domingo, 6 de outubro de 2013

A força da Fé

Reinumo-nos para reavivar em nós a chama do amor e da fé operante e transformadora, que nos compromete com o projeto de Jesus. O olhar da fé nos mostra o rosto sofrido de homens e mulheres desorientados pelas injustiças e necessitados do serviço e da missão da Igreja. Iniciamos o mês missionário com o tema: "Juventude em missão" e o lema: "A quem eu te enviar, irás" (Jr 1,7b)

Diante das ações e ensinamentos do Mestre, os apóstolos reconhecem os próprios limites. Pedem, por isso, que Jesus lhes aumente a fé. Querem de presente uma fé maio, que os torne capazes de perdoar mais facilmente e fazer coisas maiores.
A resposta de Jesus vem com uma comparação. A fé é como um grão de mostarda. Um grão que é dom de Deus, mas precisa ser semeado para frutificar. A fé, dom de Deus, tem em si o poder de se transformar e transformar as realidades, mas os frutos da fé dependem de cada um de nós.
Se o destino natural da semente é se transformar e frutificar, qual seria o nosso destino? Vem então outra comparação feita por Jesus, que fala de um servidor ocupado simplesmente em servir. Trata-se da atitude fundamental diante de Deus: reconhecemo-nos devedores àqueles de quem tudo recebemos e de quem somos simples servos. Serviço que se aprende, afinal, do próprio Mestre, o exemplo de servidor.
O que os apóstolos queriam era muito bom: continuar, com uma "fé maior", os sinais de vida da missão de Jesus, sua ações e ensinamentos. Mas fé não é questão de tamanho. Se tivermos fé, será como um grão de mostarda, que tem o poder de transformar e gerar vida. Se não frutificar, pode ser outra coisa, mas não fé.
E os frutos da fé só podem vir pelo serviço desinteressado a Deus. Mas com a Deus só podemos servir servindo o próximo, então talvez nosso melhor pedido a Deus seja: que perseveremos em nossa missão de servir o projeto de Deus mudando o mundo para melhor, pois nisso está o poder da nossa fé.
Diante de Deus somos simples servidores: devemos tudo a ele e nada podemos exigir. Que possamos seguir nosso destino natural, coma fé que permite ir além, como uma semente que morre para trazer vida.

Pe. Paulo Bazagli, ssp sobre o Evangelho deste domingo 6-10-2013

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