeito do qual está escrito: Acreditei, por isso falei, cremos também nós, e por isso falamos. Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus ressuscitará também a nós cm Jesus e nos porá ao lado dele, juntamente convosco. E tudo isso se realiza em vosso favor, para que a graça, multiplicando-se entre muitos, faça transbordar a ação de graças para a glória de Deus.
Por isto não nos deixamos abater. Pelo contrário, embora em nós, o homem exterior vá caminhando para a sua ruína, o homem interior se renova dia a dia. Pois nossas tribulações momentâneas são leves em relação ao peso eterno de glória que elas nos preparam até o excesso. Não olhamos para as coisas que se vêem, mas para as que não se vêem; pois o que se vê é transitório , mas o que não se vê é eterno.

2 Coríntios 4, 7-18 - Bíblia de Jerusalém

sexta-feira, 21 de junho de 2013

São Luiz Gonzaga

Parece incrível, mas o nascimento do santo que celebramos dia 21 de Junho foi saudado com numerosos disparos de artilharia, na manhã de 9 de Março de 1568. Luiz era, de fato, o primeiro filho que assegurava a descendência do Marquês Ferrante Gonzaga, rico e nobre senhor de Mântua, Itália. Os parentes achavam que o garoto deveria seguir a carreira militar como seu pai. Por isso, ele foi enviado à Corte de Florença para aprimorar sua educação.
Ali, não foram as armas e as mordomias que chamaram a atenção do jovem Luiz, mas a corrupção da Corte. Luiz Gonzaga a ela consagrando-se a Deus pelo voto da castidade.
Finalmente foi enviado para a corte mais faustosa do mundo, do Imperador da Espanha, como pajem do primogênito do rei Filipe II. Quando Luiz voltou, seu pai notou que o filho não era mais o mesmo. Luiz foi percebendo, dia após dia, que o luxo e a riqueza eram "vaidade das vaidades". Queria investir sua vida e seus dons em algo mais significativo e duradouro. Em carta, escreveu que "não convém que nos julguemos grandes por causa do nosso nascimento. Também os príncipes são cinzas como os pobres: são talvez cinzas até piores.
Para surpresa de todos, optou pela vida religiosa, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo pai. Renunciou à sua herança e foi estudar no colégio dos jesuítas, em Roma. Ali, sua humildade, mortificação, pureza e mais que tudo, sua intensa vida espiritual e moral, surpreendeu seu diretor espiritual, São Roberto Belarmino. Um dia, um colega lhe perguntou durante o recreio: "O que você faria se soubesse que daqui a pouco morreria? "Continuaria brincando", respondeu Luiz seguramente. Como vivia sempre fazendo a vontade de Deus, sentia-se pronta para ser chamado a qualquer hora.
Quando, em 1590, a peste atingiu Roma, Luiz, com seus colegas, fez o melhor para dar assistência aos milhares de empestados. Contudo, um ano depois, também Luiz morreu devido a peste a ao esgotamento. Tinha 23 anos de idade. Sua dedicação ao pobres e doentes, sua vida casta e sua vida interior fizeram dele um dos modelos mais perfeitos da juventude.
Luiz Gonzaga foi beatificado 14 anos após a morte, estando ainda viva a sua mãe! São Luiz é patrono da juventude e o seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Frei Jorge Hartmann - OFM

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Até onde Deus já entrou na minha vida?

Muitos de nós ouvimos quase que diariamente leituras, passagens, frases biblicas ou comentários que nos revela Jesus Cristo. Mas será que realmente temos esta intimidade com Jesus Cristo? Até onde você conhece Jesus Cristo, até onde você deixou Ele entrar em sua vida. É possível uma frase Dele dita, lida ou ouvida capaz de mudar o seu dia?
E notável que muitas pessoas que vivem o dia-a-dia da igreja, ainda não tiveram o verdadeiro encontro com Ele, ainda não se entregaram e muito menos depositaram sua confiança totalmente Nele.
Outro dia estava na capela de uma igreja rezando quando fui obrigado a parar de rezar por ouvir ao meu lado comentários frios não condizentes com a situação, ou seja, estava na capela em silêncio e uma Ministra da Eucaristia começou a conversar com tom de voz normal de como se estivesse na rua.
Temos outro clássico exemplo da vida de Pedro que caminhava com Jesus Cristo, porém só mais tarde teve seu coração e sua vida transformada por Ele. Pedro convivia com Cristo diariamente mais ainda não tinha tido o encontro profundo com Ele.
Sem contar que hoje nos é oferecido um Deus que resolve tudo, um Deus que é moldado de acordo com nossas situações e exigências como se suas curas, bençãos, milagres estivessem expostos em uma prateleira e fossem acessíveis a qualquer hora, de qualquer jeito e em qualquer lugar.
Banalizamos muito os valores da igreja, os sacramentos, a importância da Santa Missa. Não mais representamos Cristo como Ele quer que o façamos; talvez o interesse por coisas passageiras seja mais interessante do que passarmos momentos inesquecíveis com Ele; já que muitos de nos pensamos que tudo começa e termina aqui!
Desejo ardentemente que você encontre Jesus Cristo de uma maneira plena e cheia do Espirito Santo, que minutos do seu dia-a-dia com Ele seja mais importante do que qualquer outra coisa. E que voce queira verdadeiramente este encontro com Ele para que a sua vida seja transformada.

"COM O CORAÇÃO SE PEDE. COM O CORAÇÃO SE PROCURA. COM O CORAÇÃO SE BATE, E É COM O CORAÇÃO QUE A PORTA SE ABRE" Santo Agostinho.

 FONTE: Filhos Espirituais de Pe. Pio

O descortinar do mistério divino

 Em seguida aconselhado a voltar a mim mesmo, recolhi-me ao coração,
conduzido por Vós. Pude fazê-lo, porque Vos tornastes meu auxílio.
Entrei, e, com aquela vista da minha alma, vi, acima dos meus olhos interiores e acima do meu espírito, a Luz imutável. Esta não era o brilho vulgar que é visível a todo o homem, nem era do mesmo gênero, embora fosse maior. Era como se brilhasse muito mais clara e abrangesse tudo com a sua grandeza. Não era nada disto, mas outra coisa, outra coisa muito diferente de todas estas.
Essa Luz não permanecia sobre o meu espírito como o azeite em cima da água, ou como o céu sobre a terra, mas muito mais elevada, pois Ela própria me criou e eu sou-lhe inferior, porque fui criado por Ela.
Quem conhece a Verdade conhece a Luz Imutável, e quem a conhece conhece a Eternidade. O Amor conhece-a! Ó Verdade eterna, Amor verdadeiro, Eternidade adorável! Vós sois o meu Deus! Por Vós suspiro noite e dia. Quando pela primeira vez Vos conheci, erguestes-me para que aprendesse a existência d'Aquele que era objeto do meu olhar. Mas eu ainda não era capaz de ver! Deslumbrastes a fraqueza da minha íris,
brilhando com veemência sobre mim. Tremi com amor e horror. Pareceu-me estar longe de Vós numa região desconhecida, como se ouvisse a vossa voz lá do alto: "Sou o pão dos fortes; cresce e comer-Me-ás. Não Me transformarás em ti como ao alimento da tua carne, mas mudar-te-ás em Mim". At 17,28  Rom 1,25.
Assim sucede na Eucaristia. Porém a frase refere-se à Sabedoria Divina. Conheci que, "por causa da iniqüidade, castigastes o homem e secastes a minha alma como teia de aranha". E disse:
"Porventura não existe a verdade, pelo fato de não estar espalhada por espaços finitos nem infinitos?"
Vós respondestes-me de longe: "Sim, Eu sou o que Sou". E ouvi como se ouve no coração, sem ter motivo algum para duvidar. Mais facilmente duvidaria da minha vida do que da existência da Verdade, cujo conhecimento se apreende por meio das coisas criadas.

SANTO AGOSTINHO - Os Pensadores

terça-feira, 18 de junho de 2013

Visita ao Santissimo I

Vinde pois, Senhor, vinde e metei-vos dentro do meu coração, e fechai sobre vós a porta para sempre, para que não entre criatura alguma a tomar parte daquele amor, que eu quero empregar todo em vós somente. Ah meu amado Redemtor! Falai dentro do meu coração, que o vosso servo ouve; mandai Senhor, que eu quero
fielmente obedecer-vos; e se alguma vez não vos obedecer perfeitamente, castigai-me, até que eu fique advertido e resoluto a agradar-vos como vós quereis: fazei que eu não deseje outra coisa, nem busque outro contentamento mais que o de servir-vos, de visitar-vos muitas vezes sobre os sagrados altares, e de receber-vos na Sagrada Communhão. Quem quizer, procure embora outros bens: eu não amo, nem desejo
outra coisa mais o tesouro do vosso amor: isto é o que sempre ei de buscar, isto é o que sempre ei de pedir diante dos santos altares. Fazei que eu me esqueça de mim, para que me lembre só da vossa bondade infinita.
Serafins bem aventurados, eu não vos tenho inveja pela gloria, mas sim pelo amor que tendes ao vosso, e meu Deus; ensinai-me o que hei de fazer, para servi-lo, e ama-lo.

Minha vontade está promta
Para seguir-vos, Senhor,
Sejão firmes meus desejos,
Seja firme o meu amor.
Quem me déra estar seguro
De nunca mais ofender-vos;
Meu Deus, quem me déra ser
O maior de vossos servos.
Meu coração vos pertence,
Meu adoravel Senhor,
Prendei-o bem preso ao vosso
Com prisões de puro amor.
Governai, meu bom Jesus,
Governai meu coração,
Não consintais que nele entre
A menor imperfeição.
Que mais pode apetecer
Um verdadeiro Cristão,
Do que amar sempre seu Deus
Com todo o seu coração?
Bendito e louvado seja
O meu Jesus adorado,
Bendito seja para sempre
O meu Deus Sacramentado
Logo concluirá com a Communhão Espiritual, (que vai a pag. 11)
[1] e depois fará a visita a Maria

Santissima, diante d'alguma Imagem sua


VISITAS AO SANTISSIMO SACRAMENTO E A MARIA
SANTISSIMA PARA TODOS OS DIAS DO MEZ.
ACTOS DE PREPARAÇÃO E DE ACÇÃO DE GRAÇAS PARA A
SAGRADA COMUNHÃO.
MODO DE REZAR A COROA DAS DORES DE NOSSA SENHORA, E
ACTOS QUE DEVE FAZER O CHRISTÃO TODOS OS DIAS.
LINDA EDIÇÃO DE NOVAS ORAÇÕES, E A NOVENA AO SANTISSIMO,
E DEVOÇÕES A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA ROCHA.
LISBOA

domingo, 16 de junho de 2013

Silêncio diante de Deus

Silêncio, alma dessa Palavra de Deus, de que o Homem vive e se alimenta. Sombra dessa
voz, que nos chama, para a presença silenciosa e fecunda do amor. O silêncio é a
homenagem que a Palavra presta ao Espírito!
Caríssimos irmãos: O silêncio é, na verdade, uma virtude fundadora, que permite ao
Homem cair em si para ouvir o essencial, para se inclinar à voz discreta do Espírito
Santo, seu Mestre interior! Também Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto.
E nós somos chamados com ele, ao mesmo silêncio. «Confia tranquilo no Senhor», «em
silêncio, abandona-te ao Senhor» (Sal.37,7) – apela o Salmista.
Comecemos, desde já, por fazer, provocar e oferecer esse silêncio na celebração da
Eucaristia.
Façamos o silêncio “necessário para o recolhimento, a interiorização, a oração interior. Não é
vazio, ausência, mas antes presença, receptividade, reacção perante Deus que nos fala, aqui e agora, e actua para nós”(CCDDS, Sugestões 28). Deste modo, corresponderemos ao desafio final e essencial da Igreja para este Ano da Eucaristia:
“Não peço – diz-nos o Santo Padre - que se façam coisas extraordinárias, mas que todas
as iniciativas sejam marcadas por profunda interioridade. Mesmo que o fruto deste Ano
fosse apenas o de reavivar em todas as comunidades cristãs a celebração da Missa
dominical e de incrementar a adoração eucarística fora da Missa, este Ano de graça teria conseguido um resultado significativo” (MND 29).
Cultivemos o silêncio, tão importante, na celebração, como no coração e na vida.
Aprendamos, desde aqui, a prática do silêncio, como atitude do coração: “Permanece
em silêncio diante do Senhor” (Sal.37,7); pois graças ao silêncio, o homem mergulha em si
mesmo e descobre a sua essência espiritual que o funda!
Do coração da Eucaristia, tomemos o silêncio como atitude de vida: Façamos o silêncio,
necessário ao estudo e às aulas, porque no domínio do pensamento, o silêncio é
indispensável. É Ele que nos permite a concentração, o recolhimento próprio para a
reflexão.
Façamos ainda o silêncio necessário à oração pessoal «Na verdade a oração, com os seus
diversos matizes – de louvor, de súplica, de invocação, de grito, de lamento, ou de agradecimento – ganha corpo a partir do silêncio» (CCDDS, Sugestões, 28)

Silêncio por favor. Permaneçamos em silêncio, diante do Senhor! (Sal.37,7)
Silêncio, alma dessa Palavra de Deus, de que o Homem vive e se alimenta. Sombra dessa
voz, que nos chama, para a presença silenciosa e fecunda do amor. O silêncio é a
homenagem que a Palavra presta ao Espírito!
Caríssimos irmãos: O silêncio é, na verdade, uma virtude fundadora, que permite ao
Homem cair em si para ouvir o essencial, para se inclinar à voz discreta do Espírito
Santo, seu Mestre interior! Também Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto.
E nós somos chamados com ele, ao mesmo silêncio. «Confia tranquilo no Senhor», «em
silêncio, abandona-te ao Senhor» (Sal.37,7) – apela o Salmista.
Comecemos, desde já, por fazer, provocar e oferecer esse silêncio na celebração da
Eucaristia.
Façamos o silêncio “necessário para o recolhimento, a interiorização, a oração interior. Não é
vazio, ausência, mas antes presença, receptividade, reacção perante Deus que nos fala, aqui e agora, e actua para nós”(CCDDS, Sugestões 28). Deste modo, corresponderemos ao desafio final e essencial da Igreja para este Ano da Eucaristia:
“Não peço – diz-nos o Santo Padre - que se façam coisas extraordinárias, mas que todas
as iniciativas sejam marcadas por profunda interioridade. Mesmo que o fruto deste Ano
fosse apenas o de reavivar em todas as comunidades cristãs a celebração da Missa
dominical e de incrementar a adoração eucarística fora da Missa, este Ano de graça teria conseguido um resultado significativo” (MND 29).
Cultivemos o silêncio, tão importante, na celebração, como no coração e na vida.
Aprendamos, desde aqui, a prática do silêncio, como atitude do coração: “Permanece
em silêncio diante do Senhor” (Sal.37,7); pois graças ao silêncio, o homem mergulha em si
mesmo e descobre a sua essência espiritual que o funda!
Do coração da Eucaristia, tomemos o silêncio como atitude de vida: Façamos o silêncio,
necessário ao estudo e às aulas, porque no domínio do pensamento, o silêncio é
indispensável. É Ele que nos permite a concentração, o recolhimento próprio para a
reflexão.
Façamos ainda o silêncio necessário à oração pessoal «Na verdade a oração, com os seus
diversos matizes – de louvor, de súplica, de invocação, de grito, de lamento, ou de agradecimento – ganha corpo a partir do silêncio» (CCDDS, Sugestões, 28)

Silêncio por favor. Permaneçamos em silêncio, diante do Senhor! (Sal.37,7)

Permanecemos em silêncio diante do Senhor

Silêncio, alma dessa Palavra de Deus, de que o Homem vive e se alimenta. Sombra dessa voz, que nos chama, para a presença silenciosa e fecunda do amor. O silêncio é a homenagem que a Palavra presta ao Espírito!
Caríssimos irmãos: O silêncio é, na verdade, uma virtude fundadora, que permite ao Homem cair em si para ouvir o essencial, para se inclinar à voz discreta do Espírito
Santo, seu Mestre interior! Também Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto.
E nós somos chamados com ele, ao mesmo silêncio. «Confia tranquilo no Senhor», «em silêncio, abandona-te ao Senhor» (Sal.37,7) – apela o Salmista.
Comecemos, desde já, por fazer, provocar e oferecer esse silêncio na celebração da Eucaristia.
Façamos o silêncio “necessário para o recolhimento, a interiorização, a oração interior. Não é vazio, ausência, mas antes presença, receptividade, reacção perante Deus que nos fala, aqui e agora, e actua para nós”(CCDDS, Sugestões 28). Deste modo, corresponderemos ao desafio final e essencial da Igreja para este Ano da Eucaristia:
“Não peço – diz-nos o Santo Padre - que se façam coisas extraordinárias, mas que todas as iniciativas sejam marcadas por profunda interioridade. Mesmo que o fruto deste Ano fosse apenas o de reavivar em todas as comunidades cristãs a celebração da Missa dominical e de incrementar a adoração eucarística fora da Missa, este Ano de graça teria conseguido um resultado significativo” (MND 29).
Cultivemos o silêncio, tão importante, na celebração, como no coração e na vida.
Aprendamos, desde aqui, a prática do silêncio, como atitude do coração: “Permanece em silêncio diante do Senhor” (Sal.37,7); pois graças ao silêncio, o homem mergulha em si mesmo e descobre a sua essência espiritual que o funda!
Do coração da Eucaristia, tomemos o silêncio como atitude de vida: Façamos o silêncio, necessário ao estudo e às aulas, porque no domínio do pensamento, o silêncio é indispensável. É Ele que nos permite a concentração, o recolhimento próprio para a reflexão.
Façamos ainda o silêncio necessário à oração pessoal «Na verdade a oração, com os seus diversos matizes – de louvor, de súplica, de invocação, de grito, de lamento, ou de agradecimento – ganha corpo a partir do silêncio» 

(CCDDS, Sugestões, 28)!
Silêncio por favor. Permaneçamos em silêncio, diante do Senhor! (Sal.37,7)

Para onde vão os bebês abortados?

Amor que vem do perdão

O Evangelho de Lucas é o evangelho da misericórdia de Deus. Servindo-se das diferenças entre a mulher pecadora e o fariseu Simão. o evangelista apresenta Jesus como o Deus que perdoa e ama sem condições.
A mulher, conhecida na cidade como pecadora, aproxima-se de Jesus. Em silêncio, sem nada exigir, demonstra-lhe todo o seu amor. As suas lágrimas são um misto de dor e alegria, pois carregam o sofrimento de que é vítima da hipocrisia e do preconceito, mas também a felicidade de sentir-se amada, e por isso, perdoada pelo Mestre. Reconhecendo-se pecadora, a mulher reconhece o amor de Jesus, aproxima-se dele e com perfume demonstra-lhe seu amor. Um verdadeiro caminho de fé e libertação, modelo para todos nós, seguidores de Jesus.
Já o fariseu, em vez de se considerar devedor a Deus, necessitado do seu perdão, faz julgamentos sobre Jesus. Toma distância da pecadora e espera que o Mestre siga sua lógica, que divide as pessoas em boas e ruins. em pecadoras e santas, em merecedoras da benção ou do castigo de Deus. Mas, com a história dos dois devedores perdoados, Jesus faz o fariseu tomar consciência do rigorismo com que vivia as relações, bem diferente do amor da mulher que sente a necessidade de agradecer, com gestos concretos, a quem lhe havia perdoado.
A atitude do fariseu mostra que o amor de gente que se diz religiosa pode por vezes se confundir com uma relação superficial e legalista para com Deus. O Mestre ensina a acolher quem está afastado, quem é vítima da hipocrisia e do preconceito, quem está necessitado de amor. Nossa atitude é a de seguidores de Jesus À medida que nos sentimos necessitados do perdão de Deus e à medida que nos sentimos perdoados por um Deus que vai além de toda mesquinhez desumana.
O amor de nosso Deus é sempre maior, é infinito. Dele só pode vir o perdão, que gera amor e alegria. Mas o que carregam hoje nossas lágrimas, e como estamos demonstrando ao Mestre nosso agradecimento.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp sobre o Evangelho deste domingo 16/06/2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Salve, Santo Antônio!


Sacerdote, doutor Evangélico da Primeira Ordem (1191-1231). Canonizado por Gregório IX no dia 30 de maio de 1232.

Antônio de Pádua ou – como também é conhecido – de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal. Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não somente em Pádua, onde se erigiu uma esplêndida basílica que recolhe seus restos mortais, mas no mundo inteiro. São queridas dos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, lembrando uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico.

Ele nasceu em Lisboa de uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

Em Coimbra, aconteceu um fato que marcou uma mudança decisiva em sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Este acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então ele pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. Sua petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos, mas a Providência divina dispôs outra coisa.

Por causa de uma doença, ele se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, participou do famoso “Capítulo das Esteiras” em Assis, onde também encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo escondido totalmente em um convento perto de Forlì, no norte da Itália, onde o Senhor o chamou para outra missão. Convidado, por circunstâncias totalmente casuais, a pregar por ocasião da uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Ele começou assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica tão intensa e eficaz, que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a voltar atrás. Esteve também entre os primeiros professores de teologia dos Frades menores, talvez inclusive o primeiro. Começou a lecionar em Bolonha, com a bênção de Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de Antônio, enviou-lhe uma breve carta com estas palavras: “Eu gostaria que você lecionasse teologia aos frades”. Antônio colocou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido seu zênite com São Boaventura de Bagnoreggio e o beato Duns Scotus.

Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se perto de Pádua, onde já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da Cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX – que, depois de tê-lo escutado pregar, definiu-o como “Arca do Testamento” – canonizou-o em 1232, também a partir dos milagres ocorridos por sua intercessão.

No último período da sua vida, Antônio escreveu dois ciclos de “Sermões”, intitulados, respectivamente, “Sermões dominicais” e “Sermões sobre os santos”, destinados aos pregadores e professores de estudos teológicos da ordem franciscana. Neles, comentou os textos da Sagrada Escritura apresentados pela liturgia, utilizando a interpretação patrístico-medieval dos quatro sentidos: o literal ou histórico, o alegórico ou cristológico, o tropológico ou moral e o analógico, que orienta à vida eterna. Trata-se de textos teológicos-homiléticos, que recolhem a pregação viva, na qual Antônio propõe um verdadeiro e próprio itinerário de vida cristã. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos “Sermões”, que o venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou Antônio como Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de “Doutor Evangélico”, porque destes escritos surge a frescura e beleza do Evangelho; ainda hoje podemos lê-los com grande proveito espiritual.

Nos “Sermões”, ele fala da oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que envolve suavemente a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim de Antônio, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.

Neste ensinamento de Santo Antônio sobre a oração, conhecemos um dos traços específicos da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel designado ao amor divino, que entra na esfera dos afetos, da vontade, do coração, e que é também a fonte de onde brota um conhecimento espiritual que ultrapassa todo conhecimento. Antônio escreve: “A caridade é a alma da fé, é o que a torna viva; sem o amor, a fé morre” (Sermões Dominicais e Festivos II).

Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: este foi o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio. Ele conhecia bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado; por isso, exortava continuamente a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.

No começo do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, Antônio convidou os fiéis muitas vezes a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que, tornando-os bons e misericordiosos, leva-os a acumular tesouros para o céu. “Ó ricos – exorta – tornai-vos amigos (…); os pobres, acolhei-os em vossas casas: serão depois eles que os acolherão nos eternos tabernáculos, onde está a beleza da paz, a confiança da segurança e a opulenta quietude da saciedade eterna” (Ibid.).

Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Este é outro traço típico da teologia franciscana: o cristocentrismo. Alegremente, ela contempla e convida a contemplar os mistérios da humanidade do Senhor, particularmente o do Natal, que suscitam sentimentos de amor e gratidão pela bondade divina.

Também a visão do Crucificado lhe inspira pensamentos de reconhecimento a Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de forma que todos, crentes e não crentes, possam encontrar um significado que enriquece a vida. Antônio escreve: “Cristo, que é a tua vida, está pregado diante de ti, porque tu vês a cruz como em um espelho. Nela poderás conhecer quão mortais foram tuas feridas, que nenhum remédio teria podido curar, a não ser o sangue do Filho de Deus. Se olhas bem, poderás perceber quão grandes são tua dignidade e teu valor (…). Em nenhum outro lugar o homem pode perceber melhor o quanto vale, a não ser no espelho da cruz” (Sermões Dominicais e Festivos III).

Que Antônio de Pádua, tão venerado pelos fiéis, interceda pela Igreja inteira, sobretudo por aqueles que se dedicam à pregação. Que estes, inspirando-se em seu exemplo, procurem unir a doutrina sã e sólida, a piedade sincera e fervorosa e a incisividade da comunicação. T

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O culto da Eucaristia


A fé na presença real de Cristo na Eucaristia levou a Igreja a tributar culto de latria (quer dizer, de adoração), ao Santíssimo Sacramento, tanto durante a liturgia da Missa (por isso indicou que ajoelhemos ou nos inclinemos profundamente ante as espécies consagradas), como fora da celebração: conservando com o maior cuidado as hóstias consagradas no Sacrário (ou Tabernáculo), apresentando-as aos fiéis para que as venerem com solenidade, levando-as em procissão, etc. (cf. Catecismo, 1378).
A Sagrada Eucaristia conserva-se no Sacrário [2]:
- Principalmente para poder dar a Sagrada Comunhão aos doentes e a outros fiéis impossibilitados de participar na Santa Missa.
- Além disso, para que a Igreja possa prestar culto de adoração a Deus Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento (de modo especial durante a Exposição da Santíssima Eucaristia, na Bênção com o Santíssimo; na Procissão com o Santíssimo Sacramento na Solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo, etc.).
- E para que os fiéis possam adorar sempre o Senhor com frequentes visitas. Neste sentido, afirma João Paulo II: «A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucarístico. Jesus espera por nós neste Sacramento do Amor. Não nos mostremos avaros com o nosso tempo para nos irmos encontrar com Ele na adoração, na contemplação cheia de fé e pronta para reparar as grandes culpas e os crimes do mundo. Não cesse nunca a nossa adoração» [3].
Há duas grandes festas (solenidades) litúrgicas em que se celebra de modo especial este Sagrado Mistério: a Quinta-Feira Santa (comemora-se a instituição da Eucaristia e da Ordem Sagrada) e a solenidade do Corpo e do sangue de Cristo (destinada principalmente à adoração e à contemplação do Senhor na Eucaristia).

João Paulo II, Carta Dominicae Cenae, 3.

Santo Antonio, o Guerreiro de Deus

domingo, 9 de junho de 2013

Jesus revela o rosto de Deus

Mediante sua mensagem, Jesus nos revela o rosto misericordioso e compassivo de Deus. O Deus da vida, pela prática do se Filho, vem em socorro da viúva que perde o único filho, a sua última esperança. a bondade de Jesus não se reveste de caráter puramente sentimental, mas é sobretudo força que faz viver: "Jovem, levante-te". Deus manifesta o seu amor e ternura nas ações de Jesus em favor das pessoas sofridas e marginalizadas, resgatando-lhes a dignidade e a alegria de viver.
A viúva de Naim representa a humanidade necessitada da proteção divina na luta pela vida. Conforme o salmista, Deus é o protetor das viúvas e caminha à sua frente(Sl 68,6). Ao ver a viúva, Jesus sente compaixão por ela e lhe diz: "Não chores". Ele é capaz de perceber e sentir quando alguém está sofrendo e vem ao encontro da dor humana.
Há muitas pessoas e organizações que, em nome do Deus de Jesus,  continuam realizando as mesmas ações do Mestre. É gratificante ver grupos empenhados em achar caminhos para evitar que corpos jovens sejam friamente eliminados. Esses gestos de carinho e de resgate da dignidade atestam que Deus continua visitando seu povo.
Continuamos vendo, em nossos dias, mães perdendo o "filho único" por causa das drogas, do trânsito assassino,  da violência. Muitos corpos ainda jovens, com energia, vigor e uma vida pela frente, estão sendo ceifados pela morte prematura. Infelizmente nossa sociedade continua "roubando" filhos de mães e viúvas sem perspectiva de futuro.
Jesus é o rosto de Deus que ama a vida e se põe ao lado daqueles que a têm ameaçada. A igreja, fiel ao Mestre, firma posição junto daqueles que estão com a vida em perigo. Seguir os passos de Jesus significa trilhar o mesmo caminho e assumir as mesmas atitudes.
A todos os que vivem o drama da dor e do sofrimento sem saída, somos convidados a anunciar - em Jesus Cristo e com gestos de solidariedade - a esperança e o otimismo de viver.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o Evangelho deste domingo 09/06/2013

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