quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Santo Tomás de Aquino, professor e consultor da Ordem



Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno

Neste dia lembramos uma das maiores figuras da teologia católica: Santo Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: “Quem é Deus?”.
A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.
Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.
Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.
Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado “Doutor Angélico”, Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.
Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!

http://santo.cancaonova.com/santo/santo-tomas-de-aquino-professor-e-consultor-da-ordem/

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

São Domingos e a oração com o corpo: redescubra essa tradição católica!

“Quando você ama, você expressa de muitas formas o que sente”
oração de São Domingos

Se o diálogo com Deus é profundo, o corpo segue o coração e dança, como o rei Davi diante da Arca da Aliança, ou mexe as mãos, os braços, as pernas, desenhando com o movimento o ritmo do colóquio com o Mestre da Vida, como fazia São Domingos de Gusmão.
De uma janela com vista para a igreja de Santa Sabina, dentro daquele que foi o dormitório do antigo mosteiro dominicano do Aventino, em Roma, os primeiros companheiros do santo fundador da Ordem dos Pregadores o “espiavam” absorto em oração, assistindo ao seu dinamismo incansável. “Quando você ama”, diz a irmã Catherine Aubin, dominicana, professora da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (“Angelicum”) e autora do livroRezar com o corpo à maneira de São Domingos, “você expressa o que sente com gestos, palavras, sorrisos. O mesmo acontece na oração, que é uma conversa com Jesus, a quem queremos mostrar o nosso amor. Nos dias de hoje, nós nos esquecemos um pouco desta relação viva da oração com o corpo e com Deus”.
Felizmente para nós, os irmãos daquela época tomaram notas e relataram 9 modos de rezar de São Domingos e os transformaram em imagens de um livro. Esse documento serviu para ajudar os irmãos a orarem. “O primeiro testemunho é o grito de São Domingos: ‘Minha Misericórdia, o que estão para tornar-se os pecadores?’”, comenta a irmã Catherine. “Daí os movimentos: curvar profundamente a cabeça e as costas, prostrar-se, esforçar-se para se unir à Paixão de Cristo, ajoelhar-se e levantar-se, ficar de pé sem apoiar-se em nada, com as mãos abertas sobre o peito em escuta da Palavra, com os braços abertos como Jesus na cruz, com os braços alçados ao céu em sinal de súplica. A cada gesto corresponde uma atitude espiritual – humildade, arrependimento, confiança na misericórdia de Deus –, num percurso de três etapas que expressam a aceitação das próprias limitações de criatura e o encontro com Deus face a face, como um amigo”.
Com as duas últimas atitudes, São Domingos lê e escuta o que o Senhor lhe diz através da sua Palavra e, em seguida, compartilha a amizade de Jesus com os amigos no mundo. Domingos tinha a reputação de ser o “consolador” dos seus irmãos, “ajudando os outros a reencontrarem a dignidade e a vocação, que é a amizade de Deus”. A amizade com Jesus demanda o tempo de estar com Ele, mas também de caminhar compartilhando o próprio ser com o próximo.
A irmã Catherine viveu dez anos em Paris, numa comunidade dominicana em Saint Denis, onde entrou em contato com muitas pessoas que buscavam a harmonia interior por meio de técnicas de meditação do tipo “zen”. O exemplo de São Domingos recorda que “também na tradição católica existe uma pedagogia da oração com o corpo, que ajuda a encontrar a interioridade”. Rezar com o corpo ajuda a ir além da oração mental distraída, transformando-a em um “diálogo vivo ao longo de toda a jornada”.
Difícil? Menos do que parece. “Comecemos com gestos simples, como o sinal da cruz e o abrir das mãos. Vamos aos poucos encontrando a presença de Deus em nós mesmos”.

http://pt.aleteia.org/2015/11/23/sao-domingos-e-a-oracao-com-o-corpo-redescubra-essa-tradicao-catolica/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Nov%2023,%202015%2004:33%20pm

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Couraça de São Patrício

Hoje me levanto com poderosa força
e invoco a Santíssima Trindade com
fé Trinitária.

Professando a unidade do Criador e
da criatura.

Hoje me levanto com a força do nascimento
de Cristo graças a seu Batismo, com a força
de sua crucificação e morte, com a força de
sua Ressurreição e Ascensão, com a força de
seu retorno no dia do juízo.

Hoje me levanto com a força do amor do
Querubim obediente aos Anjos, a serviço
dos Arcanjos, na esperança da Ressurreição
para encontrar consolo com as orações dos
Patriarcas, as predições dos Profetas, os ensinamentos
dos Apóstolos, a fé dos confessores, a inocência
dos Santas Virgens, os feitos dos homens de bem.

Hoje me levanto coma força dos Céus; a luz do
sol, o brilho da lua, o esplendor do fogo, a velocidade
do Trovão, a rapidez do vento a profundidade dos
mares, a permanência da Terra, a firmeza da rocha.

Hoje me levanto com a força de Deus que me guia,
sua grandeza que me apoia, sua sabedoria que me
guia, seu olho que me cuida, seu ouvido que me escuta,
sua Palavra que me fala, sua mão que me defende, seu
caminho para segui-lo, seu escudo para proteger-me,
sua Eucaristia para livrar-me das armadilhas do demônio,
da tentação dos vícios, daqueles que me desejam mal,
longe ou perto, só ou acompanhado.

Hoje invoco todos estes poderes para que se levantem
entre mim e estes males, contra todos os cruéis e infames
poderes que desejam o mal para meu corpo e alma, contra
as invocações dos falsos profetas, contra as nefastas leis pagãs,
contra as falsas leis da heresia, contra as artes da idolatria,
contra os feitiços das bruxas, quiromantes e feiticeiros, contra
todo conhecimento que corrompa o corpo e a alma.

Cristo me proteja hoje contra o veneno, contra o fogo, contra
o morrer afogado, ser ferido para que assim venha a mim
abundante consolo.
- Cristo comigo,
- Cristo à minha frente,
- Cristo atrás de mim,
- Cristo em mim,
- Cristo abaixo de mim,
- Cristo sobre mim,
- Cristo a minha direita,
- Cristo a minha esquerda,
- Cristo quando durmo,
- Cristo quando descanso,
- Cristo quando me levanto,
- Cristo no coração de todo homem que pense em mim,
- Cristo na boca de quem fale de mim,
- Cristo em todos os olhos que me vêem,
- Cristo em todo ouvido que me ouve.

Hoje me levanto com poderosa força e invoco à Santíssima
Trindade com trinitária Fé professando a unidade do Criador
e da criatura. "Assim seja."


São Patrício, bispo da Irlanda.


http://docuranossasalve.blogspot.com.br/2015/04/couraca-de-sao-patricio.html

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Por que sempre há um crucifixo nos altares?

Uma pergunta que todo católico precisa saber responder

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No centro da ação litúrgica da Igreja, está Cristo e seu mistério pascal. Portanto, a celebração litúrgica deve tornar evidente esta verdade teológica. E, desde quase sempre, o símbolo escolhido pela Igreja para a orientação do coração e da mente do cristão durante a missa ou a liturgia é a representação de Jesus crucificado.
O crucifixo é o principal elemento sobre o altar, porque a missa é o santo sacrifício, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor.
Antigamente, a liturgia prescrevia o costume de que tanto o sacerdote quanto os fiéis se posicionassem na direção do crucifixo durante a missa. O crucifixo era colocado no centro do altar (que naquela época ficava ligado à parede).
Isso nos dá a entender a centralidade do crucifixo na celebração do culto divino, e era muito mais destacado no passado. De fato, a presença da cruz na celebração da missa está certificada desde o século V.
O crucifixo fica sobre o altar para recordar à assembleia e ao ministro celebrante que a vítima que se oferece sobre o altar é a mesma que se ofereceu na cruz.
Portanto, nunca podemos perder de vista que a missa é um sacrifício – aspecto este que pode se perder quando a celebração se converte em uma festa que só leva em consideração a ressurreição do Senhor, esquecendo-se do seu sacrifício expiatório.
Não podemos nos esquecer de que não há ressurreição sem cruz.
O crucifixo no centro do altar nos indica que o sacerdote celebra a missa frente a Deus, e não como um protagonista diante do povo. A cruz tira o protagonismo do padre e o dá a Cristo; assim, tanto fiéis como sacerdotes vivem a missa olhando para Deus.
A liturgia não é um diálogo entre sacerdote e assembleia. Sacerdote e povo não dirigem um ao outro sua oração, senão que, juntos, a dirigem ao único Senhor.
Olhar para o crucifixo é uma oportunidade para caminhar com o olhar dirigido a Jesus.
O crucifixo sempre deve estar sobre o altar, salvo duas exceções: quando o Santíssimo Sacramento é exposto na custódia e quando a crucificação é a imagem central da pintura ou retábulo atrás do altar.
Alguns poderiam dizer que a cruz no centro do altar não deve ser permitida, pois impede a visão dos fiéis. Mas, na verdade, a cruz sobre o altar não é um obstáculo, e sim um ponto de referência comum.

http://pt.aleteia.org/2016/01/20/por-que-sempre-ha-um-crucifixo-nos-altares/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Ano da Misericórdia: Roma se prepara para receber o corpo do Padre Pio


Os Irmãos Menores Capuchinhos confirmaram que o corpo de São Pio de Pietrelcina, o santo dos estigmas, finalmente será exposto em Roma para ser venerado pelos fiéis, entre os dias 3 e 11 de fevereiro, a pedido do Papa Francisco por motivo do Jubileu da Misericórdia.

A urna na qual está o corpo do santo permanecerá primeiro na Basílica de São Lourenço Fora dos Muros durante os dias 3 e 4 de fevereiro, também serão expostas as relíquias do corpo de São Leopoldo Mandic, outro santo capuchinho.

No dia 5, os dois santos serão transladados à Basílica de São Pedro no Vaticano. No dia 6 de fevereiro, o Papa concederá uma audiência especial aos membros do grupo de oração “Padre Pio” e aos fiéis da diocese italiana de Manfredonia, lugar no qual está localizado São Giovanni Rotondo, onde está o santuário de Padre Pio, no qual ele morou.

Por outro lado, em 9 de fevereiro, o Pontífice presidirá a Santa Missa com os Irmãos Menores Capuchinhos do mundo inteiro em São Pedro e, no dia seguinte, Quarta-feira de Cinzas, o Papa enviará os sacerdotes como Missionários da Misericórdia, uma de suas iniciativas durante o Ano Santo.

No dia 11, o corpo do santo dos estigmas será levado a Pietrelcina, sua cidade natal, onde permanecerá até o dia 14 de fevereiro.

Há aproximadamente 100 anos, Padre Pio deixou Pietrelcina (no dia 17 de fevereiro de 1916), onde morou durante 29 anos. O corpo será trasladado primeiro a Foggia e, em seguida, a São Giovanni Rotondo.

Em um artigo publicado por Raffaele Iaria no jornal oficial da Conferência Episcopal Italiana, Avvenire, explica-se como poucos meses antes de sua morte, o primeiro domingo de agosto de 1968, o santo disse a um dos seus irmãos frades que visitaria sua cidade natal “vários anos depois da sua morte”. “Padre, ainda faltam cem anos”, disse-lhe o Pe. Mariano. “O Senhor sabe…”. “Depois da sua morte haverá sinais, prodígios, milagres, a Igreja o levará aos altares. Então transladarão seu corpo deste lugar e será feita uma preciosa viagem a Pietrelcina. O Pe. Pio então juntou as mãos e abaixou duas vezes a cabeça e disse: ‘Assim será’”, contou o Pe. Mariano.

Iaria, em um novo livro sobre o Pe. Pio, intitulado “Aqueles três dias do Padre Pio”, expressou acerca da importância de Pietrelcina na vida do santo: “É impossível compreender a vida deste irmão, venerado no mundo inteiro, sem visitar Pietrelcina”, disse. Esta cidade “não só o viu nascer”, como também foi onde “recebeu os primeiros estigmas, aproximadamente um mês depois da sua ordenação”. 

A notícia da chegada do corpo do Pe. Pio a Roma foi difundida em julho de 2015 pela sua Congregação.

Através de uma nota difundida na sua página, o Convento informou que o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, enviou uma carta ao Arcebispo de Manfredonia-Vieste-San Giovanni Rotondo (Itália), Dom Michele Castoro, para transmitir o desejo do Pontífice.

“O Santo Padre expressou o grande desejo de que os restos de São Pio de Pietrelcina sejam expostos na Basílica de São Pedro na Quarta-feira de Cinzas do próximo Ano Santo Extraordinário, dia no qual serão enviados do mundo inteiro os missionários da misericórdia, a quem se confere o mandato especial de pregar e confessar, para que sejam testemunhos vivos de como o Pai acolhe todos aqueles que estão buscando seu perdão”.

Nesse sentido, a carta assinalava que “a presença dos restos de São Pio será um sinal precioso para todos os missionários e sacerdotes, os quais encontrarão força e sustento para a própria missão em seu exemplo admirável de confessor incansável, acolhedor e paciente, autêntico testemunho da Misericórdia do Pai”.

Padre Pio foi canonizado por São João Paulo II na Praça São Pedro no dia 16 de junho de 2002.


http://www.acidigital.com/noticias/ano-da-misericordia-roma-se-prepara-para-receber-o-corpo-incorrupto-do-padre-pio-67665/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O rosto da Mi­se­ri­cór­dia

Mi­se­ri­cor­diae Vul­tus
Um breve co­men­tá­rio à Bula do Ano Santo — Ju­bi­leu Ex­tra­or­di­ná­rio da Mi­se­ri­cór­dia
O ju­bi­leu tem um sig­ni­fi­cado todo es­pe­cial no sen­tido de in­di­car a es­pe­rança de re­a­li­za­ção do tempo mes­si­â­nico. No an­tigo Tes­ta­mento ele é o “tempo da graça”. O ju­bi­leu pro­cla­mado pela bula do papa Fran­cisco, pu­bli­cada em 11.04.2015, vai iniciar-se em 08 de de­zem­bro de 2015 e terá seu tér­mino em 20 de no­vem­bro de 2016. A aber­tura será em uma data sig­ni­fi­ca­tiva: os cin­quenta anos de con­clu­são do Con­cí­lio Va­ti­cano II (n.4). Será ce­le­brado não só em Roma, mas tam­bém em to­das as di­o­ce­ses: “Es­ta­be­leço que no mesmo do­mingo, em cada Igreja Par­ti­cu­lar – na Ca­te­dral, que é a Igreja-Mãe para to­dos os fiéis – seja aberta igual­mente, du­rante todo o ano Santo, uma Porta da Misericórdia…poderá tam­bém ser aberta nos San­tuá­rios…” (n. 3).
O tema da Mi­se­ri­cór­dia tem raí­zes pro­fun­das na Igreja e o papa Fran­cisco (um ho­mem mar­cado pela mi­se­ri­cór­dia, que ele es­co­lheu como lema epis­co­pal), soube captá-las e in­se­rir nes­tas raí­zes a pro­posta do Ano Santo. Há um fio trans­ver­sal que per­passa todo o con­teúdo da bula: pri­mei­ra­mente a pró­pria his­tó­ria da sal­va­ção, toda ela pode ser lida na pers­pec­tiva da mi­se­ri­cór­dia. A cri­a­ção é fruto da mi­se­ri­cór­dia: Deus que por pura bon­dade, co­mu­nica a vida e a co­loca onde não há. A con­des­cen­dên­cia di­vina se faz sen­tir com a hu­ma­ni­dade pe­ca­dora, à qual Deus faz a pro­messa de re­den­ção e não de con­de­na­ção. A pró­pria En­car­na­ção (ké­no­sis) e re­den­ção ope­rada por Je­sus, o Fi­lho de Deus com a cruz e res­sur­rei­ção. En­fim, toda a Pa­la­vra de Deus tem um pano de fundo que é a mi­se­ri­cór­dia.
De­ve­mos con­si­de­rar tam­bém a in­tui­ção do papa são João XXIII, o qual ao abrir o con­cí­lio Va­ti­cano II, pro­põe uma Igreja que pre­fere usar a me­di­cina da mi­se­ri­cór­dia. O papa Fran­cisco men­ci­ona tam­bém o ma­gis­té­rio do papa S. João Paulo II, o qual, com a en­cí­clica “Di­ves in mi­se­ri­cór­dia” en­sina que a mis­são da Igreja é pro­cla­mar a mi­se­ri­cór­dia di­vina que abrange a hu­ma­ni­dade in­teira. Por si­nal ele ca­no­ni­zou Santa Faus­tina, santa da mi­se­ri­cór­dia, como a pri­meira santa do novo mi­lê­nio no iní­cio do ju­bi­leu do ano 2000.
A Bula tem 25 itens. Em se­guida des­taco os tó­pi­cos prin­ci­pais dis­pos­tos em três par­tes: os fun­da­men­tos te­o­ló­gi­cos da Bula, a se­guir sua apli­ca­ção à Igreja e por úl­timo al­gu­mas in­di­ca­ções prá­ti­cas so­bre como vi­ver um iti­ne­rá­rio es­pi­ri­tual de con­ver­são..
  1. Fun­da­mento tri­ni­tá­rio
Logo no iní­cio o papa co­loca o fun­da­mento tri­ni­tá­rio de tudo o que pre­tende di­zer na Bula e creio que vale a pena trans­cre­ver, por­que a meu ver, de certa forma, re­sume logo no iní­cio o seu con­teúdo: “Mi­se­ri­cór­dia é a pa­la­vra que re­vela o mis­té­rio da San­tís­sima Trin­dade. Mi­se­ri­cór­dia é o ato úl­timo e su­premo pelo qual Deus vem ao nosso en­con­tro. Mi­se­ri­cór­dia é a lei fun­da­men­tal que mora no co­ra­ção de cada pes­soa, quando vê com olhos sin­ce­ros o ir­mão que en­con­tra no ca­mi­nho da vida. Mi­se­ri­cór­dia é o ca­mi­nho que une Deus e o ho­mem, por­que nos abre o co­ra­ção à es­pe­rança de ser­mos ama­dos para sem­pre, ape­sar da li­mi­ta­ção do nosso pe­cado” (n.2).
A Bula com a qual o papa con­voca o ano santo da mi­se­ri­cór­dia é pro­fun­da­mente cris­to­cên­trica, a par­tir do seu tí­tulo:Mi­se­ri­cor­diae Vul­tus (O vulto da mi­se­ri­cór­dia). Je­sus é a ima­gem do Deus vivo (cf. Jo 14,9), ele é o rosto da mi­se­ri­cór­dia, a mi­se­ri­cór­dia en­car­nada: “Je­sus Cristo é o rosto da mi­se­ri­cór­dia do Pai” (n. 1). A mi­se­ri­cór­dia não é algo abs­trato, é um rosto para co­nhe­cer, con­tem­plar e ser­vir. O papa co­loca como que um lema para o ju­bi­leu, um ver­sí­culo do Evan­ge­lho de Lu­cas : “Mi­se­ri­cor­di­o­sos como o Pai (Lc 6,36) é, pois, o lema do Ano Santo” (n.14). O papa in­voca tam­bém o au­xí­lio do Es­pí­rito Santo: “O Es­pí­rito Santo que con­duz os pas­sos dos cren­tes de forma a co­o­pe­ra­rem para a obra da sal­va­ção re­a­li­zada por Cristo, seja guia e apoio do povo de Deus a fim de o aju­dar a con­tem­plar o rosto da mi­se­ri­cór­dia”(n. 4).
A oni­po­tên­cia de Deus se ma­ni­festa no uso da mi­se­ri­cór­dia que não é fra­queza mas força di­vina. Pa­ci­ên­cia e Mi­se­ri­cór­dia é o binô­mio que apa­rece fre­quen­te­mente no An­tigo Tes­ta­mento para des­cre­ver a na­tu­reza de Deus (cf. n.6). Eterna é a sua mi­se­ri­cór­dia canta o salmo 136. Je­sus reza este salmo da mi­se­ri­cór­dia, nos re­corda o papa (cf. n. 7). “Com o olhar fixo em Je­sus e no seu rosto mi­se­ri­cor­di­oso, po­de­mos in­di­vi­duar o amor da San­tís­sima Trin­dade. A mis­são que Je­sus re­ce­beu do Pai, foi a de re­ve­lar o mis­té­rio do amor di­vino na sua ple­ni­tude” (n. 8). Após con­si­de­rar a mi­se­ri­cór­dia como eixo da pre­ga­ção de Je­sus, como ex­pres­são e fruto do Rei­nado de Deus o papa con­clui: “Na Sa­grada Es­cri­tura a mi­se­ri­cór­dia é a pa­la­vra chave para in­di­car o agir de Deus para co­nosco” (n. 9).
  1. Igreja e Mi­se­ri­cór­dia
O papa afirma que a pri­meira ver­dade da Igreja é o amor de Cristo, que se ex­pressa no per­dão e na mi­se­ri­cór­dia (cf. n. 12).
Em um mundo no qual há opo­si­ção ao Deus de mi­se­ri­cór­dia (cf. n.11), a mis­são da Igreja é pre­gar e pra­ti­car a mi­se­ri­cór­dia: “A ar­qui­trave que su­porta a vida da Igreja é a mi­se­ri­cór­dia… A cre­di­bi­li­dade da Igreja passa pela es­trada do amor mi­se­ri­cor­di­oso e com­pas­sivo” (n.10). A Igreja tes­te­mu­nha uma vida au­tên­tica quando pro­fessa e pro­clama a mi­se­ri­cór­dia do Sal­va­dor da qual ela é de­po­si­tá­ria e dis­pen­sa­dora (cf. n.11).
A re­la­ção en­tre a mi­se­ri­cór­dia e a mis­são da Igreja está con­den­sada no nú­mero 12 e 25 da Bula. “A Igreja tem a mis­são de anun­ciar a mi­se­ri­cór­dia de Deus, co­ra­ção pul­sante do Evan­ge­lho, que por meio dela deve che­gar ao co­ra­ção e à mente de cada pessoa…No nosso tempo em que a Igreja está com­pro­me­tida na Nova Evan­ge­li­za­ção, o tema da mi­se­ri­cór­dia exige ser pro­posto com novo en­tu­si­asmo e uma ação pas­to­ral re­no­vada. É de­ter­mi­nante para a cre­di­bi­li­dade do seu anún­cio que viva e tes­te­mu­nhe ela mesma, a mi­se­ri­cór­dia” (n. 12). Tes­te­mu­nhar, anun­ciar e pro­fes­sar a mi­se­ri­cór­dia de Deus é uma ur­gên­cia para a Igreja (cf. n. 25).
Aqui nunca é de­mais re­cor­dar que tes­te­mu­nho é a cor­res­pon­dên­cia en­tre Evan­ge­lho e vida. Na or­dem prá­tica do dia a dia, esta mi­se­ri­cór­dia de­verá ser vi­vida pela Igreja como so­li­da­ri­e­dade. So­li­da­ri­e­dade é o eixo do pro­jeto do Rei­nado de Deus. A op­ção pelo po­bre in­clúi o pro­fe­tismo neste tes­te­mu­nho de mi­se­ri­cór­dia. O pro­fe­tismo é o alerta à so­ci­e­dade para su­bor­di­nar a di­men­são econô­mica e po­lí­tica à dig­ni­dade da pes­soa hu­mana. O cerne da ação mis­si­o­ná­ria da Igreja é não con­de­nar mas amar com amor mi­se­ri­cor­di­oso.
  1. Uma es­pi­ri­tu­a­li­dade da mi­se­ri­cór­dia
Do nú­mero 14 a 19 é pro­posta como que uma “es­pi­ri­tu­a­li­dade da mi­se­ri­cór­dia” com al­gu­mas in­di­ca­ções prá­ti­cas para se vi­ven­ciar o ju­bi­leu. Por es­pi­ri­tu­a­li­dade se en­tende aqui um modo de se­guir Je­sus na vi­vên­cia do Evan­ge­lho.
  1. a) Pe­re­gri­na­ção como ca­mi­nho e si­nal de con­ver­são
O papa in­dica a pe­re­gri­na­ção para se che­gar à Porta Santa, como si­nal pe­cu­liar do Ano Santo. A pe­re­gri­na­ção “será si­nal de que a pró­pria mi­se­ri­cór­dia é uma meta a al­can­çar e que exige em­pe­nho e sa­cri­fí­cio” (n. 14). Exis­tem eta­pas para esta pe­re­gri­na­ção: não jul­gueis, não con­de­neis, per­doai (cf.Lc 6,37 – 38). É uma pro­posta de con­ver­são pas­to­ral na li­nha da mi­se­ri­cór­dia, abrir o co­ra­ção àque­les que vi­vem nas pe­ri­fe­rias exis­ten­ci­ais, sair da in­di­fe­rença e cui­dar das fe­ri­das (cf. n. 15).
Reportando-se ao ca­pí­tulo 25 de Ma­teus o papa re­pro­põe a to­dos, as obras de mi­se­ri­cór­dia tanto cor­po­rais como es­pi­ri­tu­ais. A par­tir do epi­só­dio da pre­ga­ção de Je­sus na si­na­goga de Na­zaré (Lc 4) o papa pro­põe que se leve con­so­la­ção e li­ber­ta­ção aos ir­mãos (cf. n. 16). Nesta mesma li­nha de re­fle­xão o papa Fran­cisco es­creve na Evan­ge­lii Gau­dium: “A mi­se­ri­cór­dia para com os fa­min­tos, os po­bres e os que so­frem é a chave do céu” (EG n. 197).
  1. b) Vi­vên­cia do Per­dão
O per­dão apa­rece aqui como com­po­nente da mi­se­ri­cór­dia di­vina e vér­tice da ora­ção cristã. É a re­den­ção vista na ótica do per­dão. Os nú­me­ros 17,18 e 19 são como que um apelo à prá­tica do per­dão e do sa­cra­mento da mi­se­ri­cór­dia, com um apelo es­pe­cial a vivê-lo com mais in­ten­si­dade na qua­resma deste Ano Santo, em es­pe­cial atra­vés do sa­cra­mento da Re­con­ci­li­a­ção. Recomenda-se a to­das as di­o­ce­ses, a ini­ci­a­tiva das “24 ho­ras para o Se­nhor” a ser ce­le­brada na sexta-feira e no sá­bado an­te­ri­o­res ao IV Do­mingo da Qua­resma: “Com con­vic­ção, po­nha­mos no­va­mente no cen­tro o sa­cra­mento da Re­con­ci­li­a­ção, por­que per­mite to­car sen­si­vel­mente a gran­deza da mi­se­ri­cór­dia”(n. 17). O papa des­taca; “Não me can­sa­rei ja­mais de in­sis­tir com os con­fes­so­res para que se­jam um ver­da­deiro si­nal da mi­se­ri­cór­dia do Pai… Ne­nhum de nós é se­nhor do sa­cra­mento, mas ape­nas servo fiel do per­dão de Deus” (idem n. 17).
O papa co­mu­nica que na qua­resma do Ano Santo o papa en­vi­ará os “mis­si­o­ná­rios da mi­se­ri­cór­dia”, sa­cer­do­tes a quem ele dará au­to­ri­dade para per­doar mesmo os pe­ca­dos re­ser­va­dos à Santa Sé e pede aos bis­pos que os con­vi­dem e aco­lham (cf. n. 18). Ex­pressa o de­sejo de que a pa­la­vra do per­dão possa che­gar a to­dos e a cha­mada para ex­pe­ri­men­tar a mi­se­ri­cór­dia não deixe nin­guém in­di­fe­rente, em es­pe­cial os cor­rup­tos (cf. n.19). En­fim, o papa quer mos­trar que o co­ra­ção da ação mis­si­o­ná­ria da Igreja é o anún­cio da mi­se­ri­cór­dia como boa no­tí­cia.
  1. c) Jus­tiça e mi­se­ri­cór­dia
Em se­guida, a Bula passa a con­si­de­rar a re­la­ção en­tre jus­tiça e mi­se­ri­cór­dia: “Neste con­texto, não será inú­til re­cor­dar a re­la­ção en­tre jus­tiça e mi­se­ri­cór­dia. Não são dois as­pec­tos em con­traste en­tre si, mas duas di­men­sões duma única re­a­li­dade que se de­sen­volve gra­du­al­mente até atin­gir o seu clí­max a ple­ni­tude do amor” cf. (n.20). O papa re­flete a par­tir de vá­rias pas­sa­gens bí­bli­cas para con­cluir que a jus­tiça de Deus cul­mina no seu per­dão. No nú­mero 22 fala das in­dul­gên­cias, que no Ano Santo ad­quire uma re­le­vân­cia par­ti­cu­lar, mas não es­pe­ci­fica de forma de­ta­lhada sua prá­tica, como foi feito pelo Papa João Paulo II na Bula do Ano Santo do Ano 2000.
En­fim, é res­sal­tado que a mi­se­ri­cór­dia pos­sui uma va­lên­cia que ul­tra­passa as fron­tei­ras da Igreja relacionando-se com o ju­daísmo e o is­la­mismo os quais a con­si­de­ram um dos atri­bu­tos mar­can­tes de Deus (cf. n. 23).
Con­clu­são
A Bula volta-se fi­nal­mente para Ma­ria como mãe do rosto da Mi­se­ri­cór­dia que é seu fi­lho Je­sus. Ela é aos pés da cruz tes­te­mu­nha pri­vi­le­gi­ada da mi­se­ri­cór­dia: “A mãe do Cru­ci­fi­cado Res­sus­ci­tado en­trou no san­tuá­rio da mi­se­ri­cór­dia di­vina, por­que par­ti­ci­pou in­ti­ma­mente no mis­té­rio do seu amor” (n.24).
Po­de­mos con­cluir que esta Bula quer nos le­var por um ca­mi­nho que se ini­cia e con­clui com a mi­se­ri­cór­dia. Po­de­ría­mos di­zer que o Evan­ge­lho é o co­ra­ção da Sa­grada Es­cri­tura. As bem-aventuranças como o co­ra­ção do Evan­ge­lho. O man­da­mento do amor como o co­ra­ção das bem-aventuranças e a mi­se­ri­cór­dia como o co­ra­ção do man­da­mento do amor. “O se­gredo mais ín­timo de Deus é sua mi­se­ri­cór­dia” (S. Vi­cente de Paulo).
Em uma eco­no­mia sem co­ra­ção, em meio à cul­tura da morte e da glo­ba­li­za­ção da in­di­fe­rença a hu­ma­ni­dade clama por mi­se­ri­cór­dia e a Igreja deve sa­ber oferecê-la. In­ter­pre­tando o teó­logo Paul En­do­ki­mov que es­cre­veu que a be­leza sal­vará o mundo, po­de­mos di­zer que a mi­se­ri­cór­dia é a be­leza do rosto do Pai ma­ni­fes­tado em Je­sus Cristo: mi­se­ri­cor­diae vul­tus.
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Dom Pe­dro Car­los Ci­pol­lini
Bispo de Santo An­dré — SP
http://www.diocesesa.org.br/o-rosto-da-misericordia/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O maior inimigo da vida de oração

Não deixe que isso atrapalhe sua intimidade com Deus

Oração a Deus

Há uma grande escolha na vida cotidiana de oração: é a leviandade, a inconstância natural do homem.
Essa inconstância tem a sua origem na inteligência e engendra, quando não combatida, a apatia da vontade e termina infalivelmente na tibieza.
O espírito leviano é oposto ao espírito refletido. A inteligência superficial não permite à ideia penetrar em si e aí deitar raízes. Além disso, como está completamente coberta pelos matos dos pensamentos vãos, das preocupações fúteis e dos apegos às coisas criadas, a semente da graça, apenas recebida, é logo sufocada.
Uma alma leviana vive na superfície das coisas. Mesmo durante a oração, não reflete, não penetra a verdade proposta, não se prende à consideração das coisas do além.
Nunca foi tocada pelas máximas do Evangelho, pelas perfeições de Deus, pelos direitos imprescritíveis de seu soberano domínio, pelos pensamentos salutares dos santos.
Não considerou o amor do qual tem sido objeto por parte de Jesus, nem a alegria íntima que lhe poderia causar, por sua vez, dando-se a Ele, nem a glória eterna que uma pequena criatura poderia dar ao grande Deus da eternidade.
Tal alma também nunca pensou seriamente no perigo de não conseguir a sua salivação, nem no furor dos demônios contra ela, nem na indizível fraqueza humana, ante a tentação.
A alma irrefletida é, pois, semelhante a uma barqueta frágil, lançada sem leme no vasto oceano.
As ondas das impressões, dos acontecimentos, dos sucessos e dos contratempos, lançam-na continuamente para cá e para lá, chocam-se contra ela, empurram-na, sacodem-na em todos os sentidos, sem que ela possa resistir e, cedo ou tarde, acabará por soçobrar.
Assim, a alma leviana deixa vagar o seu espírito ao acaso. Não tem nem ordem nem nexo na sua vida, na sua oração e nas suas ocupações. Falta-lhe um fim único, uma ideia-mestra, um polo capaz de atrair e de fixar seus pensamentos, os seus desejos e toda a sua atividade.
Este polo é Jesus, o seu amor soberano. Mas a alma leviana não aproveitou o tempo para se deixar fascinar por Ele. Ainda não pôde impor-se o esforço de fixar o espírito nesse divino Mestre; nos mistérios da sua vida e nas torturas da sua morte. Também não alcançará a santidade.
Todavia, não confundamos essa infeliz disposição com o estado das almas sinceras, atormentadas sem descanso pelas distrações involuntárias, durante a meditação e os exercícios de piedade. Estas frequentemente sofrem bastante e às vezes deixam-se invadir pelo desânimo. Parece-lhes não poderem chegar a gozar do santo recolhimento tão necessário à sua santidade.
Almas confiantes: não vos causeis inútil mágoa! Podeis chegar à perfeição apesar de vossas distrações. Deus quis fazer para São Luís Gonzaga de libertá-lo de toda divagação do espírito durante a oração, mas teria podido também santifica-lo, inspirando-lhe simplesmente de tirar partido de sua fraqueza natural e dando-lhe a força de nunca se deter nas distrações voluntariamente.
Os maiores santos tiveram divagações do espírito e da imaginação, mas, como disse Cassiano, não deram mais importância a elas do que às moscas que esvoaçam ao redor de nós.
Segundo São Pedro Damião, o profeta Elias, que por sua oração impediu o céu de lançar um pingo de chuva durante três anos, não foi isento de distrações. É, com efeito, mais fácil, diz ele, fechar o céu do que nossa alma, e torna-la impenetrável às distrações (cf. Sermo In Vig. Nativ.).
Muitas vezes, as almas inexperientes imaginam orar mal por que têm uma divagação de espírito. Não sabem que as distrações são uma consequência da nossa instabilidade natural.
Recebemos de Deus uma vontade livre. É a soberana das outras faculdades. Mas seu império é imperfeito. Tem pouco poder sobre a imaginação, não pode evitar todas as apresentações, todas as lembranças do passado, não pode mesmo impor sempre um objetivo à inteligência.
A nossa inteligência, aliás, também é limitada. Inteiramente absorvida por uma ocupação, não a deixa facilmente para abordar outra. Quando a corda de um arco foi violentamente esticada, pode imediatamente recuperar sua primeira posição e cessar de vibrar?
Sem dúvida, a nossa inteligência é uma faculdade espiritual, mas tira seu objetivo dos sentidos, da imaginação. Não pode, pois, subtrair-se inteiramente às leis da matéria. A vontade nem sempre poderia, por uma simples ordem, a força-la à obediência.
A este motivo ajunta-se outro: um grande número de distrações provém da doença, da indisposição, da fadiga do corpo. Quando este está amolecido ou esgotado ou simplesmente mal disposto, a alma não se pode servir dele à sua vontade. Então as distrações molestam-na.
Que deve fazer, pois, a alma confiante perseguida pelas distrações?
Antes de tudo, de nada serve exasperar-se contra si, impacientar-se ou mesmo afligir-se. Nem o corpo, nem a alma são responsáveis pelas divagações.
É preciso transformar a necessidade em virtude, aceitar pela vontade o estado de impotência, alegrar-se perante Deus por ser incapaz por si só de todo bom pensamento, refugiar-se na alma da Santíssima Virgem, e encarrega-la de amar nosso Senhor no seu lugar. Ao mesmo tempo, é necessário levar a luta contra as distrações, com denodo e sem se cansar.
Assim que percebemos que a inteligência ou a imaginação fugiram, é necessário reconduzi-las com mansidão, porém resolutamente. Devêssemos recomeçar cem vezes durante uma meditação, sem nos queixarmos nem lamentarmos.
Cada olhar voluntário para Deus é um ato de amor, conquistado a ponta de espada. Cada um deles produz na alma o seu fruto, como sejam suaves colóquios com Deus.
Devemos persuadir-nos bem: a única coisa que desagrada a Deus é a vontade afastando-se d’Ele voluntariamente.
A distração, não aceita voluntariamente, não afasta a alma de Deus.
Não é pelas ideias que agradamos a Deus, mas pela conformidade da nossa vontade ao seu beneplácito.
Diante de Deus só a vontade vale, em bem ou em mal. Quem não chega a compreender esse princípio, nunca terá paz.
Deus não pode pedir contas do que está em nós, porque é justo. Não quer pedir-nos conta, porque é bom e cheio de misericórdia.
Se fosse a vontade de Deus ser servido sem distrações, ter-nos-ia dado uma natureza semelhante à dos anjos, uma natureza espiritual livre das necessidades do corpo e liberta de toda impressão sensível. Não o fez, encontrando tanta glória em ser adorado e amado por uma criatura feita de barro, como pelos puros espíritos livres de distrações.
É necessário mesmo, por delicadeza, não se queixar a Nosso Senhor de ter distrações involuntárias no seu serviço.
Queixar-se, afligir-se, significaria um desejo de ser diferente, e uma certa vergonha de estar sujeito às enfermidades humanas, o que insinuaria que serviríamos mais perfeitamente a Deus e com mais glória para Ele, se fôssemos anjos.
Não digamos isto! Não o pensemos; não contristemos Jesus fazendo-lhe crer que não estamos contentes.
Sirvamo-lo onde Ele nos colocou, de boa vontade, da maneira que uma criatura de barro pode servi-lo, porém com o coração alegre e o rosto sereno.
Demos-lhe a satisfação de fazer desse verme da terra um serafim de amor, chamado para ocupar dignamente seu lugar entre os mais elevados espíritos.
Que alegria para uma alma humildemente confiante ver as misérias da sua natureza humana e poder dizer-se objeto de uma solicitude infinita por parte de Deus todo poderoso; saber que esse soberano Senhor fica tão comovido vendo nossos pobres esforços para afastar as distrações como escutando o arrebatador concerto dos anjos no céu!
(Trecho retirado do livro: Almas Confiantes, José Schrijvers. Ed. Cultor de Livros)

domingo, 10 de janeiro de 2016

Os 25 segredos da luta espiritual que Jesus revelou a Santa Faustina

Como proteger-se dos ataques do demônio

<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=120197827&src=id" target="_blank" />Praying with a rosary</a> © Ruggiero Scardigno / Shutterstock

Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.
Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.
Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:
1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.
A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.
2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.
Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.
3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.
No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.
4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.
Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!
5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.
O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.
6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.
A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.
7. Não descuides as mortificações interiores.
A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.
8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.
Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.
9. Foge dos que murmuram, como se da peste.
A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.
10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.
11. Observa a Regra o mais fielmente possível.
Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.
12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.
Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.
13. Evita a dissipação.
Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.
14. Cala-te quando te repreenderem.
Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.
15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.
A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.
16. Não te desencorajes com a ingratidão.
Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.
17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.
A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.
18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.
Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.
19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.
20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.
Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.
21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.
Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?
22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.
Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.
23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.
Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).
24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.
Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.
25. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.
As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um cavaleiro!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.
Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.
* * *
Para guardar as palavras de Jesus:
“Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração e, na primeira oportunidade, conta-a ao confessor. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma. Não descuides as mortificações interiores. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor. Foge dos que murmuram, como se da peste. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
Observa a Regra o mais fielmente possível. E, se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer. Evita a dissipação. Cala-te, quando te repreenderem; não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança. Não te desencorajes com a ingratidão; não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo; quando o enfado e o desânimo bateram á porta do teu coração. Foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.” (D.1760)

http://pt.aleteia.org/2015/09/01/25-segredos-da-luta-espiritual-que-jesus-revelou-a-santa-faustina/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Sep%2002,%202015%2001:55%20am

Ele é que deve crescer e eu diminuir.



Antes de João Baptista, houve profetas santos em grande número, homens dignos de Deus, cheios do seu Espírito, que anunciavam o advento do Senhor e que testemunhavam a verdade. Porém, não se disse deles o que se disse de João Baptista: «Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista» (Mt 11,11). Porquê então esta grandeza, enviada antes daquele que é a própria grandeza? Para testemunhar a profunda humildade do precursor. 

Ele era tão grande, que o poderiam ter confundido com Cristo. Nada mais fácil [...] porque, sem que ele o dissesse, era o que pensavam aqueles que o ouviam e o viam. [...] Mas este humilde amigo do esposo, zelando pela honra do esposo, não pretende tomar o seu lugar como um adúltero. Ele dá testemunho do seu amigo, recomenda à esposa o verdadeiro esposo e tem horror a ser amado em seu lugar, porque apenas quer ser amado nele: «O amigo do esposo, que está a seu lado e o escuta, sente grande alegria com a voz do esposo.» 

O discípulo escuta o mestre; permanece de pé porque o escuta, pois se se recusasse a ouvi-lo a sua queda era certa. O que se destaca a nossos olhos da grandeza de João é que ele podia ser tomado por Cristo e, no entanto, preferiu dar testemunho de Jesus Cristo, proclamar a sua grandeza e humilhar-se, a passar pelo Messias e enganar-se a si próprio, enganando os outros. É, pois, com toda a justiça que Jesus diz que ele era mais do que um profeta. […] João humilhou-se perante a grandeza do Senhor, para merecer que a sua humildade fosse levantada por esta grandeza. […] «Eu não sou digno», diz, «de Lhe desatar as correias das sandálias» (Mc 1,7) 

@catholici ⛪️

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

35 ideias para viver a misericórdia no dia a dia

Escolha uma por dia e espalhe misericórdia pelo mundo!

Helping hands

  1. Resista ao sarcasmo, que é o oposto da misericórdia.
  2. Compartilhe algum bem com os mais necessitados.
  3. Telefone para uma pessoa solitária, sobretudo se você conhece a razão da sua solidão.
  4. Escreva e envie uma carta de perdão a alguém.
  5. Planeje uma mini peregrinação.
  6. Adote um comportamento responsável na internet.
  7. Seja generoso o bastante para permitir que alguém o ajude. As pessoas precisam se sentir úteis.
  8. Ofereça-se para ajudar alguém a cuidar das crianças ou na cozinha.
  9. Segure sua língua.
  10. Ofereça-se para fazer as compras para alguém que não pode sair de casa.
  11. Ajude uma pessoa carente (uma refeição, uma doação etc.).
  12. Ao compartilhar uma refeição, escolha o menor pedaço para você.
  13. Ofereça-se para levar um idoso à missa.
  14. Desligue um pouco o celular e preste mais atenção nas pessoas à sua volta.
  15. Aproveite alguma liquidação para comprar algo útil para alguém que precise.
  16. Leia a encíclica “Dives in Misericordia”, de João Paulo II.
  17. Peça perdão a alguém pessoalmente.
  18. Faça a lista dos seus “inimigos” e reze por eles diariamente.
  19. Sorria, diga “bom dia” e puxe um papo agradável com desconhecidos.
  20. Ofereça algo de que você realmente gosta a alguém que vá valorizar isso.
  21. Responda às provocações com o respeito que você gostaria de testemunhar.
  22. Faça uma visita a Jesus Eucaristia durante a semana.
  23. Quando uma conversa baixar de nível, procure mudar de assunto.
  24. Visite um asilo para ler, cantar ou simplesmente fazer companhia aos idosos.
  25. Visite um cemitério e reze um terço pelos defuntos.
  26. Faça um retiro espiritual ou dedique uma tarde ao recolhimento interior.
  27. Faça uma boa confissão.
  28. Convide alguém para rezar com você.
  29. Abençoe alguma pessoa.
  30. Participe de alguma atividade organizada pela sua paróquia.
  31. Compartilhe sua história de fé com alguém.
  32. Ofereça sua hospitalidade a alguém que você não convidaria espontaneamente.
  33. Pague o estacionamento ou pedágio para quem estiver atrás de você na fila.
  34. Leia Bento XVI e surpreenda-se.
  35. Reze pelas almas do purgatório.
http://pt.aleteia.org/2015/12/19/35-ideias-para-viver-a-misericordia-no-dia-a-dia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Dec%2019,%202015%2003:56%20am

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Padre argentino oferece seus serviços em praça pública e comove redes sociais

“Estou feliz de fazê-lo. A ideia foi melhorando pouco a pouco com a oração e chegou o momento de fazê-lo. Se Ele ilumina algo, devemos fazer!”
Padre_Marcelo

Há duas semanas, tornou-se viral nas redes sociais a foto de um sacerdote que aparece sentado em um banco confessando na rua. Atrás dele, está um cartaz colado no poste onde escreveu: “Sou o Padre Marcelo. Confissões, bênçãos e conselhos”.
Pe. Marcelo de Benedectis, pároco da Paróquia São Tiago Apóstolo e São Nicolau, localizada na província de Mendoza (Argentina), começou a confessar na rua desde o dia 23 de dezembro e permaneceu durante esta semana recebendo as pessoas nos bancos localizados em frente ao templo nos horários de confissão.
Em declarações ao Grupo ACI, o Pe. Marcelo disse que esta é a primeira vez que confessa na rua. “Estou feliz de fazê-lo. A ideia foi melhorando pouco a pouco com a oração e chegou o momento de fazê-lo. Se Ele ilumina algo, devemos fazer!”.
Com relação aos motivos desta iniciativa, o sacerdote assinalou que o Ano da Misericórdia foi um deles. Também o influenciou o chamado do Santo Padre para sair às periferias. “É algo (próprio) do Papa Francisco e o que me ilumina muito é saber que Deus habita na cidade e ali fui encontrá-lo”, indicou.
“Como isto foi algo novo, não houve a possibilidade de chamar outros sacerdotes. Mas me ligavam e me exortavam a continuar”, contou o sacerdote e assinalou que não sabe se alguém mais fez o mesmo em outros lugares.
Por outro lado, o Pe. Marcelo comentou que ficou surpreso que sua foto confessando na rua se tornasse viral na Internet e que isto lhe mostrou a “necessidade que o povo de Deus tem de receber a graça de Jesus, da presença dos seus sacerdotes e da palavra que podemos e devemos comunicar”.
“Quanto bem podemos fazer com um gesto tão simples e natural. Acho que a força deste acontecimento está em sua autenticidade e simplicidade. É a forma de atuar que nos ensina Jesus”, disse ao Grupo ACI.
A respeito desta experiência, o sacerdote disse que foi “muito bonito e consolador. Primeiro pelo encontro com as pessoas que moram em nossas cidades e com tudo o que levam em seus corações e o peso que carregam. Também pelo carinho para com os sacerdotes quando estão ao serviço do povo de Deus”.
O presbítero ressaltou que as pessoas precisam muito da confissão e neste sacramento “Cristo nos toca, nos cura, nos dignifica, enche de sentido nossa vida enchendo-a de paz, confiança e serenidade”.

(via ACIdigital)

http://pt.aleteia.org/2016/01/05/o-exemplo-do-padre-argentino-que-ofereceu-seus-servicos-em-praca-publica-e-comoveu-as-redes-sociais/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Jan%2005,%202016%2010:52%20pm

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