PEQUENO VOCABULÁRIO LITURGICO



ABRAÇO DA PAZ
É um gesto de reconciliação e amizade. O presidente da celebração convida os fiéis para
saudarem-se uns aos outros, cada um conforme a sua intimidade. Pode ser um aperto de mão, um beijo ou um
abraço. Não é preciso abraçar a todos os presentes, principalmente quando a assembléia é muito numerosa. É um
gesto simbólico, que representa o efeito da presença de Cristo no meio de nós. Por isso cumprimentar as pessoas
mais próximas, ou aquelas com quem devemos fazer as pazes, é o suficiente, quer dizer que estamos cumprindo
a ordem de Jesus (Mt 5,23-24).
Para dar o abraço da paz é preciso esperar a iniciativa do presente, pois não é um gesto obrigatório,
isto é, não precisa ser feito em todas as celebrações.
ACLAMAÇÃO
Aclamação ao Evangelho é o canto que vem antes da proclamação do Evangelho. A letra
cantada deve combinar com o tema ou assunto do Evangelho. Deve ser cantada pela assembléia toda, e não
apenas pelos músicos. Ao menos o refrão deve ser cantado por todos. Quando a música não é muito conhecida, a
assembléia pode cantar aleluia como refrão. Só não se canta aleluia no tempo da Quaresma. A aclamação ao
Evangelho é sempre cantada de pé.
Em diversos outros momentos da liturgia, quando todos os fiéis participam respondendo
Amém ou professando sua fé com fórmulas em que a assembléia se une numa única expressão, ocorre também
uma aclamação. Por exemplo: o Santo, a resposta após a Oração Eucarística, as respostas depois do Pai-Nosso e
outras. É um jeito solene de falar, em sinal de admiração pelo amor de Deus que se revela na criação, na Palavra
e no mistério do nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo.
ACOLHIDA
É um gesto de boas vindas feito pelo presidente da celebração, logo depois da entrada. O
presidente cumprimenta a assembléia, recebendo a todos com alegria. Mesmo que ele fale com as próprias
palavras, sem ler nenhum livro ou folheto preparado antes, a assembléia responde: “Bendito seja Deus que nos
reuniu no amor de Cristo”. Os próprios fiéis devem também acolher as pessoas que vão chegando para
celebrar, antes mesmo de começar a Missa ou outro encontro da Igreja. Isso faz as pessoas se sentirem melhor,
renova as amizades e fortalece a união na comunidade.
ACÓLITO
É a pessoa que ajuda o presidente da celebração diretamente no serviço do altar. Quando a
pessoa é admitida pelo Bispo para esse serviço, recebe um ministério e se chama acólito. Quando a pessoa ainda
está se preparando ou tem pouca idade, usa o nome de coroinha, mas o serviço é o mesmo. É ele que providencia
os objetos que serão usados na celebração e fica à disposição para as tarefas que o ministro pedir.
ADVENTO
É o tempo do ano litúrgico que vem antes do Natal. Significa “chegada” ou “está chegando”. É
uma preparação para a festa do Natal. Começa quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro.
A cor dos paramentos do sacerdote ou do diácono no tempo do Advento é roxa, porque é um tempo de
penitência em que os fiéis se propõem a mudar de vida, preparando-se para acolher Jesus que nasce. Uma
exceção é a cor usada no terceiro Domingo, chamado Gaudete: neste dia a cor pode ser rosa.
ÁGUA
É sinal de vida e purificação. É um símbolo indispensável na celebração do Batismo e da
Eucaristia. Na Missa deve estar numa jarra junto à bacia, para o presidente da celebração lavar as mãos. Não
deve faltar nas galhetas, ao lado do vinho. Nas bênçãos e atos penitenciais solenes, a água é aspergida sobre os
fiéis com o aspersório ou com ramos verdes. Deve ser água bem limpa, renovada a cada celebração. A água que
sobra pode ser distribuída entre os fiéis ou posta em vasos de plantas, nunca jogada no esgoto, como água suja,
porque é um sinal sagrado. A gota d’água colocada no cálice com o vinho simboliza a humanidade unida
indissoluvelmente com Cristo, como a água com o vinho, para juntos serem oferecidos ao Pai.
ÁGUA BENTA
É um dos chamados “sacramentais”, isto é, sinal sagrado instituído pela Igreja para despertar
sentimentos de fé e amor. É a mesma água da torneira abençoada pelo sacerdote para ser usada como sinal de
purificação pelas pessoas nas igrejas e nos lares. A bênção da água é rito significativo e solene na Vigília Pascal.
A água é abençoada também na celebração do Batismo, em rito menos solene.
ALELUIA
É uma expressão de alegria, por isso deveria ser sempre cantado. É uma forma de aclamação
ao Evangelho. O Sábado anterior ao Domingo de Páscoa é chamado de Sábado de aleluia, porque anuncia a
alegria da ressurreição. É nesse dia que se canta com mais entusiasmo e alegria, porque durante a Quaresma não
foi cantado em nenhuma celebração.
AMBÃO
É o mesmo que estante, suporte onde se coloca o lecionário, a Bíblia ou outros livros de uso
litúrgico que são usados na celebração. É chamado também Mesa da Palavra.
ÂMBULA
Também chamada cibório ou píxide. É uma espécie de tigela ou vaso de boca larga, com
tampa, quase sempre com aparência de cálice, de metal, madeira ou vidro, que serve para depositar as hóstias.
Quando está com hóstias consagradas, deve ser tampada e guardada no sacrário.
ALTAR
Mesa onde se celebra a Eucaristia. É símbolo de Cristo e deve estar sempre coberto com uma
toalha branca e limpa. Sobre ele podem estar acesas velas e colocada uma cruz, se no lugar não existir um
crucifixo. As flores devem ser colocadas ao lado do altar, e não sobre ele. Evite-se também fazer do altar
depósito de chaves, folhetos, caixa de fósforos, óculos, livros de avisos e tudo o mais que não é próprio da
celebração ou digno do altar. Para não deixar no altar o que não deve estar ali, existe uma mesinha auxiliar,
chamada credencia. - Na hora de preparar as ofertas, o presidente da celebração estende sobre a toalha o
corporal e sobre ele coloca o cálice, a patena e o cibório. As galhetas ficam sobre o altar apenas o tempo
necessário para o uso, até o término da comunhão, do lado direito. Do lado esquerdo fica o missal.
AMÉM
É a resposta de quem acredita no que foi dito antes. É uma aclamação que quer dizer “sim”,
“assim seja”, “com certeza” ou “estou de acordo”. - Por essa expressão nos unimos à oração do presidente da
celebração, confirmando o que ele disse, concordando com suas palavras. Não pode ser esquecido na resposta á
doxologia (Por Cristo, com Cristo...) e na hora da comunhão, antes de colocar a hóstia na boca.
ANO LITÚRGICO
Um ano tem 365 dias. Na vida civil o ano começa no dia primeiro de janeiro e termina em 31
de dezembro. Na liturgia é diferente. O ano da Igreja começa com o Advento, quatro domingos antes do Natal, e
termina com a festa de Cristo Rei, no último Domingo antes do Advento. O calendário da vida comum é
marcado pelo tempo dos movimentos da terra. O calendário litúrgico é marcada pela história da salvação. O ano
litúrgico é dividido em tempos, conforme o assunto que é celebrado, os tempos são chamados: Advento, Natal,
Tempo Comum, Quaresma e Páscoa. Conforme o tempo, os paramentos do sacerdote têm uma cor que simboliza
o sentido de cada aspecto celebrado.
ASPERSÃO ou ASPERGES
É o rito pelo qual o presidente da celebração joga água benta sobre os fiéis, lembrando o nosso
Batismo. Esse gesto pode substituir o ato penitencial na Missa. É um gesto que acompanha a bênção. As pessoas
ficam de pé.
ASPERSÓRIO
Objeto de metal em forma de pequeno bastão com o qual o ministro borrifa água sobre os fiéis,
pronunciando a bênção ou oração de perdão. A água pode ficar num baldezinho, chamado “caldeirinha”.
ASSEMBLÉIA
É o povo reunido para celebrar, o conjunto de pessoas unidas na mesma fé em Jesus Cristo que se
organizam para louvar a Deus e dele receber graças. A participação da assembléia na liturgia deve ser ativa, não
deve ser apenas espectadores e ouvintes mas mostrar sua presença.
ATO PENITENCIAL
Rito de pedido de perdão que faz parte da Missa. É recitado ou cantado, logo após a acolhida e
antes do Glória, a assembléia fica de pé, em um convite ao exame de consciência de cada um ao arrependimento.
BÁCULO
Bastão em forma de cajado usado pelo Bispo como sinal de que ele é o pastor, representante de
Cristo, o Bom Pastor, que guia as ovelhas, ou seja, os fiéis.
Quando celebra, o Bispo segura o báculo na entrada, durante a proclamação do Evangelho, na
homilia e durante a oração do Creio ou profissão de fé. Nos outros momentos fica na mão do coroinha ou
acólito.
BATISMO
O primeiro sacramento pelo qual Deus nos chama a participar da Igreja como seus filhos, unidos à
vida de Cristo. Celebrando o Batismo, a pessoa se compromete a ser fiel a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, na
Igreja.
Deve ser celebrado conforme o rito próprio depois da preparação de pais e padrinhos e catequese
bem cuidada para os adultos, conforme a organização da paróquia. Em caso de necessidade, porém, qualquer
pessoa pode e deve batizar, despejando água sobre a cabeça de quem está sendo batizado, pronunciando o seu
nome enquanto diz: Fulano, “eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
O batizado de cada pessoa é uma festa para a comunidade e a sua celebração deve ser bem
preparada: leituras e cantos próprios, círio aceso, água limpa na jarra, bacia, toalhas e velas para cada batizando,
óleo para unção, registro no livro da paróquia com os dados da pessoa, dos pais e padrinhos.
A pessoa só se batiza uma única vez.
BENÇÃO
É um sinal pelo qual se invocam as graças de Deus sobre uma pessoa, animal, lugar ou objeto. É
acompanhado pelo gesto de abençoar, que pode ser o sinal-da-cruz, a aspersão de água ou a imposição das mãos.
Há algumas bênçãos que são próprias do Bispo e dos sacerdotes, outras podem ser presididas por ministros
leigos. Os pais e padrinhos têm o dever de abençoar seus filhos e afilhados, sem rito especial, sem formalidades;
no entanto, a bênção diante da comunidade deve obedecer ao rito próprio, conforme a ocasião.
BÍBLIA
Conjunto de livros da Palavra de Deus, formado pelo Antigo e Novo Testamento. A liturgia
celebra o que a Bíblia revela. O livro da Palavra de Deus está presente em todas as celebrações como sinal do
amor de Deus comunicado aos homens.
BISPO
É o responsável pela vida de fé da Igreja em cada diocese. É o pastor que guia, anima e mantém
unido o povo. Deve ser recebido como um pai e amigo sempre que visitar a comunidade. Os sinais de seu
ministério são o báculo, a mitra, a cruz peitoral. Em celebrações sem solenidade usa apenas o solidéu.
BRANCO
Cor que significa pureza e alegria. É a cor dos paramentos no tempo da Páscoa, do Natal, da festa
de alguns santos, nos Batismos e casamentos.
Nada impede que as pessoas usem roupa de qualquer cor no Batizado, Crisma e Primeira
Comunhão, mas devem ser orientadas em uma boa catequese, para mostrarem por fora, na maneira de vestir, que
estão com o coração limpo para um encontro com Jesus.
A toalha do altar, o corporal e o sanguinho devem ser sempre brancos e estar bem limpos
CADEIRA OU CÁTEDRA
Daí vem a palavra catedral. É o lugar de onde o Bispo fala oficialmente, no exercício de sua
autoridade de pastor, sucessor dos apóstolos.
CÁLICE
É uma taça de metal ou outro material nobre, onde se coloca o vinho que vai ser consagrado na
Eucaristia ou Missa.
CANTO
O canto é sinal de festa e alegria. Ele faz parte da celebração, por isso deve ter uma letra que
combine com o assunto das leituras e do tempo litúrgico. Cantar é uma maneira de rezar, por isso toda a
assembléia canta, participando da oração. Ninguém vai á Missa para ouvir outra pessoa cantar ou tocar. Devem
ser escolhidos cantos que todos possam cantar.
CATEDRAL
É a igreja principal de uma diocese, a matriz das demais igrejas ou paróquias. É a sede ou sé de
cada igreja particular, onde normalmente o Bispo celebra e santifica o povo que lhe é confiado.
CELEBRAÇÃO
É o encontro festivo dos fiéis para fazer memória dos acontecimentos passados da vida de Jesus,
comemorar sua presença no meio de nós hoje e antecipar a alegria do encontro mais completo no futuro.
A festa é celebrada por meio da Palavra e de sinais sensíveis na liturgia.
CIBÓRIO
É o mesmo que âmbula. Pequena tigela de metal com tampa, onde são colocadas as hóstias.
CINZAS
Sinal de penitência e conversão. Lembram-nos duas realidades: somos pecadores e somos pó,
passageiros. As cinzas são colocadas na testa de cada pessoa, na Quarta-feira de Cinzas, depois do carnaval,
quando começa a Quaresma. O presidente da celebração faz o sinal-da-cruz na testa de cada fiel e diz:
“Convertei-vos e crede no Evangelho”. A pessoa responde: “Amém”. As cinzas são feitas das palmas usadas no
Domingo de Ramos do ano anterior.
Quando se celebra a imposição das cinzas, é preciso providenciar água, sabonete e toalha para o
ministro lavar as mãos antes de continuar a celebração.
CÍRIO PASCAL
Grande vela de cera que representa Cristo Ressuscitado. É aceso pela primeira vez na Vigília
Pascal. Deve ser preparado com antecedência para estar bem visível o desenho da cruz, as letras A e Z, primeira
e última do alfabeto, que simbolizam Cristo, princípio e fim, e os números do ano, lembrando a história da
salvação e o tempo decorrido desde a vinda de Cristo. Na cruz são fixados cinco cravos, feitos de pregos
cobertos de cera misturada com incenso. Cada um deles representa uma das chagas de Jesus.
O círio deve ser colocado próximo ao altar, durante o tempo de Páscoa, levado em procissão nas
Missas solenes e estar em destaque nas celebrações do Batismo e Crisma. É na chama do círio que são acesas as
velas dos batizados, para simbolizar a nova vida de ressuscitados em Cristo.
COLETA
Oração que encerra o rito de entrada da Missa. O presidente da celebração convida os fiéis a
rezar, esperando um tempo para que, em silêncio, cada um lembre os motivos por que veio celebrar. Após a
invocação (o que o ministro fala), todos respondem: “Amém”.
Coleta pode significar também gesto de recolher as ofertas e esmolas destinadas a atender as
necessidades da paróquia e da comunidade.
COMENTARISTA
Pessoa que motiva a assembléia para o assunto da celebração e das leituras. Deve falar com
clareza e suficiente entusiasmo a fim de chamar atenção para a Palavra, e não para a sua própria pessoa. Deve
evitar falar mais do que o presidente ou fazer comentários de improviso, sem preparação.
COMUNHÃO
É o momento da celebração, logo após o canto do Cordeiro de Deus, em que os fiéis recebem o
corpo e sangue de Cristo. Recebemos Cristo inteiro, seja quando a comunhão é dada apenas na partícula de pão –
a hóstia consagrada - , seja quando é dada nas duas espécies – pão e vinho.
Os fiéis seguem em procissão. Quando chegaram junto ao ministro, estendem a mão esquerda
aberta, onde ele coloca a hóstia, dizendo: “O Corpo de Cristo”. A resposta dos fiéis é “Amém”. Com a mão
direita deve-se levar a hóstia até a boca. Depois, em atitude de recolhimento, volta-se para o lugar, ficando
sentado ou de joelhos.
Durante a procissão, a assembléia canta um hino apropriado para o momento. Os coroinhas ficam
ao lado do ministro, atentos para que não caia no chão alguma hóstia nem saia alguém com a hóstia na mão, sem
comungar.
Logo após a comunhão faz-se silêncio.
CONFISSÃO
Sacramento do perdão. Depois de um cuidadoso exame de consciência e sincero arrependimento, o
cristão declara seus pecados ao sacerdote, que, em nome de Cristo, dá o perdão. A confissão ou penitência é o
sinal da misericórdia de Deus que, pela morte e ressurreição de Cristo, nos liberta do mal. A Igreja pede que o
cristão se aproxime desse sacramento sempre que estiver arrependido de Ter ofendido gravemente a Deus ou
pelo menos uma vez por ano.
COR
A cor das vestes identifica o sentido da celebração e o tempo litúrgico. O roxo é a cor do tempo do
Advento e da Quaresma, como sinal de conversão e penitência; o branco é sinal de festa, pureza e alegria, usado
no Natal e na Páscoa; o verde no tempo Comum, como sinal de esperança no caminho e vida do povo para o
encontro com Deus; vermelho na festa de Pentecostes e nas festas dos santos mártires, como sinal do Espírito
Santo e do sangue derramado pela fé. Em duas ocasiões pode ser usada a cor rosa: no terceiro Domingo do
Advento e no quarto Domingo da Quaresma. Nas celebrações marianas pode ser usada a cor azul.
CORDEIRO DE DEUS
Canto logo após o abraço da Paz. Deve ser iniciado pela assembléia. O cordeiro é símbolo da
vítima oferecida a Deus no sacrifício da Páscoa. Na Missa ou Eucaristia o cordeiro é Cristo, que morreu na
cruz e ressuscitou para salvar os homens.
COROINHA
É um menino, menina ou jovem que ajuda o presidente da celebração junto ao altar. Deve
movimentar-se com atenção e seriedade, pois o seu serviço é uma forma de oração. Não deve esquecer que toda
a assembléia está olhando para ele e pode se distrair se ele estiver rindo, bocejando ou fazendo caretas. Deve
conhecer bem os gestos e respostas da celebração.
CORPORAL
Pano branco, quadrado, com aproximadamente 50 cm de lado, que no momento da apresentação
das ofertas é colocado no centro do altar, sobre a toalha. Na hora da preparação das ofertas o sacerdote abre o
pano, que estava dobrado, e sobre ele coloca o cálice, a âmbula e a patena. Chama-se corporal porque sobre ele
será colocado o corpo de Cristo nas espécies de pão e vinho. Também deve ser usado o corporal sobre o altar
quando se faz adoração ao Santíssimo, e sobre a mesa quando se leva a comunhão aos doentes. As equipes de
liturgia devem orientar com zelo sobre o modo de lavar o corporal e o sanguinho, porque ali ficam partículas
consagradas.
CREDENCIA
Pequena mesa que fica perto do altar onde é depositado todo o material que será usado na
celebração, enquanto não está no altar: cálice, galhetas, âmbula, missal etc. Deve estar coberto com uma toalha
branca limpa.
CREIO OU CREDO
Oração que é chamada símbolo de fé, porque resume a fé em Cristo, Trindade e naquilo que a
Igreja ensina. Deve ser rezado de pé, logo após a homilia. Pode ser recitado, cantado ou dialogado. Não pode
faltar na Missa de Domingo, nas solenidades, na celebração do Batsmo, da Crisma e da Primeira Comunhão.
CRISMA
Sacramento que celebra nossa firmeza na fé professada no Batismo e da qual damos testemunho
como adultos. É chamado também Confirmação. O ministro da Crisma é o Bispo. Ele impõe as mãos, assinala a
testa com o sinal-da-cruz, unge o fiel com óleo consagrado na Quinta-feira Santa e abraça o crismando. Em
algumas circunstâncias, o Bispo delega a um padre o encargo de administrar a Crisma.
CRUZ
Sinal do cristão, porque foi na cruz que morreu Jesus. Com a mão aberta e os dedos unidos, o sinal
é feito na testa, no peito, depois no ombro esquerdo e no direito, dizendo: “Em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Amém”. Com este sinal o cristão inicia o seu dia e todas as celebrações. Deve ser feito sem presa
e com respeito.
Nas procissões a cruz vai à frente, mesmo que se trate de louvor a Nossa Senhora ou em honra de
um santo.
No altar ou no lugar onde acontece a celebração não deve faltar a cruz.
Na Sexta-feira Santa a cruz é coberta com um pano vermelho e exposta à veneração do povo.
Depois de descoberta, os fiéis beijam piedosamente a cruz.
DIÁCONO
É uma pessoa ordenada para servir a comunidade. È um ministro que recebe um sacramento e
tem funções próprias na liturgia, como proclamar o Evangelho, fazer o sermão, algumas orações em nome do
povo e despedir a assembléia no final da celebração, quando o presidente é um sacerdote. Na falta de sacerdote
ele preside a celebração.
ESTOLA
Sinal do serviço sacerdotal. É uma tira de pano que passa atrás do pescoço do padre e fica com as
pontas retas, caídas na frente do corpo. Sua cor é determinada pelo tempo litúrgico. O diácono usa a mesma
estola, atravessada em diagonal no corpo.
EUCARISTIA
Eucaristia quer dizer ação de graças. É o jeito que o cristão agradece pelo amor do Pai que nos deu
seu Filho para nos salvar. É o maior dos sacramentos, em que o próprio Cristo está presente. Como celebração, é
o mesmo que Missa. È também Comunhão, gesto pelo qual nos alimentamos com o corpo de Cristo presente nas
aparências de pão e vinho. A comunhão aumenta e significa a união com Deus e o próximo, realizando na vida o
amor que recebemos.
Considerando a grandeza desse mistério, é preciso verificar antes da celebração:
1 . quanto às pessoas: comentarista, leitores, músicos preparados e entrosados com o presidente da
celebração;
2 . quanto aos objetos: toalha no altar, velas acesas, galhetas com água e vinho, cálice coberto com
a pala, hóstias na âmbula, patena com a hóstia grande, corporal limpo, sanguinho e toalha para secar as mãos,
missal e lecionário.
Depois da Missa: guardar os objetos limpos. Recolher o que precisa ser lavado. Agradecer ao
ministro e começar a preparar a próxima celebração.
EVANGELHO
É uma parte da Bíblia, no Novo Testamento, Palavra de Deus transmitida pelos apóstolos e escrita
conforme os ensinamentos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Quer dizer boa nova, pois o nascimento, vida,
sofrimento, morte e ressurreição de Jesus são uma boa notícia para todos os homens.
A Palavra de Deus é sinal de presença de Cristo e deve ser proclamada em toda celebração. A
assembléia escuta de pé.
O livro em que estão escritos apenas os evangelhos chama-se evangeliário e pode ser levado em
procissão antes da proclamação.
FOGO
Sinal de luz, calor, purificação e amor.
É símbolo de Cristo, representado no círio, aceso no fogo da celebração da Vigília Pascal. É
símbolo do amor de Deus, o Espírito Santo, porque foi em forma de línguas de fogo que desceu sobre os
apóstolos no dia de Pentecostes (At 2).
GALHETAS
Duas jarras pequenas, de vidro, colocadas sobre uma bandeja com alça, onde estão,
separadamente, a água e o vinho, que vão ser usados na celebração.
Ficam sobre a credencia até o momento da preparação das ofertas, quando o coroinha as leva para
o altar.
GENUFLEXÃO
Gesto de dobrar um dos joelhos, ao entrar na igreja ou diante do sacrário e do Santíssimo. Pode ser
substituído por uma reverência quando se está em procissão.
GLÓRIA
É um louvor às três pessoas da Santíssima Trindade cantando ou recitado, depois do ato
penitencial, nas Missas de domingo e solenidades.
No tempo de Advento e Quaresma não se reza o Glória.
HÓSTIA
Assim se chama o pão que é oferecido no altar e se transforma em corpo de Cristo, partido em
comunhão na Missa. A hóstia maior fica na patena e é partida pelo sacerdote antes da comunhão, enquanto o
povo canta Cordeiro de Deus. Na adoração do Santíssimo fica no ostensório.
As hóstias pequenas, antes da consagração, ficam na âmbula, e depois da consagração são
distribuídas aos fiéis. Mesmo partidas, são o próprio corpo de Cristo e por isso o ministro, os acólitos e coroinhas
devem tomar todo o cuidado para evitar que pessoas não preparadas levem a hóstia na mão, sem comungar. Se
cair no chão, deve ser consumida por um deles. Se estiver suja, poderá ser dissolvida em água. Se sobrarem
hóstias consagradas, devem ser guardadas no sacrário.
Os ministros que servem os doentes levam as hóstias na teca.
INCENSO
Sinal de festa e oração. É um perfume que sobe com a fumaça produzida por pequenos grãos
colocados sobre brasas no turíbulo.
Os grãos são feitos de uma goma perfumada extraída de árvores. Aquecidos pelas brasas do
turíbulo, exalam suave perfume que subirá ao ar, como a oração dos fiéis sobe até Deus.
O coroinha é responsável por encher a naveta com incenso. Durante a celebração, o presidente
retira uma porção de incenso da naveta e a coloca no turíbulo. Nas Missas solenes são incensados o altar, o
Santíssimo, o Evangelho e a assembléia.
JEJUM
É um gesto de penitência. Representa que o homem está livre das coisas materiais e quer se
converter a Deus, deixando de comer ou beber durante um certo tempo, como fez Jesus.
Na Quaresma a Igreja pede que se faça jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa,
conforme o quarto mandamento da Igreja. Além desses dias, a pessoa pode fazer jejum em qualquer dia do ano,
por um tempo que não prejudique a saúde, sempre tendo em conta o que Jesus disse a respeito dessa prática (MT
5,16ss).
Para comungar, é preciso estar em jejum pelo menos uma hora antes da comunhão.
LECIONÁRIO
Livro com as leituras próprias para cada dia do ano litúrgico. Nele estão em seqüência a primeira
leitura, o salmo, a segunda leitura e o Evangelho próprio para a Missa de cada dia do ano. Há lecionários
próprios para os domingos, para as celebrações eucarísticas durante a semana e para as festas dos santos.
LITURGIA
Ação sagrada da Igreja, pela qual os fiéis glorificam a Deus e são santificados por ele, em Cristo,
através de ritos sensíveis.
O Concílio Vaticano II trata da liturgia na Constituição “Sacrosanctum Concilium” , mencionada
nos livros com a abreviatura SC.
A Missa ou celebração da Eucaristia é o ponto alto da liturgia.
MISSA
Celebração do sacramento da Eucaristia. Foi chamada desde o início pelos primeiros cristãos de
Eucaristia, Fração do Pão ou Ceia do Senhor. Quando a celebração era em latim, o sacerdote despedia-se dos
fiéis dizendo: “Ite, missa est”, que quer dizer: “Ide, enviados” ou “Ide, a missão foi dada” . O ministro despede
os fiéis e os envia a realizar a missão que recebemos. Aquilo que Cristo nos propõe no Evangelho devemos
realizar no mundo: Testemunhar o seu amor.
MITRA
Um dos símbolos do Bispo. É um chapéu alto, terminado em ponta, com duas tiras caídas atrás. O
Bispo a usa nas celebrações solenes.
NAVETA
Pequeno recipiente com tampa, em forma de açucareiro, alongado, onde se guarda o incenso. Tem
o feitio de um barquinho e nela o coroinha põe o incenso que depois o ministro colocará no turíbulo.
ÓLEO
È sinal de força e coragem. Na Quinta-feira Santa, óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo)
é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.
Sempre que houver celebração com óleo, deve estar à disposição do ministro uma jarra com água, bacia,
sabonete e toalha para as mãos.
PALA
Pequeno cartão quadrado, coberto de tecido branco, que serve para proteger o cálice
durante a celebração da Eucaristia.
PARAMENTOS
São roupas solenes, vestes usadas na celebração. O sacerdote usa túnica branca e estola conforme
a cor do tempo litúrgico. Nas Missas festivas usa a casula da mesma cor. O ministro da Eucaristia deve usar
túnica ou casaco, conforme as normas diocesanas.
PATENA
Pequeno pratinho de metal em que o sacerdote coloca as hóstias para consagrar.
PENITÊNCIA
Há três modos normais de fazer penitência: Oração, Jejum e Esmola. O Advento e a Quaresma são
tempos de penitência, simbolizada na cor roxa dos paramentos. As cinzas são sinal de penitência. Chama-se
também penitência o Sacramento da Confissão ou perdão dos pecados.
QUARESMA
Tempo que dura quarenta dias e vai desde a Quarta-feira de Cinzas até o sábado na véspera do
Domingo de Ramos. A cor dos paramentos é roxa, sinal de penitência e humildade. A penitência da Quaresma
deve ajudar a conversão. No quarto domingo da Quaresma os paramentos podem ser de cor rosa, antecipando a
alegria da ressurreição.
Durante a Quaresma não se reza ou canta o Glória nem Aleluia.
RAMOS
Domingo em que começa a Semana Santa. Nele se celebra a entrada de Jesus em Jerusalém (Mc
11,1-10). Como lembrança daquele dia, os fiéis levam ramos bentos. Os ramos em geral são de folhas de
palmeira. Nesse dia pode-se fazer uma procissão logo após a bênção dos ramos, antes da Missa.
A cor dos paramentos é vermelha.
RITO
É o conjunto de sinais, símbolos, gestos, palavras e tudo o que acontece na celebração a fim de
expressar uma realidade que não se vê.
ROXO
Cor litúrgica dos tempos de Advento e da Quaresma. É sinal de penitência, humildade e
conversão.
SACERDOTE
O mesmo que presbítero ou padre. É o ministro ordenado que serve a comunidade. É ele que está
investido do poder de presidir a Eucaristia, consagrando o pão e o vinho, e de conceder o perdão sacramental,
agindo em nome de Jesus Cristo.
SACRAMENTO
São celebrações sagradas que realizam de modo sensível aquilo que Deus faz por meio de Cristo
na Igreja, com a participação dos fiéis para que aproveitem as graças que ele dá. Os sacramentos da Igreja são
sete: Batismo, Crisma, Eucaristia, Penitência, Matrimônio, Ordem e Unção dos Enfermos.
SACRÁRIO
Pequeno cofre sagrado em que é depositada a âmbula com as hóstias consagradas. Deve ser
fechado com chave que fica sob responsabilidade do sacerdote ou ministro extraordinário da Eucaristia. Deve ser
mantido sempre muito limpo. Diante dele se faz genuflexão. Uma lâmpada acesa indica a presença de Jesus.
SANGUINHO
Pequena toalha branca, mais comprida do que larga, que seca o sangue de Cristo durante a
celebração. É usado para limpar o cálice, a patena e a âmbula depois da Comunhão.
SEMANA SANTA
É a semana mais importante do ano litúrgico. Vem antes da Páscoa, depois da última semana da
Quaresma. Nessa semana estão incluídos o Domingo de Ramos e o tríduo pascal, com as celebrações da Quintafeira,
Sexta-feira e Sábados Santos, quando se recorda a paixão, morte e ressurreição de Cristo.
SINETA
É uma campainha em forma de pequenos sinos. O coroinha deve usá-la para chamar a atenção da
assembléia na hora do Santo e da consagração.
SOLIDÉU
Pequeno chapéu sem abas, que cobre apenas o topo da cabeça do Bispo. É roxo.
TECA
Pequena caixa redonda, geralmente de metal, com tampa, em que se colocam as hóstias
consagradas para levar aos doentes. Em geral os ministros a carregam numa bolsinha de couro ou tecido.
TEMPO COMUM
É tempo mais longo do ano litúrgico. São 33 ou 34 semanas em que não se celebra nenhum
aspecto especial do ministério de Cristo, como no Natal ou na Páscoa. O tempo comum na segunda-feira
seguinte ao domingo depois de 6 de janeiro e segue até terça-feira depois do domingo de Pentecostes e termina
na véspera do primeiro domingo do Advento. Durante o tempo Comum a cor litúrgica é o verde.
TRÍDUO PASCAL
São os três dias em que se celebra solenemente a paixão, morte e ressurreição de Jesus. O Tríduo
pascal “começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se
com as vésperas do domingo da Ressurreição”. (Normas Universais do Ano Litúrgico). Na quinta-feira Santa à
tarde ou à noite celebra-se a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, com a cerimônia do Lava-pés. A cor é
branca. Depois da Missa, o Santíssimo é levado para outro lugar, ficando o sacrário vazio. Diante do Santíssimo,
os fiéis fazem adoração. Tira-se a toalha do altar.
A Sexta-Feira Santa, dia de jejum e abstinência de carne, é o único dia do ano litúrgico em que não
se celebra Missa. Nesse dia se faz a via-sacra, narrativa da paixão, morte e sepultamento de Jesus, procissão do
Senhor morto e veneração da cruz.
O tríduo termina no domingo da Ressurreição.
TÚNICA
É uma roupa branca que cobre toda a pessoa, ministro ou coroinha. Deve estar limpa e de acordo
com o tamanho da pessoa que vai usar.
TURÍBULO
Pequeno objeto para colocar brasas e incenso. O coroinha deve segurá-lo pelas correntes e
movimentá-lo com cuidado, para que o calor das brasas acesas sopradas pelo vento produz fumaça perfumada
pelo incenso. Com ele o ministro incensa o altar, o Evangelho e a assembléia em sinal de louvor. A fumaça e o
perfume do incenso sobem a Deus com as orações dos fiéis.
UNÇÃO
É o gesto pelo qual o ministro faz o sinal-da-cruz na testa ou no peito e nas mãos da pessoa com
óleo consagrado. É usada nos sacramentos do Batismo, Crisma, Ordem e Unção dos Enfermos como sinal da
presença de Cristo, que dá coragem e força para a realização de uma missão e saúde para os doentes.
VELA
É sinal de festa, alegria e fé. Nos Batismos e Crismas deve ser acesa na chama do círio. As velas
podem acompanhar a procissão de entrada, o Evangelho e ficam acesas sobre o altar durante a celebração.
Quando o Santíssimo é exposto para adoração, pelo menos duas ficam acesas ao lado.
VERDE
Cor dos paramentos nas celebrações em todos os dias de Tempo Comum. Simboliza a vida do
cristão, a sua caminhada o mundo em direção a Deus. Representa também a esperança do encontro com Deus.
VERMELHO
Cor dos paramentos na celebração de Pentecostes, Domingo de Ramos, Sexta-feira da Paixão e nas
festas dos apóstolos e mártires. Simboliza o fogo do Espírito Santo em Pentecostes, e sangue derramado por
Cristo na cruz e pelos mártires.
VIA-SACRA
É uma oração em que o povo mostra a sua devoção a Cristo, lembrando o caminho que ele
percorreu até o Calvário, onde foi pregado na cruz. Para realizar essa devoção, há nas igrejas 14 quadros
consagrados, numerados, em que estão representadas as imagens dos momentos mais importantes da caminhada
de Jesus. Os fiéis caminham em procissão, rezando e cantando. Diante de cada quadro ajoelham, escutam em
silêncio o fato que corresponde ao quadro e seguem novamente até o próximo quadro. Depois de o povo refletir
a cada parada, chamada estação, a celebração termina no altar, com a proclamação da ressurreição.
VINHO
É símbolo do sangue de Cristo. Na Missa é colocado na galheta, ao lado da água. O sacerdote
despeja um pouco de vinho no cálice para ser consagrado e, misturado a uma gota de água, transformando em
sangue de Cristo. O sanguinho seca o cálice para deixá-lo limpo depois de consumido o vinho.
ZELO
É o modo como todas as pessoas que estão a serviço da comunidade na liturgia devem agir em
relação à Igreja, aos objetivos litúrgicos e à sua própria preparação para desempenhar bem as suas funções. Quer
dizer cuidado, atenção, respeito.

 
Capela São Francisco de Assis
Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Assis/São Paulo

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